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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

EI-LOS QUE CHEGAM, OS JACARANDÁS

Há um ano chegaram atrasados, mas este ano não faltaram à chamada bem cedo. Falo dos jacarandás de Lisboa. Cá estão eles com a sua floração imponente e magnífica.

Em S. Mamede, no Largo do Rato, no Restelo… Eis os primeiros. Costumamos registar os dias e desta feita referimos o dia 4 de maio. Estamos perante a árvore mais mágica da cidade, com a verdadeira floração de agora, na Primavera luminosa que já estamos a sentir. Mas lá para outubro, não se esqueça a memória brasileira… É que então aparecerá uma leve floração, quase impercetível, a demonstrar que os jacarandás não esquecem a primavera das suas origens. E lembramos sempre a nossa querida Matilde Rosa Araújo, fidelíssima presença do nosso Centro:


O jacarandá florido
Brando cantar trazia
Branda a viola da noite
Branda a flauta do dia.


"As flores do Jacarandá",
in As Fadas Verdes


Não esquecemos a expressão dos índios tupi-guarani - “y-acá -ratá”- que significa uma imponente fragância e é designação de mais de uma vintena de espécies de árvores. As que dão estas magníficas flores lilases, são da família das Bignoniáceas, que também inclui outras espécies com flores rosa, roxa ou violeta. E lembramos o botânico português Félix Avelar Brotero que as trouxe para o Jardim Botânico da Ajuda, mas também recordamos o botânico francês Jussieu que estudou a espécie, trazendo-a para o Jardin des Plantes de Paris num pequeno chapéu… Abençoada árvore! Como o fado, e tantas coisas boas, é o Brasil brasileiro que sempre recordamos! É o nosso tropicalismo, ente o Atlântico e Mediterrâneo! (GOM)