As cinco sessões deste curso vão procurar leituras transversais de todo o século XVIII, a partir dos grandes géneros artísticos, e também descobrir as mudanças, mais lentas ou mais radicais, que apontam para o futuro.
1. Do “vedutismo” à “Paisagem da Alma” Centrada nas metamorfoses sofridas pela Pintura de Paisagem, vamos abordar o grande legado dos ‘vedutistas italianos’ (Canaletto, Bellotto e Guardi) e o modo como contribuíram para o desenvolvimento de novas poéticas centradas na subjetividade e na espiritualização da Natureza, que encontramos em Turner ou em Caspar David Friedrich.
2. Do Retrato de Aparato à Representação Familiar Centrar-nos-emos nas metamorfoses do Retrato, desde os Retratos de Aparato da Monarquia Absoluta Francesa aos Retratos de Corte e da Aristocracia de Goya ou ainda aos retratos de novos regimes políticos como os de Houdon na América ou os de Canova na França Napoleónica. Uma nova sensibilidade pré-romântica desponta nas cenas de reconciliação familiar de Greuze no ocaso do ‘Ancien Régime’ em França.
3. Imagens do Quotidiano Vamos procurar entender as transformações e a inter-relação entre os géneros Natureza Morta e Cenas da Vida Quotidiana. Alguns dos pintores franceses, servindo uma clientela aristocrática, realizaram, na esteira de Watteau, composições que exploravam a vida despreocupada, ociosa e erótica dessa classe, enquanto na Inglaterra era a ‘gentry’ que se tornava a protagonista de retratos e cenas em cenários campestres ou urbanos. Chardin renova por completo a Natureza Morta e as Cenas Intimistas da Vida Quotidiana, afastando-se do estilo de ostentação da primeira e do pícaro das segundas, que vinham do passado, e inspira pintores de outras escolas, como o Morgado de Setúbal.
4. A Pintura de História entre dois mundos Em Itália e em França, países católicos, bem como na Península Ibérica, a pintura e a escultura para os grandes altares de igrejas explorou novas temáticas da História Sagrada a par das mais tradicionais. Mas os temas da tradição mitológica, ou inspirados pela História Antiga, sofreram uma mudança acentuada ao tratarem, nas vésperas da Revolução, temáticas da história antiga profana que traziam ao debate estético questões candentes no que respeita ao regime político vigente.
5. A Revolução e a Arte Com a Revolução Americana, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, a Arte não podia ficar incólume. Novas temáticas e novas abordagens dos géneros tradicionais, que viriam a ter grande futuro, surgiram de um lado e do outro do Atlântico. Representações de conflitos bélicos, da resistência aos mesmos, de massacres ou de acontecimentos que tiveram repercussão social através da imprensa, e até a celebração de figuras do passado importantes para a identidade nacional, emergiram na Pintura ou até na Escultura e tiveram divulgação principalmente através de gravuras.
COORDENAÇÃO: Fernando António Baptista Pereira
HORÁRIO: quartas-feiras; das 18h30 às 20h00 – online
DURAÇÃO: 5 sessões; de 21 de outubro a 18 de novembro.
PREÇO: sócio CNC 175€ | não sócio CNC 210€
Todas as sessões do curso serão gravadas e disponibilizadas aos participantes inscritos, no canal Youtube do CNC.




