Jovens Criadores Bolsa das artes 2000/2001 Música

Bruno Monteiro

Considerado pelo Jornal Público como “um dos melhores violinistas portugueses da atualidade” e pelo Expresso como sendo “hoje um dos violinistas portugueses com maior visibilidade”, Bruno Monteiro está rapidamente a ser reconhecido internacionalmente como um destacado violinista da sua geração. A Gramophone classifica o seu som como “doce e belo” e a Fanfare Magazine descreve-o como “maravilhosamente poético e dramático”. A Strad refere que “o seu generoso vibrato produz cores radiantes”, a MusicWeb International afirma que as suas interpretações têm uma “vitalidade e uma imaginação que estão inequivocamente voltadas para o futuro” e a Strings Magazine salienta que ele é “merecedor de uma porção muito maior da ribalta no palco mundial”.

Nascido no Porto, Bruno Monteiro estudou em Portugal com Carlos Fontes, em cuja classe concluiu os seus estudos com 20 valores. Paralelamente recebeu a orientação de Gerardo Ribeiro, com quem trabalhou particularmente em Chicago, nos EUA, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. 

Licenciado em Música com as mais elevadas classificações pela Manhattan School of Music de Nova Iorque, como bolseiro da Fundação Gulbenkian e do Centro Nacional de Cultura, foi nesta instituição discípulo de Patinka Kopec (professora associada a Pinchas Zukerman), Isidore Cohen (ex-violinista do Beaux Arts Trio e do Juilliard String Quartet) e de membros do American String Quartet.

É Mestre em Música com a classificação máxima e honras académicas pelo Chicago College of the Performing Arts, como bolseiro do Ministério da Cultura – Gabinete das Relações Internacionais e da Fundação para a Ciência e Tecnologia – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, onde se aperfeiçoou com Shmuel Ashkenasi (ex-primeiro violino do Vermeer Quartet).

Na Europa e nos EUA recebeu ainda ensinamentos em cursos internacionais de técnica violinística e interpretação musical, que frequentou sempre como executante, de artistas como Linda Cerone, Victor Danchenko, membros do Berlin Philharmonie Quartet, Menahem Pressler e Yehudi Menuhin.

Galardoado nacional e internacionalmente, recebeu entre outros, o 1º Prémio Nacional de Violino do Concurso da Juventude Musical Portuguesa de Lisboa e foi um dos vencedores com a Menção Especial do Júri do Ibla Grand Prize International Music Competition em Itália. Em 2013, foi-lhe atribuído o Prémio Notável pelo Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas.

Interpretando um repertório que se estende desde Bach a Coriglino, incluindo os compositores portugueses, Bruno Monteiro lidera uma intensa atividade concertística, apresentando-se em recital, como solista com orquestra e em música de câmara nos mais destacados circuitos nacionais de concerto, como por exemplo, os Festivais Internacionais de Música da Foz do Cávado, Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, Óbidos, Guarda, Coimbra, Gaia, Évora, Póvoa de Varzim, Dias da Música e Sintra, Museu D. Diogo de Sousa, Auditório Fernando Lopes-Graça, Palácio dos Anjos, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Biblioteca Joanina, Teatro Municipal de Vila Real, Teatro Académico Gil Vicente, Teatro Aveirense, Teatro José Lúcio da Silva, Theatro Circo, Teatro Sá da Bandeira, Teatro Municipal de Almada, Museu da Música Portuguesa, Teatro Constantino Nery, Palácio Nacional de Sintra, Europarque, Ateneu Comercial do Porto, Fundação Eng. António de Almeida, Rivoli Teatro Municipal, Grande Auditório da Universidade de Lisboa, São Luiz Teatro Municipal (onde se estreou publicamente como solista aos 13 anos de idade), Centro Cultural de Belém, Teatro Nacional de São Carlos e Temporada de Música da Fundação Gulbenkian.

No estrangeiro, atuou igualmente em prestigiados palcos de países tão diversos como Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha, Dinamarca, Filipinas, Malásia, Coreia do Sul e nos EUA, nomeadamente como solista no Carnegie Hall de Nova Iorque.

Gravou por diversas vezes para a Televisão (RTP 1, RTP 2, SIC e TVI) e para a Rádio (Antena 2 e Na Outra Margem de Manuela Paraíso/Rádio Europa e Rádio Nostalgia).

No domínio do recital, apresenta-se desde 2002 com João Paulo Santos.

Tocou como solista com numerosas orquestras, das quais se destacam a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica de Palma de Maiorca, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Sinfónica Portuguesa e a English Chamber Orchestra.

Um notável intérprete de gravação, Bruno Monteiro gravou para a chancela Numérica – Multimédia os álbuns DEBUT, contendo a Sonata de Franck e a 3ª Sonata de Grieg (“a atenção ao pormenor, o fraseado certo e o cuidado na expressão. Tudo é claro, sincero e veemente” – In Jornal de Letras, Maria Augusta Gonçalves), 20th CENTURY EXPRESSIONS, com a Sonata de Szymanowski, a 1ª Sonata de Bloch e a Suíte Much Ado About Nothing de Korngold (“no Szymanowski (…) inegável intensidade que percorre a sua leitura. (…) no Bloch, certamente o zénite deste CD: numa obra mentalmente (e fisicamente, por certo…) esgotante, Bruno Monteiro arranca uma interpretação notável, sempre sobre o fio da navalha, mas recebendo a recompensa. Por fim, o Korngold, bastante mais ligeiro que as obras precedentes, tem de Monteiro uma leitura tecnicamente impecável e dotada de um cabal sentido de carácter a imprimir a cada peça.” – In Diário de Notícias, Bernardo Mariano), IN RECITAL, com o Scherzo de Brahms, a 1ª Sonata de Fauré, a Sonata de Respighi e Zigeunerweisen de Sarasate (“a sonoridade brilhante, um discurso musical sempre sustentado com veemência e sentido das tensões, efusões de lirismo nas secções em “cantabile” e um domínio técnico que lhe permite ultrapassar com agilidade as dificuldades da escrita virtuosística” – In Público, Cristina Fernandes) e SOLO, com a Partita n.2 de Bach, a Sonata de Prokofieff, o Recitativo und Scherzo-Caprice de Kreisler e a Sonata Obsession de Ysaÿe (“lirismo, vigor rítmico, agilidade técnica e um forte envolvimento emocional” – In Público, Cristina Fernandes). Gravou em seguida para a Movieplay Classics (Orfeu) as raramente ouvidas Sonatas de Óscar da Silva e Armando José Fernandes (“Excelência interpretativa” – Jornal de Notícias, Rui Branco). Pela Centaur Records, Inc editou as 2 Sonatas de Robert Schumann e os 3 Romances de Clara Schumann (“juntos, a intensidade da sua interpretação confere vida à paixão romântica de Schumann” – In Fanfare Magazine, Maria Nockin) e o Concerto para Violino, Piano e Quarteto de Cordas e o Poème de Chausson (“interpretação tremendamente convincente, magistralmente executada, com uma Siciliene sensível e despretensiosa precedendo um Grave lento de dignidade serena” – In The Strad, David Denton).

Recentes CD´s incluem a integral da obra para Violino e Piano e Violino Solo de Fernando Lopes-Graça (Naxos), que atingiu o top de vendas e foi elogiado pelas mais importantes revistas e jornais da especialidade em todo mundo.

Igualmente elogiado foi o seu disco de estreia para a Brilliant Classics com integral da obra para Violino e Piano de Karol Szymanowski (2015). A BBC Music Magazine comentou que “os virtuosos portugueses Monteiro e Santos, captados em som opulento, lançam-se numa luta virtuosa quando apropriado, dirigindo com clareza o ás vezes sinuoso discurso da música com um leme firme”. O Examiner referiu que “a forma de tocar de Monteiro nesta nova gravação é particularmente eficaz em escalar o ambiente do Opus 30 (Mitos) que vai para além do plano dos meros mortais”.Finalmente a Musical Opinion declara que esta gravação é “uma das mais significativas que foram lançadas nos últimos anos no que diz respeito à música deste maravilhoso compositor disponibilizado agora em CD”. Este álbum foi considerado o CD da Semana (Março de 2018) pela Revista Forbes (EUA).

O seu CD com a integral da obra para Violino e Piano de Erwin Schulhoff, lançado internacionalmente em Novembro de 2016 também pela Brilliant Classics, foi amplamente elogiado pela crítica especializada, não só em Portugal, mas também em Inglaterra, França, Espanha, Aústria, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil. Em Madrid foi eleito como a Escolha do Editor e um dos Top 10 CD´s a nível mundial pela Revista Ritmo. Nos EUA atingiu no Classical Candor a lista das Gravações Favoritas 2016 entre dezenas de outros álbums. Em São Paulo, foi selecionado como o CD da Semana na Rádio Cultura desta cidade e transmitido para todo o País.

Todos os seus álbuns se encontram disponíveis nos principais mercados da Europa, Extremo Oriente, EUA e Austrália.

É o primeiro violinista português a registrar em CD muitas destas obras.

É ainda professor de violino na Academia de Música de Santa Maria da Feira e tem dado masterclasses em várias escolas de Portugal.

Website: http://www.bruno-monteiro.com

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