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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
UM LIVRO POR SEMANA
Bom Ano! Em 2007 assinalar-se-á o centenário de Hergé, Georges Remi (1907-1983), o criador de Tintin. Ao abrir o ano, falo de um álbum que marcou de modo decisivo a história da “escola belga” de “banda desenhada” – “O Lótus Azul” (“Le Lotus Bleu”, 1936). Pode dizer-se que com esta obra não só o autor iniciou a fase madura da sua carreira, mas também abriu uma nova era na história da ilustração europeia. Tintin existia desde 1929, mas havia uma manifesta incipiência nas primeiras aventuras (no país dos sovietes, no Congo, na América).
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UM LIVRO POR SEMANA
Neste Natal invoco um amigo que partiu, deixando toda a sua força e entusiasmo. Falo de Sidónio de Freitas Branco Paes (1925-2006), e dedico-lhe o livro desta semana, certo de que ele gostaria desta escolha, que era uma das suas – “Abel Varzim, Entre o Ideal e o Possível – Antologia de Textos – 1928 – 1964” (Multinova – Fórum Abel Varzim, 2000). O Padre Varzim era uma das referências de Sidónio Paes, cidadão comprometido e atento, para quem a ciência, a cultura, a engenharia, a música, a criação artística e o amor cristão estavam sempre intimamente ligados.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Um Outro Mar” de Cláudio Magris (Asa, 1993, trad. Simonetta Neto) é um pequeno livro onde se sente o ambiente de Trieste e da próxima Gorízia, esses lugares onde se cruzam as influências do Mediterrâneo e dos Habsburgos, da Itália, da Áustria e da península balcânica. Magris (1939), autor de “Danúbio”, história erudita de um rio, exemplo maior da literatura de viagens e de lugares, invoca em “Um Outro Mar” o mito mediterrânico do périplo e do regresso, fazendo reviver a saga de Ulisses a uma nova luz.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Em certo lugar da Mancha, o nome amanhã o direi, vivia não há grandes anos um fidalgo, destes velhos fidalgos de lança em armeiro, adarga antiga, pileca à manjedoira e galgo corredor. Bons três quartos do rendimento gastava-os no comer: cozido, obrigado mais vezes a vaca do que a carneiro, com o infalível empadão de sobejos à ceia, uma fritada de ovos com miúdos e toicinho aos sábados, lentilhas às sextas, e o borracho extra uns domingos por outros. O resto ia no vestir: saio de velarte e calças de veludilho com pantufos do mesmo pano nos dias santos; a cote, saragoça, embora da mais fina”.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Homens em Tempos Sombrios” de Hannah Arendt (Relógio d’Água, 1991) é um repositório de interrogações sobre o pluralismo e a singularidade da sociedade humana. A tomada de consciência dos “tempos sombrios” corresponde ao século XX, no qual a barbárie tomou o lugar da civilização anunciada. E é Bertold Brecht que fala, no poema “Aos que virão a nascer”, de “desordem e de fome, dos massacres e dos assassinos, da revolta contra a injustiça e do desespero” de “quando havia injustiça e não revolta”…
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UM LIVRO POR SEMANA
De partida para o périplo da Índia, em mais uma iniciativa do ciclo "Os Portugueses ao Encontro da Sua História", refiro-me ao pequeno volume da colecção "Que sais-je?", de Michel Boivin, "Histoire de l’Inde" (PUF, 2001). Aí encontramos um conjunto de informações úteis para o entendimento de uma história muito complexa e nem sempre fácil de compreender. A Índia é um sub-continente inesgotável com uma história fascinante.
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UM LIVRO POR SEMANA
A “Carta Aberta aos Europeus” de Denis de Rougemont é uma obra que há muito desapareceu das livrarias. Foi escrita em 1970 (Albin Michel) e merece ser relida num momento em que a memória e a história europeias têm de voltar a ser chamadas à ribalta – como este fim de semana recordou Guy Coq nos Encontros Internacionais de Sintra (da SEDES), que debateram o tema “Que Europeus para Qual Europa?”.
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UM LIVRO POR SEMANA
“O Sonho Criador” de Maria Zambrano (Assírio e Alvim, tradução de Maria João Neves) é um livro acolhedor e estimulante que se interroga com grande intensidade sobre os mistérios e sobre a importância dos sonhos na sua relação com a consciência, com o tempo, com a verdade, com a liberdade e com a criação. Maria Zambrano (1904-1991) é uma das pensadoras mais marcantes e originais de Espanha no último século, representando a herança rica e complexa de dois dos seus mestres maiores, Miguel de Unamuno e Ortega y Gasset.
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