Home Sobre nós Serviços Novos sócios Bolsas Mecenas Contactos English Français
"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
“Alexandre O’Neill – Uma Biografia Literária” de Maria Antónia Oliveira (Dom Quixote, 2007) é um itinerário completo, criterioso e sistemático que nos dá o retrato de corpo inteiro de um poeta fundamental do século XX, que pôde transmitir-nos a sua visão da sociedade e do tempo em que viveu de um modo inconformista e iconoclasta, ligando humor e ironia, drama e tragédia. «Num prefácio à obra de Nicolau Tolentino escrito em 1969, onde fala afinal de si mesmo (no dizer da biógrafa), Alexandre O’Neill desdenha dos ingénuos para quem ‘há poetas perfeitamente integrados numa vida normal’.
> Ler mais
A VIDA DOS LIVROS
“Eça de Queiroz – Fotobiografia” de A. Campos Matos (Caminho, 2007) é um repositório completo, competente, com grande qualidade gráfica, que constitui um exemplo a seguir no género, num momento em que a proliferação de fotobiografias se deve por vezes mais a objectivos comerciais do que a preocupações de rigor científico. A. Campos Matos tem dado o exemplo, sendo pioneiro na ligação entre o cuidado da imagem, o estudo e a reflexão sobre um dos seus temas dilectos – a vida e a obra de José Maria Eça de Queiroz.
> Ler mais
A VIDA DOS LIVROS
“Vitória da Razão” de Rodney Stark (Tribuna da História, 2007; tradução de Mariana de Castro) é uma obra surpreendente que nos obriga a reflectir e a limpar algumas ideias falsas que se têm repetido ao longo do tempo. A obra é antecedida por uma introdução da autoria de Mendo Castro Henriques, onde se clarificam algumas lacunas do livro, em especial no tocante à realidade histórica portuguesa.
> Ler mais
A VIDA DOS LIVROS
“El Laberinto de la Soledad” de Octávio Paz (Cuadernos Americanos, 1950) tem sido considerada justamente uma das peças chave da literatura contemporânea. É uma reflexão crítica de um mexicano sobre a modernidade, que o próprio qualificou como “uma descrição de certas atitudes, por um lado, e um ensaio de interpretação histórica, por outro”. UMA IDENTIDADE CONTRADITÓRIA - Não podemos entender a complexa identidade mexicana sem ler Octávio Paz (1914-1998). Senti-o com nitidez há dias na Cidade do México, onde me foi possível, entre muitos compromissos, ter um breve contacto com a muito rica cultura de um país que resulta do diálogo tenso entre fundas raízes particularistas, antropológicas e históricas, e a modernidade universalista.
> Ler mais
A VIDA DOS LIVROS
“Ensinar o Holocausto no Século XXI” de Jean-Michel Lecomte, com prefácio de Esther Mucznik (Via Occidentalis, 2007) é uma obra de valor pedagógico promovida pelo Conselho da Europa que nos alerta para a importância de cuidar da memória de modo a prevenir a intolerância, a cegueira e a barbárie com que o mundo se confrontou no século XX, num tempo que muitos anunciavam de paz e de entendimento. NÃO HÁ HISTÓRIA MAIS DIFÍCIL… - Hannah Arendt disse que “não há história mais difícil de contar em toda a história da Humanidade” do que a do “Holocausto”. E porquê?
> Ler mais
A VIDA DOS LIVROS
"DE LA BIBLE À KAFKA" de George Steiner (Hachette, 2002) reúne um conjunto de ensaios que têm em comum a referência à Bíblia, desde a relação quase paradoxal entre o Antigo e o Novo Testamento às interrogações em torno de obras tão diversas como as de Kierkegaard, Husserl, Simone Weil, Charles Péguy e Kafka.
> Ler mais
Um livro por Semana
Quando Lisboa acaba de ser palco do Conselho Europeu informal em que foi aprovado o novo “Tratado reformador” da União é justo recordar uma obra emblemática de Francisco Lucas Pires, “O Que é a Europa” (Difusão Cultural, 4ª edição, 1994), que deve hoje ser relida com atenção. No prefácio, Eduardo Lourenço considera, aliás, estarmos diante de “uma síntese feliz e acessível da problemática histórica, cultural e ideológica ligada à Europa”. Para o autor, era tempo de “entre os adamastores passados e os obstáculos à proa” seguir uma via de “eurorealismo”, já que andar para trás “seria regressar a formas de centralismo, autoritarismo e subdesenvolvimento paroquial”.
> Ler mais
Um livro por Semana
Mário Sottomayor Cardia (1941-2006), sócio e amigo do Centro Nacional de Cultura, deve ser recordado como cidadão e filósofo a quem a democracia e a educação muito devem, escreveu “Socialismo Sem Dogma” (Publicações Europa-América, s.d., 1981), obra exemplar pela clareza e abertura de espírito que a caracterizam. Longe de ser uma obra unilateral e alinhada, é um livro de pedagogia democrática, que o autor desejava que provocasse polémica. Afinal, a partir da tradição maiêutica, o que o filósofo queria era gerar um debate, um confronto, de que pudesse sair enriquecida a vida democrática, que tem de partir da concorrência e da conflitualidade para poder dar lugar à compreensão das ideias de compromisso e de contrato social.
> Ler mais