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Nas Nossas Salas… em Janeiro, Fevereiro e Março de 2005

Nas Nossas Salas…


Janeiro/2005

Dia 18, Terça-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Inicio de novo Ciclo de colóquios do Centro de Reflexão Cristã
“Gaudium et Spes – Revisitação 40 anos depois”.


Esperanças e Angústias do Homem no Mundo
Alfreda Ferreira da Fonseca
João Salgueiro
P.e José Tolentino de Mendonça

Dia 21, Sexta-Feira, a partir das 14h00
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

No âmbito do projecto da SIC Esperança “Sorrir não tem idade”, haverá um encontro das Universidades de Terceira Idade. Este projecto visa o desenvolvimento de uma rede de universidades seniores e a sua dinamização de forma a prevenir o isolamento e a solidão na terceira idade. Trata-se de um encontro que tem como objectivo dar as boas vindas às UTIs que aderiram ao projecto e explicar àquelas que ainda não o fizeram, bem como às Câmaras Municipais, as vantagens da adesão a este movimento.

Dia 24, Segunda-Feira, a partir das 09h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Haverá o já tradicional peditório de sangue organizado pelo Grupo Desportivo da Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial.
Quem quiser participar neste gesto de solidariedade poderá dirigir-se à sede do CNC – R. António Maria Cardoso, 68 (ao Chiado).

Dia 28, Sexta-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Editora Tribuna da História lança um livro do Prof. Adelino Maltez «Tradição e Revolução» que será apresentado pelo Prof. José Pacheco Pereira



Fevereiro/2005

Dia 02, Quarta-Feira, às 18h00
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Participação de Portugal na Expo Aichi 2005, Japão.
Sessão de Apresentação no Centro Nacional de Cultura


No próximo dia 2 de Fevereiro pelas 18 horas decorre no Centro Nacional de Cultura a sessão de apresentação da Expo Aichi 2005 que terá como tema “A Sabedoria da Natureza”.


Na ocasião será apresentado o conceito, projecto de design e arquitectura do Pavilhão de Portugal – da autoria do designer Henrique Cayatte e dos arquitectos Vítor Mestre e Sofia Aleixo  – subordinado ao tema “A Natureza e a história”, e referidas algumas das participações e projectos que integram a exposição.


O pavilhão de Portugal, cuja equipa é organizada e coordenada pelo Comissariado Geral de Portugal para a Exposição Mundial Aichi 2005, evoca as referências históricas e o intercâmbio  cultural iniciado com a chegada dos portugueses ao Japão em 1542/43,  mas continua o percurso da história até aos nossos dias, apresentando aspectos variados do confronto do homem luso com a natureza, desde a gestão de riscos sísmicos à exploração de profundidades marítimas, do aproveitamento de recursos naturais tradicionais ao desenho de novos produtos ecológicos, da protecção das reservas à exploração de energias eólicas e solares.


O filme “A Aventura”, de Bruno Cerveira, será exibido no âmbito desta apresentação. A Embaixada do Japão oferecerá uma prova de especialidades japonesas.


  


 Pavilhão de Portugal – entrada             Pavilhão de Portugal – filme

   


  


 Pavilhão de Portugal – interior              Pavilhão de Portugal – interior 


 

Dia 3, Quinta-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Apresentação do Livro “A Construção de Jesus”
de José Tolentino Mendonça


[…] O objectivo da presente dissertação é abordar o episódio do terceiro Evangelho (Lc 7, 36-50) através de um exercício de análise narrativa, averiguando o modo como o narrador lucano faz emergir o personagem Jesus. A isso chamamos «construção». Não se pretende discutir a prioridade que o Jesus histórico tem sobre o raconto que o toma por protagonista. Se, como recorda Genette a propósito da ficção, a situação narrativa supõe uma instância que precede o actual estado da escrita, quanto mais não se dirá de um Evangelho (Lc 1,1) que intende relatar «factos que se cumpriram» […] A inquestionável anterioridade de Jesus é fundadora do próprio raconto. A nossa opção é a de sondar a forma como Jesus é revelado no texto evangélico pelo recurso a essa poderosa «arte refinada», que Lucas domina de forma até «instintiva», a arte de narrar. Veremos que a arte literária não só nada dilui do impacto teológico da sua figura, como nos faz perceber que a teologia do raconto não se pode dissociar do modo como ele é construído: as categorias do raconto e seus procedimentos estão implicados no conteúdo veiculado. E se, como escreve Aletti, «talvez a obra lucana seja o primeiro ensaio de cristologia verdadeiramente narrativa», teremos a oportunidade, por aí, de aprofundar caminhos de um renovado encontro com Jesus. […] (José Tolentino Mendonça)



Assírio & Alvim
Colecção: Peninsulares
ISBN: 972-37-0961-9
280 páginas
P.V.P.: 19 €

Dia 17, Quinta-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Inaugura uma exposição dos trabalhos de arquitectura do Arqtº José Costa Pina 



Esta exposição abrange várias vertentes:
– exposição de painéis com apresentação de imagens – fotografias e perspectivas – dos objectos projectados ou construídos;
– exposição de maquetas.


A mostra divide-se em duas partes:
– uma  primeira  de 1982 a 1990, com trabalhos efectuados no Brasil, destacando-se 2 trabalhos premiados pelo Instituto de Arquitectos do Brasil;
– a  segunda  parte é relativa a trabalhos realizados em Portugal.


Patente até dia 3 de Março, de 2ª a 6ª Feira entre as 15 e 18 horas.


Esta exposição será complementada com um colóquio que se realizará no dia 1 de Março, pelas 18h30, na sala da exposição. Participarão neste colóquio os arquitectos José Costa Pina, Hugo Duarte, Nuno Figueiredo, e um crítico de arquitectura.

Dia 22, Terça-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Ciclo de colóquios do Centro de Reflexão Cristã
“Gaudium et Spes – Revisitação 40 anos depois”


A Igreja e a Vocação da Pessoa Humana
Manuel Carmo Ferreira
P.e Peter Stilwell
Teresa Venda

Dia 25, 6ª feira, às 18h00
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Conferência “A Influência Portuguesa na Indonésia”
Pelo Sr. Embaixador António Pinto da França


A abrir o ciclo de Conferências da ALIAC – Associação Luso-Indonésia para a Amizade e Cooperação – “O Mosaico Cultural da Indonésia”, reunindo vários especialistas em temas de história, património, economia, turismo e política que, mensalmente, tentarão contribuir para dar a conhecer as realidades passadas e presentes da República da Indonésia ao público português.


A influência portuguesa na Indonésia afigurar-se-á insignificante no vasto oceano religioso, cultural, linguístico, etnológico e social que é aquele país. Se, contudo, considerarmos toda a gama de marcas que subsistem dos contactos estabelecidos por um efémero período de cento e cinquenta anos, contactos esses que cessaram inteiramente com o nosso declínio na região, então, sim, será legítimo dizer-se que os nossos vestígios são de facto surpreendentes. E mais ainda o serão, se tivermos em conta os encarniçados
esforços postos pela Companhia das Índias Orientais holandesa em apagar e destruir todos os vestígios portugueses, tanto materiais como espirituais.


Num dos seus estudos, Charles Boxer reproduz uma carta dum Governador da Companhia das Índias que de Batávia escrevia pouco mais ou menos isto dos seus superiores nos Países Baixos:
“Passaram-se 100 anos desde que expulsámos os portugueses. Se pensam que acabámos com eles pela força de navios e de armas, destruindo sistematicamente os seus fortes, igrejas e monumentos, perseguindo a fé católica que trouxeram, estão muito enganados porque eles continuam presentes em todo o lado através da língua e da cultura que aqui espalharam. Devemos mudar o nosso sistema. Nós viemos para ganhar dinheiro e partir o mais depressa possível, eles vinham para ganhar dinheiro mas também para ficar e a certa altura já não pertenciam mais à Europa, mas eram parte destas terras.”


A tenaz persistência de vestígios portugueses na Indonésia poderá encontrar um explicação cabível no particular dom que os portugueses parecem ter para comunicar e para se misturarem com outras culturas. Do lado indonésio, por certo facilitou a entrada de elementos de origem portuguesa nas culturas do arquipélago, a ancestral tolerância e comunicabilidade que caracterizam os povos da região, a sua tendência secular para assimilarem contributos vindos do exterior. Mais do que um resultado político, a influência portuguesa na Indonésia foi consequência de um contacto diário entre indonésios e portugueses humildes, padres, marinheiros, mercadores e soldados. Foi, sobretudo, uma relação de homem para homem.





Março/2005

Dia 14, Segunda-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

SESSÃO-DEBATE CONVENTO DOS INGLESINHOS
 
Sessão-debate sobre o polémico projecto de transformação do Convento dos Inglesinhos, no Bairro Alto, em condomínio privado.
No centro desta polémica estão os moradores do Bairro Alto que não se conformam com a substituição deste monumento do século XVII – que incompreensívelmente para alguns não se encontra classificado pelo IPPAR – num condomínio de luxo.
A sessão, que contará com a presença de representantes das diferentes sensibilidades envolvidas tem já confirmadas as presenças do cineasta José Fonseca e Costa, da Drª Matilde Sousa Franco e do Professor José Augusto França, entre outros.

Dia 15, Terça-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Ciclo de colóquios do Centro de Reflexão Cristã
“Gaudium et Spes – Revisitação 40 anos depois”.


Papel da Igreja no Mundo Contemporâneo
Armando Salles Luís
Isabel Allegro
P.e Joaquim Carreira das Neves

Dia 17, Quinta-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Colóquio do Movimento ‘Nós Somos Igreja’


Este Movimento, cujo grande objectivo é a reforma da Igreja Católica num sentido de uma maior participação do Povo de Deus na comunidade eclesial, vai organizar no dia 17 de Março pelas 18.30 na sede do Centro Nacional de Cultura um debate de entrada livre sobre “O diálogo inter-religioso e as mulheres”.


Propõe-se, a partir da experiência de fé de mulheres que se enquadram nas grandes religiões monoteístas, encetar a busca de uma ética comum, na linha do pensamento de Hans Kung: não haverá paz entre as nações sem haver paz entre as religiões, pelo que se torna necessário construir, através do diálogo e da escuta, uma ética comum, sendo que a igual dignidade de todos os seres humanos é elemento constituinte dessa ética.


Participarão no diálogo, que será posteriormente alargado a todos os presentes, Alfreda Ferreira da Fonseca (Igreja Católica), Pastora Eva Michel (Igreja Presbiteriana), Faranaze (Comunidade Ismaelita-muçulmana) e Esther Mucznik (Comunidade Judaica).


A moderadora será Manuela Silva (Fundação Betânia).

Dia 18, Sexta-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Lançamento de 3 Livros da Assírio & Alvim


Título: De Luto Por Existir — A melancolia de Bernardo Soares à luz de Walter Benjamin
Autora: Ricardina Guerreiro



É a primeira vez que alguém ilumina uma das faces de Fernando Pessoa com um foco de luz, múltiplo e refractado também ele, como é o do pensamento — de uma parte do pensamento — de Walter Benjamin. Uma leitura cruzada como a que este livro propõe, à primeira vista heterodoxa e arriscada, revela-se, afinal, não apenas legítima, como altamente iluminadora de um texto como o Livro do Desassossego. Poucas vezes se terão porventura aproximado com maior pertinência dois autores de uma constelação tão afim e tão gémea como Bernardo Soares e Walter Benjamin. (João Barrento)


Assírio & Alvim
Colecção: pessoana
Prefácio: João Barrento
ISBN: 972-37-0974-0
252 páginas
P.V.P.: 16 €


Título: Realidade e Ficção — para uma biografia epistolar de Fernando Pessoa
Autora: Manuela Parreira da Silva



Face à dimensão do universo de correspondentes epistolares de Fernando Pessoa, à intricada rede de relações que com eles estabeleceu e ao tecido informativo-literário resultante dessa troca de «fios» – ampla tapeçaria, cobrindo uma das paredes mestras da casa pessoana -, o estudo sistemático de todo o material reunido tornou-se-me, por assim dizer, uma quase-obrigação.
Importava, pois, avaliar as potencialidades de leitura que cada carta oferece, quer do ponto de vista da quantidade de informação que contem, relativa ao autor, ao destinatário e ao contexto histórico-social-literário em que foi produzida, e da resposta que gera, quer pela sua qualidade intrínseca, enquanto texto (próximo do) literário. Mas importava também reflectir sobre a própria natureza do discurso epistolar e sobre o carácter fragmentário do objecto-carta e do seu alcance epistemológico, procurando, deste modo, contribuir para o que poderia definir-se como uma teoria do epistolar, parte integrante de uma mais ampla Teoria da Literatura ou da Escrita. (Manuela Parreira da Silva)


Assírio & Alvim
Colecção: pessoana
ISBN: 972-37-0918-X
600 páginas
P.V.P.: 30 €


Título: Fernando Pessoa Entre Vozes, Entre Línguas
Autora: Luísa Freire



Embora se tenha tornado já um lugar comum a abordagem de Fernando Pessoa através da metáfora da viagem, outra não encontrei que melhor exprimisse as múltiplas e constantes digressões do poeta no mundo multiforme e multifacetado do seu Eu, primeiro em inglês e, mais tarde, em português. Ele próprio se referiu tão insistentemente (em verso e prosa, sob vários nomes) à sua viagem interior nas formas que revestiu que, a partir dessa orientação de leitura, tornou-se difícil a qualquer estudioso da sua obra omitir essa visão ou deixar de se servir dela como ponto de partida, também, para novas digressões (ou incursões na sua obra), seguindo os seus trilhos e as suas experiências. (Luísa Freire)


Assírio & Alvim
Colecção: pessoana
ISBN: 972-37-0931-7
400 páginas
P.V.P.: 24 €

Dia 22, Terça-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar


Apresentação do livro de Yann Loïc Araújo
“Passos Manuel – morte e memória”


No âmbito das celebrações do Bicentenário do Nascimento de Passos Manuel, a Fundação Passos Canavarro apresenta o livro da autoria do Dr. Yann Loïc Araújo, bolseiro desta Fundação, intitulado “Passos Manuel – morte e memória” inserido na “Colecção Estudos” da Universidade de Coimbra. Foi o resultado do protocolo assinado em 17 de Janeiro de 2001 pelas duas instituições para a “investigação do acervo documental de Passos Manuel existente no Arquivo Distrital de Santarém, na perspectiva do Homem político e familiar”.


O autor procurou nos bastidores da vida política e pública da figura de Manuel da Silva Passos (Passos Manuel 1805-1862), realizar um trabalho de carácter biográfico conduzindo-nos aos seus últimos anos, perseguido pela doença e concentrando-se fortemente no ambiente familiar. Deste ponto segui-o até à sua morte, analisando o bem documentado processo da sua belle mort, bem como o luto subsequente. Concluíndo, abordou o tema da construção da sua memória política, institucional e regional ao longo das várias fases político-culturais, desde o momento do seu desaparecimento, chegando à imagem que contemporaneamente possuímos da personagem de Passos Manuel, em contextos que vão da história local, à política, passando pelo mundo da maçonaria.

Dia 23, Quarta-Feira, às 18h15
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Lançamento do livro “Guerras da Informação – Militares e Media em Cenários de Crise”, de Carlos Santos Pereira – Editora Tribuna da História



Apresentação do livro pelo Tenente-General José Garcia Leandro – governador de Macau (de 1974 a 1979), director do Instituto da Defesa Nacional (2001 a 2004) e professor Catedrático do ISCSP.


“Os jornalistas dirão que a guerra é demasiado importante para ser deixada aos generais, mas reportar a guerra é demasiado importante para ser deixado apenas aos repórteres”. A advertência lançada pelo general Brady em vésperas da guerra do Golfo de 1991 resume, no fundo, toda a problemática abordada neste trabalho.
A evolução da cobertura mediática das acções militares, o peso da informação na própria condução dos conflitos armados, o relacionamento entre militares e jornalistas em situações de guerra – eis as grandes questões que inspiram este livro.
Dizia Marechal McLuhan que “se não existisse uma cobertura [mediática], não haveria qualquer guerra”. Face à crescente mediatização dos conflitos militares, (tal como da política) os jornalistas fazem cada vez mais parte da guerra, e os próprios militares cada vez mais apostam na informação como “arma de guerra”.
“A primeira vítima da guerra é a verdade!” – o alerta lançado em 1917, em plena Grande Guerra, pelo senador americano Hiran Jameson mantém hoje toda a actualidade. A manipulação é congénita, tanto à arte da guerra como à propaganda e à informação nas suas diversas dimensões.  Perceber como é “trabalhada” a percepção que nos chega das acções militares é por um isso, mais do que um direito, uma condição de cidadania. Trata-se afinal de dois instrumentos cruciais – e cada vez mais interdependentes -, da gestão do Mundo em que vivemos.


Carlos Santos Pereira dedicou boa parte dos seus mais de 25 anos de trabalho como jornalista à cobertura dos conflitos políticos e militares que marcaram as últimas décadas do século findo e o virar do milénio. Nascido em 1950, é licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa. Mestre em História Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa, auditor de Defesa Nacional e mestrando em Estratégia do ISCSP, encetou o processo de doutoramento com um trabalho de investigação incidindo sobre o papel da NATO na definição do quadro político e geo-estratégico do chamado pós-guerra fria na área euro-atlântica.

Dia 31, Quinta-Feira, às 18h30
Galeria Fernando Pessoa, Largo do Picadeiro nº 10 – 1º Andar

Inauguração da Exposição de Pintura de Maria Hjelmeland
“Nah ist Und schwer zu fassen”


Recepção oferecida pela Real Embaixada da Noruega em Portugal, com a presença da artista.


Maria Hjelmeland nascida em 1976 em Bergen, Noruega.
Embora ainda numa fase inicial, é de referir que a carreira de Maria Hjelmeland é caracterizada por uma notável energia e determinação que se manifestam num compromisso de trabalho associado a um forte desejo de independência artística. Trabalhando principalmente fora do seu país, conseguiu o reconhecimento internacional, apresentando exposições dos seus trabalhos subordinadas ao seu próprio design e escolha.


“Descrevê-las é reiterar a sua diversidade e invenção. Das quinze pinturas que vi, emergem sete estilos abstractos distintos e originais. E não é o surgimento de mera precocidade – cada uma delas revela uma resolução madura. É através da sua discrição que o sentido nos é revelado. São acima de tudo visuais, ricas em cores e diversos materiais utilizados. Nem sempre grandes, têm no entanto uma insistência física imediata, corroborada pela segurança do manuseamento dos materiais. É através deste toque – em oposição a qualquer consistência estilística – que a assinatura da artista e a personalidade da obra se manifestam. Numa obra sem título deste ano, a pintura fragmenta-se, escorre, torna-se impulsiva, movimenta-se, engrossa. Um vermelhão saturado faz um corte arrojado num conjunto de tons suaves e galga as margens regulares de uma poça resinosa. Uma folha A3 de um papel de arroz cor de laranja luminiscente está amachucada, dobrada, rasgada e incorporada na própria tinta, enquanto que a tela propriamente dita está dobrada, marcada e perfurada com grandes recortes de tela de novo cosidos e apostos na superfície. E como numa coda, uma banda de fita cola ocre limita o quadro cinco centímetros antes do fundo.”          
Excerto retirado do artigo “Unforeseen Ahead-The Recent Paintings of Maria Hjelmeland”,
NY Arts, número de Julho-Agosto, 2004


A exposição “Nah ist  Und schwer zu fassen” é a segunda exposição individual de Hjemeland em 2005. É realizada com a colaboração da Real Embaixada da Noruega em Lisboa e está integrada no programa para Portugal do Centésimo Aniversário da Noruega. Para mais informações sobre outros eventos comemorativos do aniversário em Portugal, contactar a Embaixada (www.noruega.org.pt ; emb.lisbon@mfa.no; telef: +351 213 015 344).


Esta Exposição conta também com o apoio de: Governo Civil de Sogn og Fjordane (Noruega), Câmara Municipal de Gaular (Noruega), Conselho de Produtos do Mar da Noruega e Centro Nacional de Cultura, Lisboa.


   Gaular Kommunevåpen        


     


Patente até 21 de Abril, entre as 15h00 e as 18h00

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