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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
UM LIVRO POR SEMANA
15 Mai 2006 - Timothy Garton Ash lançou em Lisboa a tradução do seu livro “Free World – a América, a Europa e o Futuro do Ocidente” (Alêtheia, 2006). Num momento de encruzilhada e de muitas dúvidas, o professor da Universidade de Oxford, que há um pouco mais de dez anos participou entre nós nos Encontros Internacionais de Sintra, vem lançar um conjunto de pertinentes desafios a fim de que a Europa possa desempenhar um papel importante na cena internacional como factor de paz, de equilíbrio e de desenvolvimento.
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08 Mai 2006 - A “Correspondência entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena – 1959-1978” (Guerra & Paz, 2006) é o roteiro de uma grande amizade, onde se revelam a traço forte duas personalidades marcantes da cultura portuguesa, tendo como pano de fundo o país dos anos sessenta e setenta, desde o fim do antigo regime à chegada do novo tempo que se seguiu a 25 de Abril de 1974.
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01 Mai 2006 - As guerras matam e dilaceram as sociedades. Suscitam situações limite. Leão Tolstoi em “Guerra e Paz” (tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra, Presença, 2005) analisa o fenómeno de um modo único. A vida e a morte coexistem em cada momento, o heroísmo e a cobardia confundem-se, o instinto de sobrevivência mistura-se com a racionalidade. Tolstoi compreendeu que apenas poderia dar uma imagem da sociedade ameaçada, num combate de vida ou de morte…
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24 Abr 2006 - Ao falarmos da “Crónica de D. João I” de Fernão Lopes (2 volumes, Porto, Civilização, 1945, 1949), referimos um dos grandes marcos da língua portuguesa. A vida de Fernão Lopes é um mistério. Por ironia do destino, o homem através de quem conhecemos a História da geração que o precedeu, é-nos quase desconhecido como pessoa. Não sabemos quando nasceu, mas presumimos que tenha sido nos anos da crise.
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17 Abr 2006 - Corre o cinquentenário da morte de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1956) e o centenário de Luchino Visconti (1906-1976). Daí recordar-se “Il Gattopardo”, o romance póstumo de Lampedusa (Feltrinelli, 1958), que ficou para sempre ligado ao filme de 1963, recriação e releitura geniais de uma obra inesquecível. A epopeia do romance liga-se à decadência da antiga aristocracia siciliana e à ascensão da nova burguesia, que aproveita o “Risorgimento” para se afirmar e singrar.
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10 Abr 2006 - António Osório dispensa apresentações. É um dos valores seguros da poesia portuguesa de hoje. “O Lugar do Amor e Décima Aurora – Obra Poética II” (Gótica, 2001) é a nossa escolha desta semana de Páscoa. Estamos diante de obras de 1981 e de 1982, antecedidas por citações de Dante e de Bashô. “E chiaro nella valle il fiume appare”. “Não sigo o caminho dos antigos: busco o que eles buscaram”. O claro rio e a busca, que sempre renasce, resumem o ofício do poeta.
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03 Abr 2006 - A leitura de “A Pesca à Linha – Algumas Memórias” de António Alçada Baptista (Presença, 1998) é motivo para encontrarmos um excepcional contador de estórias. Poderíamos ter escolhido falar de “Os Nós e os Laços”, exemplo do que Fr. Bento Domingues tem designado como teologia narrativa, ou de “Peregrinação Interior”, obra ensaística emblemática de uma época de abertura de novos horizontes. No entanto, se falamos de “A Pesca à Linha” é para salientar a importância do culto da memória, como modo de aprender com a vida, não através das formulações grandiloquentes, mas dos pequenos pormenores.
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27 Mar 2006 - “A Torre da Barbela” de Ruben A. (1º edição, 1964; Assírio e Alvim, 1995) é uma obra-prima barroca desconcertante, no melhor sentido etimológico das palavras. O uso do verbo e do enredo é muito exigente e só um historiógrafo experimentado poderia ter lidado, como lidou, com o anacronismo com tanta inteligência e sem despropósito.
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