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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

De 12 a 18 de Setembro de 2005

As Jornadas Europeias do Património do Conselho da Europa inserem-se na fundamental dimensão europeia da Educação. Conhecer e compreender o Património como factor de inovação e de criatividade, de paz e de democracia significa aprender a ser com os outros.

REFLEXÃO DA SEMANA
De 12 a 18 de Setembro de 2005

As Jornadas Europeias do Património do Conselho da Europa inserem-se na fundamental dimensão europeia da Educação. Conhecer e compreender o Património como factor de inovação e de criatividade, de paz e de democracia significa aprender a ser com os outros. Não basta formular grandes princípios ou proclamar declarações, é indispensável lançar pontes, realizar iniciativas comuns, reler a História à luz da compreensão dos conflitos e da sua superação pacífica e democrática, recusar que o pêndulo apenas indique o sonho ou o pesadelo. As fronteiras visíveis e invisíveis têm de se tornar linhas de encontro, de troca, de entendimento, mas também de interrogação e de dúvida sobre o que divide e separa. Nada pior do que alimentar ilusões sobre realidades impossíveis. E o Património Cultural, num sentido amplo, poderá levar-nos a compreender a realidade humana, não como imagem idílica, mas como encruzilhada de vontades e de dúvidas. As Jornadas deste ano decorrem durante a Presidência Portuguesa do Conselho de Ministros do Conselho da Europa. Portugal tem, no entanto, uma responsabilidade acrescida. Além do papel cimeiro no plano governamental, deve salientar-se que, desde 2001, é portuguesa a coordenação geral europeia das Jornadas do Património, graças ao empenhamento e ao prestígio de Helena Vaz da Silva, que trouxe para o “nosso” Centro Nacional de Cultura essa importante missão. É com especial gosto e orgulho que desempenho presentemente as funções que recebi da Helena e da Maria Calado, no difícil ano de 2002. Por fim, dá-se ainda a circunstância de ter sido também portuguesa a presidência do grupo de trabalho que apresentou a proposta de nova Convenção-Quadro sobre o valor do Património Cultural, a ser apresentada e apreciada na reunião dos Ministros da Cultura do Conselho da Europa na cidade de Faro no próximo mês, onde os conceitos inovadores de património material e imaterial, de património comum europeu, de diversidade cultural se encontram plasmados, na linha das preocupações fundamentais do Conselho da Europa e aqui expressas. E tenho tido o grande gosto de apresentar o produto desse trabalho, que coordenei, em diferentes areópagos. As JEP apelam ao “futuro do passado”, ao compromisso, ao encontro e ao diálogo. Não um encontro ou um diálogo abstracto e desenraizado, mas construído a partir de um desenvolvimento social e cultural capaz de entender a Cultura e a Educação como pontos de encontro entre a herança do património material e imaterial e a inovação criadora. A memória histórica, o futuro do passado, apela à vontade livre e à participação activa dos europeus. Dar valor ao que recebemos é lançar as bases de uma Europa aberta que reconheça a Cultura e a Liberdade como valores essenciais e inseparáveis.