Atividades

“Passeios de Domingo” acessíveis

Em 2018, com o apoio da Associação Mutualista Montepio, o Centro Nacional de Cultura abriu alguns dos seus Passeios de Domingo à participação de jovens e adultos com deficiência visual e auditiva.

Em 2019, dando continuidade a esta iniciativa, numa colaboração com a Locus Acesso, propomos as seguintes visitas:

4º trimestre de 2019

Rota das Águas: A Curia ou a Aqua Curiva

sábado, 12 de outubro

O primeiro balneário da Curia foi projetado por Leonardo Castro Freire e abriu ao público a 1 de julho de 1902. Rapidamente, à Curia chegavam aquistas de várias partes do País, o que levou a Sociedade da Águas da Curia a promover a realização de um novo balneário, da autoria do arquiteto Jaime Inácio dos Santos, cujo projeto definitivo foi finalizado em 1912.  
As termas da Curia passaram a disponibilizar um espaço para tratamento, repouso, diversão e convívio.  Na década de 1920 procedeu-se à ampliação do Balneário, projeto do arquiteto Norte Júnior. O microcosmos termal completava-se com o Hotel das Termas e o Grande Hotel da Curia, construído entre 1905-1910, protegidos por um extenso parque de lazer criado em dezembro de 1910.
Iremos visitar ainda o Palace Hotel da Curia, mandado construir pelo empresário Alexandre Almeida ao arquiteto Norte Júnior, inaugurado 1926 e o Espaço Bairrada da Curia, para conhecer e degustar os vinhos da região.

Guia: Helena Gonçalves Pinto
Horário: 8h30
Duração: dia inteiro
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)

Património e Memória: Paços do Concelho

sábado, 30 de novembro

O edifício dos Paços do Concelho reflete a imagem de Lisboa e de Portugal Liberal, Regenerador e Republicano. De grande valor histórico, cultural cívico e artístico, é local de exercício da vida autárquica e espaço patrimonial, onde memória histórica e criação contemporânea se revitalizam.
Depois do incêndio (1863) que destruiu o edifício pombalino, desenhado por Eugénio dos Santos, o atual edifício foi projetado pelo arquiteto Parente da Silva. O remate da fachada é da autoria do Engenheiro Ressano Garcia e a decoração escultórica foi concebida pelo escultor francês Anatole Calmels. O interior é obra do arquiteto José Luís Monteiro, que integrou obras de vários artistas, com destaque para José Pereira Júnior (Pereira Cão), Columbano e Malhoa. No conjunto, é uma referência do Ecletismo internacional oitocentista. Após novo incêndio que, em 1996, atingiu parte do edifício, o arquiteto Silva Dias coordenou o processo de restauro e requalificação, que contou com intervenção de diversos especialistas em restauro, com a colaboração de outros arquitetos, como João de Almeida, Manuel Tainha e Nuno Teotónio Pereira e com o designer Daciano da Costa. Neste contexto, a par de um restauro criterioso, foram requalificadas novas áreas, com obras de artistas contemporâneos.

Guia: Maria Calado
Horário: 10h00
Duração: manhã
Local de encontro: Câmara Municipal de Lisboa, Largo do Município

2º Trimestre de 2019

Património e Memória: Alpiarça e Golegã

sábado, 22 de junho
Veja as fotografias do passeio aqui

A Casa dos Patudos foi residência de José Relvas desde os finais do século XIX até 1929, data da sua morte. Com projeto do Arquiteto Raul Lino, foi inaugurada como Museu em 1960 e aqui encontramos uma vasta coleção composta por pintura, escultura e artes decorativas.
Teremos oportunidade de conhecer a Reserva Natural do Cavalo Sorraia onde a espécie é mantida em estado semi–selvagem, onde nascem, crescem e se reproduzem sem intervenção humana.
Na Golegã visitaremos a casa-estúdio Carlos Relvas, inaugurada em 1876 e completamente dedicada à fotografia. Situado no jardim da sua casa do Outeiro,
o edifício revelou-se um projeto arrojado e cuidadosamente concebido, pioneiro de uma arquitetura de transição que fundia a arte e a tecnologia em pedra, estuque, ferro e vidro.
Sujeita em 2003 a um projeto de reabilitação e restauro, a Casa-Estúdio Relvas mantém-se, na sua traça original, como um monumento ímpar da história da fotografia.

Guia: Maria Calado
Horário: 9h00
Duração: todo o dia
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)

Património e Memória:
Lima de Freitas na Estação do Rossio

domingo, 19 de maio

A Estação Ferroviária do Rossio exibe um conjunto azulejar nos quais retrata 14 figuras históricas portuguesas e os mitos e símbolos nacionais que lhes estão associados e que fazem parte da nossa cultura. A obra, da autoria de Lima de Freitas, data de 1995 e revela uma simbiose entre o neorrealismo e o esoterismo que caraterizou o artista. Como refere o Mestre Lima de Freitas, “importará tentar desvendar e revelar os tesouros do imaginário de Lisboa”, desse tecido de fábulas, tradições e mitos que se foram tecendo entre a sua vocação e a sua história, visível nas lendas e narrativa do passado e guardadas na memória e no fundo do inconsciente coletivo.

Guia: Guilherme Pereira
Horário: 11h00
Duração: manhã
Local de encontro: Estação do Rossio, junto às bilheteiras

1º Trimestre de 2019

Os “Night Clubs” da Lisboa entre guerras

sábado, 16 de março

Na primeira metade do século XX, sobretudo a partir dos anos 20, Lisboa foi agitada pelos clubes noturnos que abriram portas no eixo Restauradores – Rua das Portas de Santo Antão e Baixa-Chiado, ocupando, genericamente, palácios aristocráticos, mas também prédios de rendimento. Centros de modernidade nas artes e nos costumes, e, igualmente, de vícios e de transgressão, os night clubs lisboetas foram palco da emancipação feminina, do jogo ilegal e das primeiras orquestras de Jazz. A memória de espaços como o Maxim’s, o Bristol Club e o Magestic, alimentou diversos romances, nomeadamente o célebre Nome de Guerra, da autoria de Almada Negreiros. São todas essas vivências que evocamos neste passeio que, mais do que um regresso ao passado, celebra a memória de um período determinante na história de Portugal.

Guia: João Moreira dos Santos
Horário: 10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: Palácio Foz, Praça dos Restauradores

Património e Memória:
Maternidade Alfredo da Costa

Um projeto original para a Saúde e Assistência Materno-Infantil

sábado, 26 de janeiro

Conhecer um exemplar notável do nosso Património Cultural, a sua história e o seu valor artístico e científico é motivo desta visita. Em 1914, o Governo Português entregaria ao professor Augusto Monjardino (1871-1941) o estudo visando a criação de uma maternidade para Lisboa.
A programação da Maternidade foi idealizada e teorizada por médicos e o projeto de arquitetura desenhado por Ventura Terra (1966-1919) que já contava com uma ampla experiência em edifícios de saúde (hospitais, balneários e termas) e com uma manifesta vocação para criar arquitetura capaz de suscitar uma espacialidade emotiva e sublime a partir de um desenho de grande consistência formal. O projeto ficou concluído nesse mesmo ano, todavia as vicissitudes construtivas, financeiras, técnicas resultariam num processo bem complexo que só terminaria com a sua inauguração a 5 de dezembro de 1932.

Guia: Maria Calado e Helena Gonçalves Pinto
Horário: 10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: Av. 5 de outubro, 31


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