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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
UM LIVRO POR SEMANA
René Rémond (1918-2007), uma das grandes referências da historiografia francesa contemporânea, titular da cadeira número 1 da Academia Francesa, onde sucedeu a François Furet, deixou-nos. Hoje recordamo-lo através da leitura de “Introdução à História do Nosso Tempo” (3 volumes, Antigo Regime de Revolução, 1750- 1815; Século XIX, 1815-1914; Século XX, de 1914 até aos nossos dias, Seuil, 1974).
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UM LIVRO POR SEMANA
A revista “Egoísta”, a cuja qualidade já estamos habituados, acaba de publicar um número especial dedicado a Agustina Bessa-Luís (Fevereiro de 2007). E inicia-se enigmaticamente com uma frase de “Ronda da Noite” – “Até ao fim somos amantes uns dos outros”. Como afirma Inês Pedrosa: “Agustina parece sempre ter sabido viver dentro e fora do tempo, numa espécie de observatório clínico da alma humana, captando-lhe o imortal enigma sob as mortais vestes dos dias”. De facto, a cada passo, na sua obra, rica de inesperados e fecundos exemplos de uma insistente procura de compreensão do género humano, a escritora foi-se afirmando como singular cultora de uma narrativa onde a vida e as circunstâncias em que se desenrola se entrelaçam entre o determinismo e a vontade, entre a incerteza e a condenação.
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UM LIVRO POR SEMANA
Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) escreveu em 1908 “The Man Who Was Thursday”, que constitui um exercício originalíssimo, de um género indefinido, onde a narrativa, o humor, o absurdo e a reflexão se associam e se encontram para benefício e deleite dos leitores de sucessivas gerações. Chesterton soube sempre praticar o “non-sense” e a ironia como formas de sustentar o seu realismo espiritualista.
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UM LIVRO POR SEMANA
Fernand Braudel (1902-1985), um dos grandes historiadores europeus do século XX, escreveu “Gramática das Civilizações” em 1963, como relatório sobre as reformas essenciais a introduzir no programa de História no ensino secundário (edição portuguesa, tradução de Telma Costa, Teorema, 1989). O resultado imediato deste texto notável foi a introdução do estudo das grandes civilizações no currículo francês.
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Um livro por Semana- Semana de 19 a 25 de Março de 2007
“D. Pedro V” da autoria de Maria Filomena Mónica (Círculo de Leitores, 2005) é um retrato sugestivo e estimulante de quem Ruben A. disse ter sido “o primeiro homem moderno que houve em Portugal”. O jovem rei (1837-1861) praticamente não teve tempo para exercer o seu magistério (1855-1861), e no entanto teve um dos mais interessantes e fecundos reinados, pela maturidade e inteligência invulgares de que deu provas. “Lindo, fúnebre e solitário, D. Pedro V foi um cometa que iluminou a dinastia dos Braganças” – assim começa a autora, anunciando, logo, o que a biografia vai revelar e demonstrar.
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UM LIVRO POR SEMANA
“O Mundo à Minha Procura” de Ruben A. (3 volumes, Assírio e Alvim, 1992; 1ª edição, 1964, 1966, 1968) é um caso singularíssimo da literatura de memórias em Portugal no século XX. Felizmente que o autor, numa idade em que normalmente não se escreve memórias, teve essa ideia. E o resultado é surpreendente, no talento e no modo como retrata a sociedade e as pessoas, em que e com quem viveu. Infelizmente, viria a falecer num momento em que tudo se esperava ainda dele, e por isso as memórias precoces tornaram-se um documento ainda mais valioso.
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UM LIVRO POR SEMANA- De 5 a 11 de Março de 2007
A biografia da autoria de José Mattoso sobre “D. Afonso Henriques” (Círculo de Leitores, 2006), na colecção “Reis de Portugal”, constitui um exemplo de rigor e de inteligência, sobretudo se tivermos em consideração que o estudo e o relato sobre a vida de uma personagem medieval exigem uma actividade intensa de extrapolação e de tratamento crítico dos sempre parcos elementos disponíveis.
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UM LIVRO POR SEMANA
A série “Reis de Portugal” do Círculo de Leitores, em que se integra a obra que referimos hoje, constitui uma iniciativa de assinalável qualidade que merece ser saudada. Falo de “D. Carlos”, da autoria de Rui Ramos (2006), onde o autor procede a uma análise da vida do monarca biografado e do período muito complexo em que viveu. Rui Ramos fez larga investigação sobre a segunda metade do século XIX e início do século XX, que se materializou, designadamente, no volume que dirigiu da “História de Portugal”, coordenada por José Mattoso ou na investigação que realizou sobre a “Vida Nova” e sobre a figura de João Franco.
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