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CNC PRESIDE A CONSELHO DE ACOMPANHAMENTO DA 2:

Presidente do CNC eleito para a presidência do Conselho de Acompanhamento do Canal Dois

CNC PRESIDE A CONSELHO DE ACOMPANHAMENTO DA 2:


Na sequência da eleição do Presidente do CNC para a presidência do Conselho da Acompanhamento do Canal Dois, o Correio da Manhã publicou a entrevista que transcrevemos:


CM – O Centro Nacional de Cultura, representado por si, foi eleito para a presidência da Comissão de Acompanhamento da 2:. O que se pode esperar nos próximos 12 meses?


Guilherme d’Oliveira Martins – É uma tarefa muito importante, nesta fase em que tem de ser feita uma reflexão, um balanço, sobre o que tem sido a experiência da 2: e o que tem sido a participação da Sociedade Civil nesta experiência.


– Quais as grandes preocupações?


– Visamos garantir que a Sociedade Civil e os seus representantes tenham uma voz relativamente à orientação da 2:. Nesse sentido sublinho três notas:
1.ª – teremos de traduzir a opinião e vontade dos representantes da Sociedade Civil e dos parceiros na 2:;
2.ª – ir ao encontro dos cidadãos e dos telespectadores. Saber de que modo é que se sentem servidos e, sobretudo, ir ao encontro do que os telespectadores pensam sobre o modo como a 2: tem desempenhado a sua função;
3.ª – a vocação da 2:. Há uma preocupação com a qualidade, que tem de ser garantida e preservada.


– Existirá uma mudança na atitude perante a 2:?


– A 2: não pode ser um conjunto de tempos de antena. Tem de ser, como tem sido, um lugar à cultura portuguesa. Para que os criadores e inovação possam ter um lugar efectivo.


– Conhece algum parceiro insatisfeito, por não participar tão activamente como desejaria?


– Globalmente, o balanço é positivo. Mas a fragilidade que existe entre nós, na Sociedade Civil, também se projecta numa iniciativa destas. Não podemos ter ilusões. Grande parte das instituições, parceiras na 2:, tem uma insuficiência manifesta de meios para dar resposta às solicitações de um canal de televisão.


– O que pretendem os parceiros?


– Alargar a sua participação, o seu papel e visibilidade. Isso terá de ser garantido, mas com a preocupação de não pôr em causa a própria unidade da programação e a qualidade da mesma.


– Que garantias pode dar aos telespectadores da 2:?


– Pessoalmente, quero afirmar duas ideias: uma, é que serão tidos em conta. Serão ouvidos. Outra, é que a qualidade é a primeira prioridade. Entendemos que a ideia de complementaridade e da preservação da identidade da 2: é o aspecto mais importante. Há que reforçar a ideia de complementaridade do serviço público com a RTP 1, reforçar a qualidade, designadamente, a ideia de estar ao serviço da divulgação da cultura portuguesa e da sua projecção.”


 


 

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