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Pintura da escola holandesa nos séculos XV, XVI e XVII

Curso online coordenado por Fernando António Baptista Pereira

Com o objetivo de preparar a Visita do CNC à Exposição de Vermeer, em Amsterdão, organizamos um Curso de Cinco Lições sobre a Pintura da Escola Holandesa nos séculos XV, XVI e XVII.
Começaremos, naturalmente, por tentar diferenciar os artistas das Províncias do Norte da Flandres no contexto da chamada Pintura Primitiva Flamenga. Um lugar de destaque será dado a Hieronymus Bosch, pintor que anuncia o mal-estar religioso anterior à Reforma Protestante e às consequentes Guerras de Religião, que vão desenvolver-se ao longo de Quinhentos e, ainda, de Seiscentos, em paralelo com a autonomia política das Províncias Unidas e o seu crescimento como potência comercial marítima. Abordaremos, neste contexto, a influência do “romanismo” e, em particular, dos “caravagistas” nos artistas mais vanguardistas e a emergência de novos géneros artísticos como a Natureza Morta e a Paisagem.
A Escola Holandesa do século XVII, através dos seus mais importantes criadores e através dos seus diferentes géneros ocupará as restantes três lições, com destaque para Vermeer, na última de todas.
Participando ou não na viagem, esta é uma oportunidade para conhecer este importante período da História de Arte Europeia.

Coordenação: Fernando António Baptista Pereira
Duração: 5 sessões – novas datas a confirmar
Preço: 125 € (sócio CNC) | 150 € (não sócio CNC)

Todas as sessões do curso serão gravadas e disponibilizadas aos participantes inscritos, no canal Youtube do CNC.


Sobre Fernando António Baptista Pereira
Nasceu em Lisboa, em 1953. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pós-graduado em Museologia pelo antigo Instituto Português do Património Cultural e doutorado em Ciências da Arte (História da Arte) pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Ensina na Universidade de Lisboa (na Faculdade de Letras e na Faculdade de Belas -Artes) desde 1979, sendo atualmente Professor Associado na de Belas -Artes, onde desempenhou as funções de Presidente do Conselho Pedagógico (2006 -2011), do Conselho Científico (2012-2017) e de Diretor do Centro de Investigação e Estudos em Belas -Artes (CIEBA), de 2010 a 2016, sendo também autor de Planos de Estudos de diversos Ciclos de Estudos dessa faculdade, designadamente da Licenciatura em Ciências da Arte e do Património e dos Mestrados em Museologia e Museografia e em Ciências da Conservação, Restauro e Produção de Arte Contemporânea. Desempenha desde 18 de março de 2019 o cargo de Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Tem vasta e diversificada obra publicada nos domínios da História da Arte e da Cultura Portuguesas, da Crítica de Arte e da Museologia e do Património, salientando-se, entre os livros, História da Arte Portuguesa, 1500-1800, Lisboa, Universidade Aberta, 1993, Arte Portuguesa da Época dos Descobrimentos / Portuguese Art at the Time of the Discoveries, Lisboa, Correios de Portugal, 1996, Arte Flamenga do Museu de Arte Sacra do Funchal, Funchal, Edicarte, 1997 (escrito em colaboração com Luiza Clode), O Alto Relevo Gótico de Santiago Combatendo os Mouros da Matriz de Santiago do Cacém, Santiago do Cacém, 2001 (escrito em colaboração com José António Falcão) e a coordenação dos volumes dedicados às obras dos artistas Maria Lucília Moita, Moita Macedo e Nuno Barreto, editados já no século XXI.
É autor do Conceito e da Programação de vários Museus e de grandes Exposições nacionais e internacionais em Portugal, em Espanha, no Brasil e em Macau, assim como foi o responsável pela coordenação científica dos respetivos catálogos, destacando-se o Museu do Trabalho de Setúbal, Menção Honrosa do Prémio Museu Europeu do Ano em 1997, e Prémio Museu do Ano, da Associação Portuguesa de Museologia no mesmo ano, o Museu do Oriente (2008, Prémio Museu do Ano, da Associação Portuguesa de Museologia, em 2009) e o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (nomeadamente das suas exposições de Antevisão, 1, 2, 3 e 4, de 2009 a 2012). Foi também o Comissário Científico da Exposição do Museu Hermitage de S. Petersburgo em Portugal («Arte e Cultura do Império Russo. De Pedro-o-Grande a Nicolau II», 2007) e o Revisor Científico da Nova História da Arte de Janson, publicada em janeiro de 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Foi, juntamente com Francisco Clode de Sousa, Comissário da Exposição «As Ilhas do Ouro Branco. A encomenda artística no Arquipélago da Madeira nos séculos XV e XVI», que se realizou no MNAA em 2017-18, que recebeu o Prémio de Melhor Exposição da APOM. Foi Adjunto do Ministro da Cultura de 1 de fevereiro de 2017 a 15 de outubro de 2018.
Desde os anos de 1980 e até ao presente realiza regularmente visitas guiadas, viagens e ciclos de conferências para o Centro Nacional de Cultura, entre outras entidades nacionais e estrangeiras.

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