Atividades

“Passeios de Domingo” acessíveis

Em 2018, com o apoio da Associação Mutualista Montepio, o Centro Nacional de Cultura abriu alguns dos seus Passeios de Domingo à participação de jovens e adultos com deficiência visual e auditiva.

Em 2019, dando continuidade a esta iniciativa, numa colaboração com a Locus Acesso, propomos as seguintes visitas:

Património e Memória: Alpiarça e Golegã

sábado, 22 de junho
Veja as fotografias do passeio aqui

A Casa dos Patudos foi residência de José Relvas desde os finais do século XIX até 1929, data da sua morte. Com projeto do Arquiteto Raul Lino, foi inaugurada como Museu em 1960 e aqui encontramos uma vasta coleção composta por pintura, escultura e artes decorativas.
Teremos oportunidade de conhecer a Reserva Natural do Cavalo Sorraia onde a espécie é mantida em estado semi–selvagem, onde nascem, crescem e se reproduzem sem intervenção humana.
Na Golegã visitaremos a casa-estúdio Carlos Relvas, inaugurada em 1876 e completamente dedicada à fotografia. Situado no jardim da sua casa do Outeiro,
o edifício revelou-se um projeto arrojado e cuidadosamente concebido, pioneiro de uma arquitetura de transição que fundia a arte e a tecnologia em pedra, estuque, ferro e vidro.
Sujeita em 2003 a um projeto de reabilitação e restauro, a Casa-Estúdio Relvas mantém-se, na sua traça original, como um monumento ímpar da história da fotografia.

Guia: Maria Calado
Horário: 9h00
Duração: todo o dia
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)

Património e Memória:
Lima de Freitas na Estação do Rossio

domingo, 19 de maio

A Estação Ferroviária do Rossio exibe um conjunto azulejar nos quais retrata 14 figuras históricas portuguesas e os mitos e símbolos nacionais que lhes estão associados e que fazem parte da nossa cultura. A obra, da autoria de Lima de Freitas, data de 1995 e revela uma simbiose entre o neorrealismo e o esoterismo que caraterizou o artista. Como refere o Mestre Lima de Freitas, “importará tentar desvendar e revelar os tesouros do imaginário de Lisboa”, desse tecido de fábulas, tradições e mitos que se foram tecendo entre a sua vocação e a sua história, visível nas lendas e narrativa do passado e guardadas na memória e no fundo do inconsciente coletivo.

Guia: Guilherme Pereira
Horário: 11h00
Duração: manhã
Local de encontro: Estação do Rossio, junto às bilheteiras

Os “Night Clubs” da Lisboa entre guerras

sábado, 16 de março

Na primeira metade do século XX, sobretudo a partir dos anos 20, Lisboa foi agitada pelos clubes noturnos que abriram portas no eixo Restauradores – Rua das Portas de Santo Antão e Baixa-Chiado, ocupando, genericamente, palácios aristocráticos, mas também prédios de rendimento. Centros de modernidade nas artes e nos costumes, e, igualmente, de vícios e de transgressão, os night clubs lisboetas foram palco da emancipação feminina, do jogo ilegal e das primeiras orquestras de Jazz. A memória de espaços como o Maxim’s, o Bristol Club e o Magestic, alimentou diversos romances, nomeadamente o célebre Nome de Guerra, da autoria de Almada Negreiros. São todas essas vivências que evocamos neste passeio que, mais do que um regresso ao passado, celebra a memória de um período determinante na história de Portugal.

Guia: João Moreira dos Santos
Horário: 10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: Palácio Foz, Praça dos Restauradores

Património e Memória:
Maternidade Alfredo da Costa

Um projeto original para a Saúde e Assistência Materno-Infantil

sábado, 26 de janeiro

Conhecer um exemplar notável do nosso Património Cultural, a sua história e o seu valor artístico e científico é motivo desta visita. Em 1914, o Governo Português entregaria ao professor Augusto Monjardino (1871-1941) o estudo visando a criação de uma maternidade para Lisboa.
A programação da Maternidade foi idealizada e teorizada por médicos e o projeto de arquitetura desenhado por Ventura Terra (1966-1919) que já contava com uma ampla experiência em edifícios de saúde (hospitais, balneários e termas) e com uma manifesta vocação para criar arquitetura capaz de suscitar uma espacialidade emotiva e sublime a partir de um desenho de grande consistência formal. O projeto ficou concluído nesse mesmo ano, todavia as vicissitudes construtivas, financeiras, técnicas resultariam num processo bem complexo que só terminaria com a sua inauguração a 5 de dezembro de 1932.

Guia: Maria Calado e Helena Gonçalves Pinto
Horário: 10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: Av. 5 de outubro, 31


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