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Joaquim Machado de Castro (1731–1822): Um escultor intelectual por excelência

Machado de Castro nasceu em Coimbra a 19 de junho de 1731 e morreu em Lisboa a 17 de novembro de 1822. Viveu entre o absolutismo régio de D. João V e o despotismo esclarecido de Pombal, nas vésperas do liberalismo, na época da Revolução Francesa e do Império de Napoleão, no fim da Idade Clássica. Um dos períodos mais decisivos da história social, política e cultural da Europa e de Portugal. Trabalhou durante os reinados de D. João V, D. José, D. Maria I e D. João VI, tendo influenciado de uma forma decisiva a história da escultura portuguesa. Foi discípulo do italiano Alessandro Giusti na chamada “escola de Mafra”, e o autor da primeira estátua equestre do país, retratando o rei D. José I na praça do Comércio, a praça maior do projeto moderno, e polémico, da Baixa Pombalina. Enquanto a história do presente lhe passava violentamente à porta sob a forma dos soldados de Napoleão dirigia, sob a matriz do passado greco-romano, o conjunto de 25 estátuas para o Palácio da Ajuda. Aqui, meio século depois, e ao contrário do que se passara no convento de Mafra (decorado com 58 esculturas vindas de Roma), o programa escultórico é todo português. Artista culto e talentoso, Machado de Castro foi também professor e autor de inúmeros textos, onde assumiu o ecletismo próprio do século XVIII: do barroco final ao rococó, e do neoclássico à arquitetura visionária. Morreu aos 91 anos, escultor da Casa Real e Obras Públicas e cavaleiro da Ordem de Cristo, com a firme convicção que, tendências estéticas à parte, só havia dois sistemas artísticos: o grego ou o bárbaro.

1. Panorama geral da escultura e da arquitetura portuguesas do século XVI ao século XVIII: Do Manuelino a Mafra e o paradigma do “estilo chão”; o hiato temporal da escultura renascentista em Portugal e os seus principais artistas; o humanismo nas artes: antes e depois do Concílio de Trento.

2. A basílica, o palácio, e o convento de Mafra: a encomenda de 58 esculturas italianas; D. João V: A Arcádia romana e a Academia Portuguesa em Roma; A Escola de Mafra e a importância no desenvolvimento do ensino da escultura em Portugal; Machado de Castro: o discípulo principal de Alessandro Giusti.

3. Lisboa antes e depois do terramoto de 1755; a Baixa Pombalina e o projeto (polémico) aprovado em 1758: Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e o Marquês de Pombal à frente do “Iluminismo”; a primeira estátua equestre do país: D. José I na Praça do Comércio do escultor Machado de Castro.

4. D. Maria I: “contrariar” a Baixa de Pombal, a Basílica da Estrela e o barroco possível (as obras de Machado de Castro e discípulos); Machado de Castro professor e escritor: as reflexões sobre a arte em geral e a escultura em particular.

5. D. João VI e o Palácio da Ajuda: Do projeto Barroco ao Neoclássico; o programa escultórico da Ajuda dirigido por Machado de Castro: a afirmação da escultura portuguesa no século XVIII; os discípulos de Machado de Castro: João José de Aguiar e o confronto entre escultores; o legado final do mestre Machado de Castro.

COORDENAÇÃO: Margarida Cunha Belém
HORÁRIO: terças-feiras; das 18h30 às 20h00 – online
DURAÇÃO: 5 sessões; de 26 de maio a 23 de junho

Todas as sessões do curso serão gravadas e disponibilizadas aos participantes inscritos, no canal Youtube do CNC.

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