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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
Um livro por Semana
“Pessoa e Democracia” de Maria Zambrano (Fim de Século, 2004) apareceu pela primeira vez em 1958, em Porto Rico, num momento em que havia grandes expectativas sobre a renovação democrática, para além das fronteiras europeias. A autora (1904-1991), discípula de Ortega y Gasset e de Unamuno, estava exilada desde a guerra civil espanhola e desenvolveu em diversas universidades latino americanas um notável magistério, sendo reconhecida hoje como uma das grandes referências literárias e filosóficas da hispanidade.
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Um livro por Semana
Miguel Torga procurou interpretar a voz da terra, e fê--lo de um modo intenso e fiel nos “Novos Contos da Montanha” (1ª edição, 1945). “Corre por estas montanhas um vento desolador de miséria que não deixa florir as urzes nem pastar os rebanhos. O social juntou-se ao natural, e a lei anda de mãos dadas com o suão a acabar de secar os olhos e as fontes. Crestados e encarquilhados os rostos dos velhos parecem pergaminhos milenários onde uma pena cruel traçou fundas e trágicas legendas. Na cara lisa dos novos pouca mais esperança há”.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Portugal” (1ª edição, 1950) era para Miguel Torga um totem, uma referência altiva e permanente. De norte para sul, começa por se fixar no Reino Maravilhoso - «do meu Marão nativo abrange-se Portugal; e de Portugal abrange-se o mundo». E sentimos que sempre houve e haverá reinos maravilhosos e sofremos o calafrio do assombro. «Para cá do Marão…». Foi daqui que partiu o escritor para ver o mundo - «Terra Quente e Terra Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas».
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UM LIVRO POR SEMANA
A colecção “O essencial sobre…” da Imprensa Nacional - Casa da Moeda é um repositório utilíssimo de pequenos breviários que permitem conhecermos melhor a cultura portuguesa – como no caso do texto sobre “Miguel Torga”, da autoria de Isabel Vaz Ponce de Leão (2007). Neste ano de centenário de Torga (1907-1995) é fundamental compreender os passos e a obra do autor e do cidadão, indispensáveis para perceber o século XX português. Dentro de dias celebraremos, a 12 de Agosto, a data do nascimento de Adolfo Correia Rocha, em S. Martinho de Anta, no distrito de Vila Real, esse dia em que sua mãe teve de interromper a faina do campo para dar à luz nas condições que o tempo permitia.
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UM LIVRO POR SEMANA
Cornelius Castoriadis (1922-1997) é um dos autores europeus mais interessantes e estimulantes da segunda metade do século XX. Dele acaba de ser publicado entre nós o livro “Uma Sociedade à Deriva – Entrevistas e Debates, 1974-1997” (tradução de Miguel Serras Pereira, edições 90 graus, 2007) que merece leitura atenta. Os textos inseridos nesta obra, que envolve, na prática, uma espécie de balanço do autor, permitem encontrar pistas para uma melhor compreensão dos grandes desafios da sociedade democrática contemporânea. Antes de mais, deparamos com a demarcação relativamente à ideia de “utopia”.
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UM LIVRO POR SEMANA
De regresso de Cabo Verde (com o gosto de reencontrar amigos e de cultivar afectos) leio “A Construção da Identidade Nacional – Análise da Imprensa entre 1877 e 1975” (Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Praia, 2006) de Manuel Brito-Semedo. Ao longo desta importante investigação, sentimos o pulsar de uma sociedade que se afirma e de uma nação que nasce.
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UM LIVRO POR SEMANA
“Adquirir a Sua Alma na Paciência” de Soeren Kierkegaard (Assírio e Alvim, 2007) é o quarto dos quatro discursos edificantes do pensador dinamarquês. Apesar da dificuldade do texto, estamos perante um discurso apologético que nos coloca no cerne da interrogação sobre o sentido da vida, e que lida com a paciência, que o ensaio aconselha, como modo de permitir-nos procurar chegar ao limiar da tarefa sempre incompleta e imperfeita de “adquirir a alma”.
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UM LIVRO POR SEMANA
“A Serra da Arrábida na Poesia Portuguesa” é uma antologia organizada pelo Centro de Estudos Bocageanos (Setúbal, 2002) que merece andar nas mãos de qualquer visitante informado da extraordinária “Serra-Mãe”. Há dias, João Bénard da Costa, nas celebrações do Dia de Portugal em Setúbal teve, aliás, oportunidade para chamar as atenções para a cidade do sal, do sol e do sul e para a sua importância cultural. Ora, nesse lugar idílico, santuário da natureza, somos desafiados intensamente pela meditação e pela poesia.
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