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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
UM LIVRO POR SEMANA
“A Voz da Terra” de Miguel Real (Quidnovi) é um romance histórico que invoca o tempo de Sebastião José de Carvalho e Melo, tendo como tema central (ou pretexto) o terramoto de 1 de Novembro de 1755. Um brasileiro rico, Julinho de sua graça, ou Júlio Telles Fernandes, chega a Lisboa com duas missões, uma das quais a desempenhar junto do poderoso Ministro. Num percurso bem delineado, fácil de seguir e de leitura atraente, através da Lisboa do século XVIII, seguimos alguém provindo do Recife, portador da memória dos cristãos-novos de Pernambuco, outrora defendidos, sem êxito, pela voz do Padre António Vieira.
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UM LIVRO POR SEMANA
Hannah Arendt (1906-1975), cujo primeiro centenário do nascimento ocorreu a 14 de Outubro, é autora de “La Nature du Totalitarisme”, Payot, 1990, e tem uma obra vasta e influente. Estamos diante de uma pioneira na análise do “totalitarismo”, fenómeno que vai regressando ao mundo histórico com novas e terríveis roupagens. Não se tratava de analisar ou compreender a tirania, há muito conhecida da humanidade, mas de ir ao encontro de uma realidade nova que trouxe ao século XX a presença da barbárie que poucos suspeitavam pudesse ser possível.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Istanbul, Memories of a City” (Faber, 2006) de Orhan Pamuk (1952) é um livro fundamental não só para se compreender a antiga Constantinopla projectada nos dias de hoje, mas também porque é uma obra-prima da literatura contemporânea – um misto de biografia e ensaio. Pamuk acaba de ser agraciado com o Prémio Nobel da Literatura, e neste caso a atribuição do galardão representa o reconhecimento indiscutível de um grande escritor e de um cidadão para quem não pode haver separação entre a vida e a escrita.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Goa ou o Guardião da Aurora” de Richard Zimler (Gótica, 2005) faz parte de uma saga, a da família Zarco, de raízes luso-judaicas, e é uma interrogação inteligente, rigorosa e muito bem escrita, sobre a memória. Fala-se de Goa, no final do século XVI, e da acção da Inquisição. Zimler nasceu em Nova Iorque (1956) e vive no Porto, onde lecciona jornalismo.
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UM LIVRO POR SEMANA
Voltamos ao “Círculo do Humanismo Cristão” da Moraes, desta vez para falar, na semana em que se assinala o dia do Santo de Assis (4 de Outubro), de “Fioretti de S. Francisco e dos Seus Frades” (1960, tradução de Maria Luísa Carbonatti e Maria Isabel Tamen, revista e prefaciada por Pedro Tamen, com dez desenhos de José Escada). O livro é uma referência da história editorial portuguesa do século XX, pela qualidade literária, pelo cuidado extremo posto na edição e pelos belíssimos desenhos de Escada.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Um Herói Português – Henrique de Paiva Couceiro (1861-1944)” de Vasco Pulido Valente (Aletheia Editores, 2006) constitui uma excelente oportunidade para conhecermos quase um século da vida portuguesa. Analisar a personalidade de quem teve um percurso singularíssimo de desencontros vários com a História permite tentar perceber o porquê da crise que conduziu ao fim da monarquia constitucional e às dificuldades que se seguiram.
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UM LIVRO POR SEMANA
Flannery O’Connor (1925-1964) é uma das grandes escritoras norte-americanas do século XX, infelizmente pouco conhecida em Portugal. Dela acaba de ser publicado “Um Bom Homem é Difícil de Encontrar” – “A Good Man is Hard to Find” (tradução de Clara Pinto Correia, editora Cavalo de Ferro), anunciando-se as outras obras que a celebrizaram e que ainda hoje constituem um deleite para os seus leitores.
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Acaba de ser publicada uma nova edição de “A Cristandade ou a Europa” (e de uma selecção de fragmentos) de Novalis (1772-1801), com tradução de José Miranda Justo (Antígona). O texto, escrito em 1799, foi sempre muito controverso, a ponto de ter suscitado dúvidas e perplexidades entre alguns dos amigos do poeta, como os irmãos Schlegel e Schelling que preferiram não o inserir na revista Athenäum.
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