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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Conferência Baudelaire e Eça de Queirós - 3ª Parte

Conferência por Ana Rocha, a decorrer no dia 17 de janeiro no Centro Nacional de Cultura. Ana Rocha é colaboradora do semanário ‘Expresso’ e Professora. Colabora com o Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa.

Baudelaire morreu há 150 anos. Cada época tem o seu Baudelaire.Veja-se, por exemplo,o Baudelaire de Carlos Fradique Mendes, tal como foi apresentado em 1870, uns escassos três anos após  a morte do poeta, na obra O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queirós.

A França do II Império e de Napoleão III alimentou várias obras de Eça de Queirós como “Os Maias”, “A Tragédia da Rua das Flores”, “O Conde de Abranhos” e “O Crime do Padre Amaro”, entre outros.

Os jornais proliferavam e estavam criadas as bases sólidas de uma indústria do divertimento: acima de tudo, era preciso entreter um público de leitores ávidos de novidades, uma população cada vez mais numerosa em Paris, cuja população era estimada num milhão e seiscentos mil habitantes à época do redesenhar da cidade feito pelo barão Haussmann. Os salões de artes, de pintura e de escultura eram periodicamente organizados em espaços nobres como o do Museu do Louvre e os jornais davam muito destaque às obras e aos artistas.

Onde é que o jovem Baudelaire havia de começar a lançar-se? Na imprensa, claro, escrevendo crítica de arte, fazendo crítica aos salões de arte, tal como Alfred de Musset e Théophile Gautier. E, muito antes de se consagrar como escritor, onde se lançou o jovem Eça de Queirós? Nos jornais. 

Esta conferência surge no seguimento das duas já proferidas no último trimestre de 2017, tendo, no entanto, interesse também para aqueles que a elas não puderam assistir. 

Data e hora: 17 de janeiro de 2018 [4ª feira], às 18h30, no CNC

Entrada livre
 

Edição: 04 de janeiro de 2018