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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
UM LIVRO POR SEMANA
Neste Natal invoco um amigo que partiu, deixando toda a sua força e entusiasmo. Falo de Sidónio de Freitas Branco Paes (1925-2006), e dedico-lhe o livro desta semana, certo de que ele gostaria desta escolha, que era uma das suas – “Abel Varzim, Entre o Ideal e o Possível – Antologia de Textos – 1928 – 1964” (Multinova – Fórum Abel Varzim, 2000). O Padre Varzim era uma das referências de Sidónio Paes, cidadão comprometido e atento, para quem a ciência, a cultura, a engenharia, a música, a criação artística e o amor cristão estavam sempre intimamente ligados.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Um Outro Mar” de Cláudio Magris (Asa, 1993, trad. Simonetta Neto) é um pequeno livro onde se sente o ambiente de Trieste e da próxima Gorízia, esses lugares onde se cruzam as influências do Mediterrâneo e dos Habsburgos, da Itália, da Áustria e da península balcânica. Magris (1939), autor de “Danúbio”, história erudita de um rio, exemplo maior da literatura de viagens e de lugares, invoca em “Um Outro Mar” o mito mediterrânico do périplo e do regresso, fazendo reviver a saga de Ulisses a uma nova luz.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Em certo lugar da Mancha, o nome amanhã o direi, vivia não há grandes anos um fidalgo, destes velhos fidalgos de lança em armeiro, adarga antiga, pileca à manjedoira e galgo corredor. Bons três quartos do rendimento gastava-os no comer: cozido, obrigado mais vezes a vaca do que a carneiro, com o infalível empadão de sobejos à ceia, uma fritada de ovos com miúdos e toicinho aos sábados, lentilhas às sextas, e o borracho extra uns domingos por outros. O resto ia no vestir: saio de velarte e calças de veludilho com pantufos do mesmo pano nos dias santos; a cote, saragoça, embora da mais fina”.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Homens em Tempos Sombrios” de Hannah Arendt (Relógio d’Água, 1991) é um repositório de interrogações sobre o pluralismo e a singularidade da sociedade humana. A tomada de consciência dos “tempos sombrios” corresponde ao século XX, no qual a barbárie tomou o lugar da civilização anunciada. E é Bertold Brecht que fala, no poema “Aos que virão a nascer”, de “desordem e de fome, dos massacres e dos assassinos, da revolta contra a injustiça e do desespero” de “quando havia injustiça e não revolta”…
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UM LIVRO POR SEMANA
De partida para o périplo da Índia, em mais uma iniciativa do ciclo "Os Portugueses ao Encontro da Sua História", refiro-me ao pequeno volume da colecção "Que sais-je?", de Michel Boivin, "Histoire de l’Inde" (PUF, 2001). Aí encontramos um conjunto de informações úteis para o entendimento de uma história muito complexa e nem sempre fácil de compreender. A Índia é um sub-continente inesgotável com uma história fascinante.
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UM LIVRO POR SEMANA
A “Carta Aberta aos Europeus” de Denis de Rougemont é uma obra que há muito desapareceu das livrarias. Foi escrita em 1970 (Albin Michel) e merece ser relida num momento em que a memória e a história europeias têm de voltar a ser chamadas à ribalta – como este fim de semana recordou Guy Coq nos Encontros Internacionais de Sintra (da SEDES), que debateram o tema “Que Europeus para Qual Europa?”.
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UM LIVRO POR SEMANA
“O Sonho Criador” de Maria Zambrano (Assírio e Alvim, tradução de Maria João Neves) é um livro acolhedor e estimulante que se interroga com grande intensidade sobre os mistérios e sobre a importância dos sonhos na sua relação com a consciência, com o tempo, com a verdade, com a liberdade e com a criação. Maria Zambrano (1904-1991) é uma das pensadoras mais marcantes e originais de Espanha no último século, representando a herança rica e complexa de dois dos seus mestres maiores, Miguel de Unamuno e Ortega y Gasset.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Del Sentimento Trágico de la Vida en los hombres y en los pueblos” de Miguel de Unamuno (1864-1936) é uma obra-prima do pensamento europeu. A obra foi terminada em 1912 e quando saiu foi rodeada de incompreensões. Hoje, na distância do tempo, apresenta toda a sua força e pujança, ao lado das de Marco Aurélio, Kierkegaard ou Antero, na interrogação sobre a existência humana. Não será a consciência uma enfermidade? – pergunta o autor.
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