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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
“Eça de Queiroz – Fotobiografia” de A. Campos Matos (Caminho, 2007) é um repositório completo, competente, com grande qualidade gráfica, que constitui um exemplo a seguir no género, num momento em que a proliferação de fotobiografias se deve por vezes mais a objectivos comerciais do que a preocupações de rigor científico. A. Campos Matos tem dado o exemplo, sendo pioneiro na ligação entre o cuidado da imagem, o estudo e a reflexão sobre um dos seus temas dilectos – a vida e a obra de José Maria Eça de Queiroz.
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A VIDA DOS LIVROS
“Vitória da Razão” de Rodney Stark (Tribuna da História, 2007; tradução de Mariana de Castro) é uma obra surpreendente que nos obriga a reflectir e a limpar algumas ideias falsas que se têm repetido ao longo do tempo. A obra é antecedida por uma introdução da autoria de Mendo Castro Henriques, onde se clarificam algumas lacunas do livro, em especial no tocante à realidade histórica portuguesa.
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A VIDA DOS LIVROS
“El Laberinto de la Soledad” de Octávio Paz (Cuadernos Americanos, 1950) tem sido considerada justamente uma das peças chave da literatura contemporânea. É uma reflexão crítica de um mexicano sobre a modernidade, que o próprio qualificou como “uma descrição de certas atitudes, por um lado, e um ensaio de interpretação histórica, por outro”. UMA IDENTIDADE CONTRADITÓRIA - Não podemos entender a complexa identidade mexicana sem ler Octávio Paz (1914-1998). Senti-o com nitidez há dias na Cidade do México, onde me foi possível, entre muitos compromissos, ter um breve contacto com a muito rica cultura de um país que resulta do diálogo tenso entre fundas raízes particularistas, antropológicas e históricas, e a modernidade universalista.
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A VIDA DOS LIVROS
“Ensinar o Holocausto no Século XXI” de Jean-Michel Lecomte, com prefácio de Esther Mucznik (Via Occidentalis, 2007) é uma obra de valor pedagógico promovida pelo Conselho da Europa que nos alerta para a importância de cuidar da memória de modo a prevenir a intolerância, a cegueira e a barbárie com que o mundo se confrontou no século XX, num tempo que muitos anunciavam de paz e de entendimento. NÃO HÁ HISTÓRIA MAIS DIFÍCIL… - Hannah Arendt disse que “não há história mais difícil de contar em toda a história da Humanidade” do que a do “Holocausto”. E porquê?
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A VIDA DOS LIVROS
"DE LA BIBLE À KAFKA" de George Steiner (Hachette, 2002) reúne um conjunto de ensaios que têm em comum a referência à Bíblia, desde a relação quase paradoxal entre o Antigo e o Novo Testamento às interrogações em torno de obras tão diversas como as de Kierkegaard, Husserl, Simone Weil, Charles Péguy e Kafka.
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Um livro por Semana
Quando Lisboa acaba de ser palco do Conselho Europeu informal em que foi aprovado o novo “Tratado reformador” da União é justo recordar uma obra emblemática de Francisco Lucas Pires, “O Que é a Europa” (Difusão Cultural, 4ª edição, 1994), que deve hoje ser relida com atenção. No prefácio, Eduardo Lourenço considera, aliás, estarmos diante de “uma síntese feliz e acessível da problemática histórica, cultural e ideológica ligada à Europa”. Para o autor, era tempo de “entre os adamastores passados e os obstáculos à proa” seguir uma via de “eurorealismo”, já que andar para trás “seria regressar a formas de centralismo, autoritarismo e subdesenvolvimento paroquial”.
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Um livro por Semana
Mário Sottomayor Cardia (1941-2006), sócio e amigo do Centro Nacional de Cultura, deve ser recordado como cidadão e filósofo a quem a democracia e a educação muito devem, escreveu “Socialismo Sem Dogma” (Publicações Europa-América, s.d., 1981), obra exemplar pela clareza e abertura de espírito que a caracterizam. Longe de ser uma obra unilateral e alinhada, é um livro de pedagogia democrática, que o autor desejava que provocasse polémica. Afinal, a partir da tradição maiêutica, o que o filósofo queria era gerar um debate, um confronto, de que pudesse sair enriquecida a vida democrática, que tem de partir da concorrência e da conflitualidade para poder dar lugar à compreensão das ideias de compromisso e de contrato social.
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Um livro por Semana
Marsilio Cassotti escreveu “Infantas de Portugal Rainhas em Espanha” (A Esfera dos Livros, 2007), que permite seguir o percurso bem diferenciado de onze personalidades, descendentes de reis de Portugal, chamadas ao trono de Castela ou de Espanha. Na capa temos, como seria de esperar, o retrato póstumo que Ticiano pintou a pedido do Imperador Carlos V (Carlos I de Espanha) de sua mulher D. Isabel de Portugal, a mais bela e influente rainha da cristandade, mãe do nosso rei D. Filipe I e filha de D. Manuel I. O Imperador enamorou-se dela mal a viu, diz a tradição, e definiu para ela o maior dote que uma princesa jamais havia tido.
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