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Carmen Dolores (1924-2021)

Carmen Dolores fez do Teatro o seu modo de contribuir para melhorar a vida e o mundo. Amiga de muito tempo do Centro Nacional de Cultura, prestamos a nossa sentida homenagem. Apresentamos à sua família e amigos sentidas condolências.

Com uma rica e importante carreira no teatro, cinema e televisão ao longo de seis décadas, Carmen Dolores foi também uma das fundadoras da Casa do Artista.

O anúncio tinha sido feito pelo encenador Jorge Silva Melo através de uma mensagem publicada nas redes sociais.

Carmen Dolores nasceu a 22 de abril de 1924, em Lisboa, e deu os primeiros passos da carreira, aos 14 anos, no teatro radiofónico do Rádio Clube Português.

A estreia no cinema aconteceu aos 19 anos, no filme “Amor de Perdição” (1943), o romance de Camilo Castelo Branco levado à tela pelo realizador António Lopes Ribeiro. Desempenhou o papel de Teresa.

Nos anos seguintes foi protagonista nos filmes “Um Homem às Direitas”, “A Vizinha do Lado” e “Camões”.

A sua aparição nos palcos aconteceu em 1945, na peça Electra, de Jean Giraudoux, na Companhia dos Comediantes de Lisboa.

Esteve oito anos no Teatro Nacional, na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro, e passou pelo Teatro de Sempre, de Gino Saviotti, e pelo Teatro Nacional Popular. No início da década de 60 do século passado, ajudou a fundar o Teatro Moderno de Lisboa, com nomes como Armando Cortez, Fernando Gusmão e Rogério Paulo.

Estrela do teatro na televisão, Carmen Dolores também trabalhou nas séries televisivas/telenovelas “Passerelle” (1988), “A Banqueida do Povo” (1993) e “A Lenda da Garça” (1999).

No mesmo ano em que entrou na telenovela “Passerelle”, a atriz foi protagonista no filme “A Mulher do Próximo”, de José Fonseca e Costa.

A 15 de Maio de 2005 atuou pela última vez na peça “Copenhaga, espectáculo que marca o seu afastamento dos palcos e da televisão após 60 anos de carreira.

Carmen Dolores foi condecorada com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.

Em 2018, o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, agraciou a atriz com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito, numa homenagem no Teatro da Trindade, em Lisboa.


in Renascença | 16 de fevereiro de 2021
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Rádio Renascença

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