4º TRIMESTRE 2012
PASSEIOS DE DOMINGO
1 – GALIZA
Sexta, Sábado e Domingo, 5, 6 e 7 de outubro
A Galiza situa-se ali, onde os antigos gregos viram o fim do mundo e onde Homero disse que o sol terminou a sua volta para nascer, uma vez mais, no dia seguinte, a Este.
Situada na extremidade noroeste da Península Ibérica, a comunidade autónoma de Galiza é caracterizada pelo verde da paisagem rural, embora seja também a região mais marítima de Espanha.
Habitada desde tempos muito remotos, a zona era dominada por povos de origem céltica até à chegada dos romanos, no século I a.C., os quais lhe atribuíram o primitivo nome de Gallaecia.
A descoberta, no século IX, do suposto túmulo do apóstolo São Tiago transformou a cidade medieval de Santiago de Compostela num dos principais locais de peregrinação da Europa e deu origem aos célebres Caminhos de Santiago. A cidade, com a sua magnífica catedral, é ainda a principal atração turística da região, mas a região tem muito mais para oferecer ao visitante, desde vilas e cidades históricas como Pontevedra e Ourense, ou ainda a moderna Cidade da Cultura de Galicia.
Guia: Academia Galega da Língua Portuguesa
Horário: 7h15 (o comboio parte às 8h)
Duração: 3 dias
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Átrio Estação santa Apolónia (junto às bilheteiras)
Transporte; 5 refeições
2 – ANTÓNIO SÉRGIO, PRESENTE!
ANO INTERNACIONAL DAS COOPERATIVAS
Sábado, 13 de outubro
No âmbito do Ano Internacional das Cooperativas o Centro Nacional de Cultura e a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social organizam uma visita à Casa António Sérgio e uma sessão evocativa da figura e obra de António Sérgio, onde se inclui a apresentação do livro “Boletim Cooperativista – António Sérgio e discípulos” de João Salazar Leite, com prefácio de Guilherme d´Oliveira Martins e a apresentação e disponibilização pública de Arquivo Digital de obras de António Sérgio incluindo os seus apontamentos manuscritos;
Guia: Eduardo Graça – Presidente da Direção da CASES e Guilherme d´Oliveira Martins
Horário: 9h30
Duração: manhã
Limite: 50 pessoas
Local de Encontro: Travessa Moinho de Vento (à Lapa), 4
3 – EXPOSIÇÃO UM GOSTO PORTUGUÊS. O USO DO AZULEJO NO SÉC. XVII
MUSEU NACIONAL DO AZULEJO
Domingo, 14 de outubro
Tendo o Azulejo começado a ser produzido, em Lisboa, cerca de 1560, foi no século XVII, ainda num contexto de União Ibérica, que se começou a afirmar como uma arte que hoje se considera identitária da cultura portuguesa, assumindo especial relevância no contexto universal da criação artística.
Foi com os módulos de repetição do século XVII que o Azulejo foi pensado em Portugal como elemento estruturante de arquiteturas, em grandes revestimentos interiores.
Em simultâneo, a Igreja e a Nobreza encomendaram, para o revestimento dos seus espaços, azulejos figurativos que refletem o gosto, mas também a necessidade de afirmação política e social de cada um destes grupos.
Desta riquíssima variedade, criação das olarias de Lisboa, dão conta os cinco núcleos em que se divide a exposição bem como o catálogo, com chancela da Babel, que conta com estudos inéditos de cerca de vinte especialistas e se afirma como um contributo efetivo para o avanço do conhecimento.
Guia: Alexandre Nobre Pais (Curador do Museu)
Horário: 10h
Duração: manhã
Limite: 30 pessoas
Local de Encontro: Museu Nacional do Azulejo – Convento da Madre Deus
4 – JOSEPHINE BAKER EM LISBOA
Sábado, 20 de outubro
Para celebrar o 70.º aniversário da estreia artística de Josephine Baker entre nós (1941) vamos percorrer as principais ruas e edifícios de Lisboa que acolheram esta icónica e fascinante artista nos anos 30, 40, 50 e 60 do séc. XX.
O Roteiro propõe, assim, uma viagem no tempo e revisita a memória das várias facetas que a cantora e bailarina, que abanou com a sua arte e ousadia a Paris e a Europa do início do século passado, desenvolveu na capital, incluindo as de turista, artista, espia durante a Segunda Guerra Mundial, mãe adotiva e ativista dos direitos cívicos.
O passeio desenrola-se no Bairro Alto (aí visitaremos o restaurante onde a “Pérola Negra” almoçou em março de 1939), Chiado (com passagem pelo Teatro da Trindade e pela livraria onde Josephine Baker trocava mensagens secretas com os espiões ingleses), Baixa e Avenida da Liberdade.
Guia: João Moreira dos Santos
Horário: 10h
Duração: manhã
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Largo Camões, junto à estátua
5 – EXPOSIÇÃO O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL – PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960
MUSEU DO CHIADO
Domingo, 21 de outubro
O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial. A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas ‘maiores’, como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade.
Guias: Rui Afonso Santos (Comissário)
Horário: 15h
Duração: tarde
Limite: 35 pessoas
Local de Encontro: Museu do Chiado – Rua Serpa Pinto, nº 4
6 – PAVILHÃO TAILANDÊS EM BELÉM
Domingo, 28 de outubro
Uma obra única, coberta de folhas de ouro, embeleza agora os jardins de Belém, em Lisboa. O pavilhão tailandês, que assinala 500 anos de amizade entre os dois países, foi construído em Banguecoque e transportado de barco até ao Jardim Vasco da Gama em Belém, numa viagem de poucos dias, seguindo um percurso semelhante ao que os marinheiros portugueses fizeram há cinco séculos, quando pela primeira vez chegaram àquele país asiático.
Foi em 1511 que o navegador português Duarte Fernandes chegou a Ayuthaya, capital do Reino do Sião. Recebido na corte do rei Ramatibhodi II, deu início a uma aliança entre os dois países que se mantém até hoje.
Dourado e com quatro aberturas remete para a cidade dos anjos, Banguecoque, e para o Mosteiro dos Jerónimos, obra que inspirou o arquiteto Athit Limmu e que acabou por representar o “símbolo da amizade” entre os dois países.
O telhado foi coberto com placas que se assemelham à pele de um dragão ou às escamas de um peixe, enquanto os pináculos são anjos estilizados. Na parte de baixo existe um quase varandim inspirado nas ogivas dos Jerónimos em tons verdes. Porém, é o dourado a cor dominante, conseguida com mil finas folhas de ouro.
Guia: Embaixador Mello Gouveia
Horário: 11h
Duração: manhã
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Jardim de Belém
7 – MACHADO DE CASTRO FORA DO MNAA
Sábado, 27 de outubro
Na sequência da exposição dedicada a Joaquim Machado de Castro, vamos agora ter a oportunidade de conhecer algumas obras capitais deste grande mestre da escultura em Portugal, em Lisboa e nos arredores.
Surpreendentemente a maqueta em gesso, à escala real, da estátua equestre de D. José, bem conhecida de todos os lisboetas, ainda hoje sobrevive na antiga Fundição de Cima, ao Campo de Santa Clara. Depois temos de ira aos arredores onde o mestre estatuário, à grande maneira romana, concebeu esculturas para as quintas do Marquês de Pombal em Oeiras e da Casa do Infantado, em Caxias. Para o Marquês, Machado de Castro criou duas das suas mais belas obras, que ainda se encontram no local e origem – a sala de jantar do Palácio e a ornamentação da cascata dos poetas, no jardim. Para Caxias um programa mais elaborado de escultura em barro cozido, imitando pedra, conta histórias da mitologia clássica. Neste espaço observamos ainda o trabalho de restauro que tem sido levado a cabo nos últimos 7 anos.
Guia: Anísio Franco
Horário: 10h
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço
8 – TOMAR
Sábado, 3 de novembro
Em 1983, a UNESCO reconheceu o conjunto Castelo Templário-Convento de Cristo como Património Mundial e no início dos anos 90 deram-se os primeiros passos para a recuperação e consolidação do Centro Histórico.
O plano da cidade medieval organiza-se em cruz com os 4 braços apontando os 4 pontos cardeais marcados pelos 4 conventos da cidade. Perseguindo esta geometria simbólica, é interessante constatar que, com centro na igreja manuelina, à Praça da República, se gera a circunferência que une a Charola do Convento (oratório templário) aos Conventos da Anunciada, de Santa Iria e de S. Francisco. Eis, assim, o círculo, qual espaço sagrado!, dentro do qual se desenvolveu Tomar.
Guia: Maria José Ferro Tavares
Horário: 9h
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço
9 – UM DIA COM NICOLA BIGAGLIA
Domingo, 4 de novembro
O arquiteto italiano Nicola Bigaglia instalou-se em Portugal no final do séc. XIX e no nosso país criou uma interessante série de casas onde o gosto italiano se impunha, não só no desenho arquitetónico dos edifícios como também em todo o seu recheio e interior. Arquiteto de obra de arte total, Bigaglia preocupava-se com o bem-estar daqueles para quem trabalhava e a atenção do seu desenho ia para pormenores desde o soalho até ao teto, revestimentos das paredes ou os puxadores das portas. Em Lisboa resistem bastantes exemplares da excecional obra deste criador, ainda que em muitos deles tenha sido disperso o seu interior.
Guia: Anísio Franco
Horário: 10h
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço
10 – IGREJA DE SANTIAGO
Sábado, 10 de novembro
Fundada no século XII, a Igreja de Santiago foi sofrendo várias alterações ao longo do tempo, nomeadamente entre os séculos XVI e XVIII. Após o terramoto de 1755, o templo foi quase completamente reconstruído. Atualmente apresenta fachada de linhas simples, encimada por frontão de arco contracurvado, decorado com aletas. Constituída por uma nave única, é de destacar, no seu interior, a talha joanina, os painéis de azulejos oitocentistas e um número considerável de telas.
Guia: Liga de Amigos da Igreja de Santiago em Lisboa
Horário: 10h
Duração: manhã
Limite: 30 pessoas
Local de Encontro: Igreja de Santiago (Rua de Santiago, em frente do Miradouro de Santa Luzia)
11 – ESPAÇOS NÁUTICOS DO PASSADO E DO PRESENTE II | PRESENÇAS FENÍCIAS NO BAIXO MONDEGO
Domingo, 11 de novembro
Palavras-chave: Fenícios, arqueologia da paisagem, arqueologia náutica, portos e complexos portuários.
No seguimento de um conjunto de passeios proposto ao Centro Nacional de Cultura tendo como objetivo um entendimento da paisagem, distinguindo para lá do que hoje é visível alguns espaços náuticos do passado, vimos introduzir com este 2º passeio uma temática nova: contactos fenício-púnicos em território português. Entenderemos este 2º passeio como o primeiro de um ciclo específico dedicado aos vestígios destes contactos mediterrânicos que precederam a romanização da Península Ibérica.
O percurso inclui algumas das antigas formas do paleo estuário do Mondego e dos respetivos afluentes, com o caso específico do sítio de Santa Olaia na história dos contactos fenício-púnicos – da IIª Idade do Ferro (séc. VIII-VI antes da nossa era) – ilustrando-se a cultura material correspondente através da visita às expressivas coleções de cerâmicas de origem fenício-púnica provenientes de Santa Olaia e conservadas no Museu Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz.
Guia: Maria Luisa Blot (arqueóloga do meio aquático)
Horário: 8h
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço
12 – VERGÍLIO FERREIRA EM ÉVORA
Domingo, 18 de novembro
Se eu for um dia a Roma, hei de entrar na cidade eterna com o meu Tito Lívio e o meu Tácito nas algibeiras no meu paletó de viagem… Ali, sentado naquelas ruinas imortais, sei que hei de entender melhor a sua história, que o texto dos grandes escritores se me há de ilustrar sem os monumentos de arte que os viram escrever (…) a história, lida ou contada nos próprios sítios em que se passou, tem outra graça e outra força. – Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra.
O testemunho do escritor romântico Almeida Garrett apoia o nosso objetivo em realizar este itinerário literário. È sempre agradável e útil percorrer os locais referidos numa obra invulgar que se acaba de ler e de analisar, e é o que nos propomos fazer em torno do romance de Vergílio Ferreira Aparição. Este passeio literário pretende estabelecer a ligação entre a ficção e o real, entre o texto e a História.
Évora é uma cidade branca como uma ermida. Convergem para ela os caminhos da planície como o rasto das esperanças dos homens. E como a uma ermida, o que a habita é o silêncio dos séculos, do descampado em redor (Vergílio Ferreira, Carta ao Futuro).
Guia: Paula Oleiro
Horário: 9h
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço
13 – CASAS DO PORTO
Sábado e Domingo, 24 e 25 de novembro
A cidade do Porto ganhou importância no panorama nacional, desde o momento em que o Vinho do Porto se tornou num dos mais conhecidos produtos nacionais. A burguesia portuense quis exibir a sua saudável riqueza em Casas e palacetes que proliferam um pouco por toda a cidade. Ainda hoje restam alguns desse Palacetes, que são verdadeiros testemunhos do Porto romântico. Desde a Quinta da Macieirinha (hoje Museu Romântico), a Casa de Vilar d’Allen, até ao compulsivo colecionador Fernando de Castro, não esquecendo o Palácio do Freixo, é um percurso fascinante por alguns interiores quase desconhecidos do património artístico portuense.
Guia: Anísio Franco
Horário: 7h15 (o comboio parte às 8h)
Duração: fim de semana
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Átrio Estação santa Apolónia (junto às bilheteiras)
Transporte; 3 refeições
14 – CICLO LISBOA DESCONHECIDA: PALÁCIO DO MANTEIGUEIRO
Sábado 1 de dezembro
A casa é de bom gosto e aspeto sólido, deixando transparecer a marca da época. De 1787, o seu proprietário original foi Domingos Mendes Dias, aguadeiro, marçano, “negociante da praça de Lisboa”, comerciante de manteigas por grosso e, depois, milionário, deixando por morte seis milhões e meio de cruzados.
Com a República, o Palácio veio a servir de moradia particular do Presidente Manuel de Arriaga, um poeta, um místico, um sonhador. Pouco tempo ali residiu, já que lhe foi afinal consentido ocupar um anexo ao Palácio de Belém, com entrada pela calçada da Ajuda, para onde se mudou em junho de 1912.
Em 1920, a Vacuum Oil Company (Mobil Oil Portuguesa, a partir de 1955) com sede em Nova Iorque, adquire o Palácio, fazendo significativas obras de ampliação, dirigidas pelo engenheiro da companhia, o Visconde de Assentiz.
Depois, até aos nossos dias, estiveram sedeados no Palácio do Manteigueiro, sucessivamente, os governantes portugueses das áreas da Indústria, da Economia e do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Guia: Adélia Caldas
Horário: 10h
Duração: manhã
Limite: 35 pessoas
Local de Encontro: Rua da Horta Seca (ao Largo Camões)
15 – TESOUROS DE SETÚBAL
Domingo, 2 de dezembro
Terra de pescadores, Setúbal apresenta vestígios históricos patrimoniais desde a época dos romanos, mas parece que já os fenícios para ali tinham instalado portos, que testemunham a importância dos recursos piscatórios desta cidade do estuário do Sado. No séc. XVI, importantes obras permitiram o alargamento dos limites da cidade e foi nesses terrenos resgatados aos sapais, que se construiu um grande convento com a invocação de Jesus, patrocinado pela ama do Rei D. Manuel. A atividade piscatória será sempre o motor económico da região e por isso os navegantes ergueram capelas e ermidas para defender os seus interesses na terra e no céu. Mas não podemos esquecer que esta é também a terra de Bocage, poeta sadino que nos deixou das mais belas composições líricas. A tão poucos quilómetros de Lisboa, Setúbal guarda ainda vários tesouros do património artístico, pouco conhecido da maioria dos portugueses.
Guia: Anísio Franco | Associação Portuguesa Casas Antigas
Horário: 9h30
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de Encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço
16 – EXPOSIÇÃO O CHÁ. DO OCIDENTE PAR A O ORIENTE
MUSEU DO ORIENTE
Domingo, 9 de dezembro
O chá prova como uma simples planta e a infusão daí resultante desempenham um papel importante no desenvolvimento de uma determinada civilização, e nas trocas culturais informais entre as diferentes civilizações.
A exposição O Chá. Do Oriente para o Ocidente torna patente estas duas dimensões nos vários núcleos que a compõem, nomeadamente através dos aspetos materiais associados ao seu consumo (porcelanas, mobiliário, espaços, pinturas e prataria entre outros objetos), mas também dos aspetos habitualmente menos conhecidos da difusão da planta e da sua transformação em chá fora do mundo sínico.
Para além do aspeto material associado ao seu consumo, o chá desempenhou ainda um papel importante no campo da medicina e da farmacopeia, dimensão tradicionalmente olvidada e que recentemente tem vindo a ser recuperada. Convém assinalar como tanto na China e na Europa de antanho, o chá foi visto como bebida medicinal antes de se divulgar e vulgarizar o seu consumo.
Estando o Museu do Oriente em Lisboa e sendo um dos papéis da Fundação Oriente o de relembrar e estabelecer laços científicos e culturais com a Ásia, mormente com a China, a exposição põe de manifesto o papel de Portugal como mediador do conhecimento do chá entre o Extremo Oriente e a Europa. Mais do que simples mostra de peças, esta mostra contextualiza-as e insere-as no mundo em que foram feitas e, ao fazê-lo, torna patente um diálogo civilizacional informal que continua nos dias de hoje.
Guia: Museu do Oriente
Horário: 10h
Duração: manhã
Limite: 30 pessoas
Local de Encontro: Museu do Oriente – Avenida de Brasília, Doca de Alcântara


