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Francisco Simões (1946-2026)

O Centro Nacional de Cultura manifesta a sua homenagem e o seu pesar pela morte do escultor Francisco Simões, amigo de longa data e defensor entusiasta e determinado da expansão da arte como fator de enriquecimento da vida numa sociedade humana. Foi, por isso, um militante ativo da presença das artes na vida das escolas e no desenvolvimento humano. O projeto de humanização das escolas reveste-se da maior importância e merece lembrança e continuidade.

Nasceu em Porto Brandão, Almada, em 1946. Residiu e trabalhou em Sintra. Concluiu em 1965, o curso de artes decorativas da Escola António Arroio e em 1974 o Curso de Escultura da Academia de Música e Belas Artes da Madeira. Em 1967 foi bolseiro da OCDE em Roma, Turim, Novara, Verona e Milão e no ano seguinte trabalhou no Museu do Louvre a convite de Germain Bazin. Em 1989 foi nomeado, pelo Ministério da Educação, consultor de Artes Plásticas para o projeto A Cultura começa na Escola, em 1990 foi colaborador do JL (Jornal de Letras, Artes e Ideias) e em 1992 até 2002 foi nomeado, no Ministério da Educação, membro do grupo de trabalho de Humanização e Valorização Estética dos espaços Educativos, com Querubim Lapa e Manuela Pinheiro. Como pintor e escultor, caracteriza-se por ter obras realizadas em íntima ligação com grandes escritores, devendo referir-se fundamentalmente David Mourão-Ferreira. Expôs regularmente, individual e coletivamente em Portugal e no Estrangeiro. Conta com meia centena de Monumentos e obras de Arte pública das quais se destaca o Parque dos Poetas em Oeiras.

Apresentamos sentidos pêsames à família, amigos e admiradores.

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