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MORREU BARTOLOMEU CID DOS SANTOS

no dia 21 de Maio, em Londres

O artista plástico Bartolomeu Cid dos Santos morreu em 21 de Maio em Londres



O artista plástico Bartolomeu Cid dos Santos, um dos nomes centrais da gravura portuguesa, faleceu em Londres, aos 77 anos. O escritor Luís Amorim de Sousa, amigo de longa data do artista, referiu à Lusa que este se encontrava doente há já algum tempo. Bartolomeu Cid, disse, é uma figura “fundamental na evolução da gravura”, um artista de “dimensão internacional”, conhecido dentro e fora da Europa, e que “dedicou a vida inteira à actividade artística”.


Bartolomeu Cid dos Santos nasceu em 1931 em Lisboa, em cuja Escola Superior de Belas Artes estudou de 1950 a 1956, prosseguindo a sua formação na Slade School of Fine Art em Londres, de 1956 a 1958, com Anthony Gross. Nesta mesma escola de belas artes londrina viria a ser professor, de 1961 a 1996, no Departamento de Gravura, tendo sido igualmente artista visitante em numerosos estabelecimentos similares na Grã-Bretanha.


Foi ainda professor visitante da Universidade de Wisconsin, em Madison em 1969 e 1980, na Konstkollan Umea, Suécia, em 1977 e 1978, no National College of Art em Lahore, Paquistão, em 1986 e 1987, e na Academia de Artes Visuais de Macau em muitas ocasiões.


Realizou a sua primeira exposição individual em 1959, na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. Desde então expôs individualmente 82 vezes. Trabalhos da sua autoria integram o acervo de instituições públicas e privadas nacionais e internacionais. Têm assinatura de Bartolomeu Cid dos Santos os painéis da estação do Metro de Entrecampos em Lisboa.


As cinzas do artista foram lançadas ao rio Gilão, Tavira, um desejo manifestado em vida pelo artista, disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Tavira.


Macário Correia, que esteve em contacto com a viúva de Bartolomeu dos Santos mas fairma que a família desconhece por enquanto o dia e a hora da chegada a Portugal dos restos mortais de Bartolomeu dos Santos, mas o desejo do artista em vida era ser cremado no Alto de S. João ou Olivais, Lisboa, e que as suas cinzas fossem lançadas ao rio Gilão, em Tavira, cidade onde se queria instalar definitivamente e criar um centro de desenho e gravura.


Segundo Macário Correia, o centro de desenho e gravura de Bartolomeu dos Santos vai nascer em Tavira, talvez ainda este ano, no Palácio da Galeria ou no Auto de Santana (Tavira).


in Público / Lusa

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