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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

JANTAR DEBATE :: "PORTUGAL PÓS-TROIKA: QUE MOEDA, QUE ECONOMIA, QUE FUTURO?"

Prossegue em 26 de fevereiro, tendo Eduardo Catroga como orador convidado, o novo ciclo de jantares-debate promovido pelo  Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema “Portugal pós-troika: que Moeda, que Economia, que Futuro?“.
Eduardo Catroga
Os jantares-debate, com periodicidade mensal, decorrem na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.
 
Na oportunidade, o orador convidado fará incidir a sua abordagem sobre as “Alternativas na Economia Europeia”.

Eduardo de Almeida Catroga, nasceu  em S. Miguel do Rio Torto, em Abrantes, a 14 de novembro de 1942, tendo-se licenciado  em Finanças, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa (atual ISEG), em 1966, onde recebeu  o Prémio Alfredo da Silva, pela classificação mais elevada do curso .

Foi um prémio premonitório. No ano seguinte, iniciaria, precisamente na CUF, a sua longa carreira empresarial, e  aos 31 anos, era já membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva. Mais tarde, foi vice-presidente executivo da Quimigal, de 1978 a 1980. Em 1981, passou a administrador delegado da Sapec.

Eduardo Catroga desenvolveu, ainda, uma profícua atividade como docente universitário. Foi professor do ISCEF, de 1968 a 1974, e professor catedrático convidado, a partir de 1990. Em 1979, frequentou o Program for Management Development, da Harvard Business School. Em 2012, foi-lhe atribuído o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Técnica de Lisboa, hoje Universidade de Lisboa.

Na década de 80 foi, ainda, administrador não executivo da BP  Portugal e presidente do conselho de administração da CELCAT. Desde fevereiro de 2012, é presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, onde já era vogal desde 2007. Desempenha ainda funções de administrador não executivo na Nutrinveste e no Banco Finantia, sendo  membro do Comité de Investimento da PVCI (Portugal Venture Capital Iniciative), um fundo de fundos de investimento ligado ao Banco Europeu de Investimento.

Para além da longa carreira, de quase meio século, no setor privado, Eduardo Catroga foi  Ministro das Finanças do XII Governo Constitucional, como independente, no último mandato de Cavaco Silva, como Primeiro Ministro, entre dezembro de 1993 e outubro de 1995.

Desempenhou ainda, e sempre como independente, duas outras missões políticas: em 2010, chefiou o  grupo de negociação do Partido Social Democrata (PSD), que acordou com o governo socialista de José Sócrates a viabilização do Orçamento Geral de Estado de 2011; e em meados de 2011, a convite do Presidente do PSD, coordenou a elaboração de proposta para o programa eleitoral do PSD às eleições de junho de 2011.

Em 2007 foi-lhe atribuído o Prémio Carreira de Economista, pela Ordem dos Economistas e a distinção de Antigo Aluno do Ano, pelo ISEG. A 9 de junho de 2006 foi agraciado pelo Presidente da República, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Personalidade vigorosa, Eduardo Catroga dizia, ainda em outubro do ano passado, que “é preciso que as pessoas tenham consciência de que o País está a corrigir excessos e isso tem reflexos no poder de compra das famílias. Embora contenha riscos, este Orçamento traz alguns sinais positivos para as famílias e para as empresas. De acordo com o OE 2015, cerca de 4 milhões de portugueses vão ter mais poder de compra, ainda que de uma forma muito frágil”.

Polémico, refere ter o costume de dizer “aos meus amigos de esquerda que o período de descalabro das contas públicas portuguesas foi de 1996 a 2010. Nesse período, o Partido Socialista governou 85% do tempo”.

Sobre a União Europeia, não hesita em afirmar que o problema “é  que temos todos os motores gripados há muito e começa na falta de crescimento económico, que vai ser lento no próximos anos, por a Europa não se ter adaptado à globalização, que implica reduzir despesa pública, reduzir carga fiscal e criar condições de atratividade de investimento produtivo. A UE como um todo tem de criar condições para financiar de forma sustentável o Estado social”.

Reconhecido pelas sua frontalidade, Eduardo Catrogan aceitou o convite para intervir no novo ciclo de jantares-debate,  promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário,   "Portugal pós-Troika: que Moeda, que Economia, que Futuro". Uma reflexão em direto a não perder.

Preço: 30€
Inscrições: 213466722 ou tferreiragomes@cnc.pt
Edição: 29 de janeiro de 2015