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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
16 Fev 2009 - O livro “Ensaios e Estudos – Uma Maneira de Pensar” (volume I) de Vitorino Magalhães Godinho (Sá da Costa Editora, 2009) corresponde não tanto ao início de uma reedição dos Ensaios do autor, dados à estampa nos anos sessenta e setenta, mas a uma reponderação da obra de há quarenta anos, mantendo-se o que foi considerado com actualidade e juntando-se textos mais recentes. Em bom rigor estamos, assim, perante obra nova, pela frescura das ideias que o professor nos apresenta e pela preocupação (bem sucedida) de dar ao público instrumentos que permitam pensar e compreender a profunda crise estrutural com que nos defrontamos presentemente. Eis por que razão ao lermos ou relermos estes Ensaios temos a sensação (e a certeza) de que eles permitem aos estudiosos contemporâneos (investigadores, professores, estudantes) a compreensão da História Económica em estreita ligação com a Ciência Económica, numa perspectiva de longo prazo.
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09 Fev 2009 - “Migrações e Participação Social – As Associações e a construção da cidadania em contexto de diversidade – o caso de Oeiras” de M. Margarida Marques, com a colaboração de Rui Santos e José Leitão (Fim de Século, 2008) é uma obra oportuna composta por um conjunto de ensaios de carácter sociológico, jurídico e político que dão uma perspectiva abrangente e compreensiva do associativismo migrante em Portugal a partir de um importante estudo de caso, que nos permite fazer extrapolações e retirar consequências no tocante à participação cívica e à mediação política em comunidades migrantes, que assumem na sociedade portuguesa contemporânea uma importância crescente como factores de inter-culturalidade, de diversidade e de coesão.´
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02 Fev 2009 - A leitura de “A Gravidade e a Graça” de Simone Weil (1909-1943) é o mergulho intenso numa reflexão que permite assinalar com conhecimento de causa o centenário do nascimento de uma das personalidades mais ricas do século XX. E só esta invocação poderá ser fiel à existência de uma mulher que se colocou no epicentro das grandes angústias e incertezas de um século em que muitas esperanças se tornaram tragédias e em que muitos dramas puderam abrir novos horizontes de humanidade (Tradução de Dóris Graça Dias, Relógio de Água, 2004). George Steiner disse, aliás, que “entre os grandes espíritos femininos de todo o mundo, o de Weil impressiona-nos por ser aquele que é mais evidentemente filosófico, aquele que está familiarizado com a ‘luz da montanha’ (como diria Nietzsche) da abstracção especulativa”.
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26 Jan 2009 - Gabriel Zaid escreveu a obra “Livros de mais – Ler e publicar na era da abundância” (Prefácio e tradução de Miguel Graça Moura, Temas e Debates, 2008) para nos falar da importância dos livros, num momento em que se verifica um estranho paradoxo, que obriga a séria reflexão, uma vez que o “negócio frenético da edição faz nascer um livro de trinta em trinta segundos”, exactamente quando há quem ponha dúvidas sobre o futuro do livro, no confronto com as novas tecnologias, em especial a Internet, e com o primado quase absoluto da imagem sobre a escrita. Há, assim, um ponto de partida inquietante que é motivo do ensaio agora traduzido em português: “A leitura de livros cresce aritmeticamente; a escrita de livros cresce exponencialmente. Se a nossa paixão pela escrita não for controlada, num futuro próximo haverá mais gente a escrever livros do que a lê-los”. Como?
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19 Jan 2009 - “Livros com Ideias Dentro” de António Rego Chaves (Campo das Letras, 2008) é um percurso que nos revela um conjunto diversificado, mas de grande interesse, de obras e de autores. Com grande cuidado na escolha dos livros e no tratamento das ideias que estes contêm, o autor organizou uma obra de qualidade, que nos permite ver pelos olhos de quem nos conduz um verdadeiro caleidoscópio que nos faz compreender melhor o mundo em que vivemos. Trata-se de textos jornalísticos de uma grande sensibilidade e exigência, que correspondem a uma concepção de elevado sentido cívico e ético sobre o serviço público cultural do jornalista, o que é de realçar.
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12 Jan 2009 - Quando a personagem Tintim chega aos oitenta anos de vida, cumpre referir uma obra fundamental para o conhecimento do fenómeno. Falamos de “Hergé, Filho de Tintim” de Benoît Peeters (tradução de Paula Santana Leite; Verbo, 2007), livro publicado para assinalar o centenário do nascimento de Georges Remi. No ponto de partida desta biografia exaustiva, centrada na personalidade complexa do criador do herói de “Estrela Misteriosa” está a afirmação singularíssima de Hergé: “Tintim era eu, com tudo o que em mim existe de necessidade de heroísmo, de coragem, de sinceridade, de malícia e de desembaraço. Era eu, e garanto que nem perdia tempo a perguntar a mim mesmo se agradava ou não aos miúdos. E os temas que escolhia eram temas que me apaixonavam, sobre os quais havia algo a dizer, sobre os quais eu tinha algo a dizer”… E assim, na aparente simplicidade, Tintim é um caso especial.
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05 Jan 2009 - Bom Ano! Começamos com Elias Canetti (1905-1994), Prémio Nobel da Literatura de 1981, escritor cosmopolita, búlgaro de origem sefardita, autor de obra muito vasta e diversificada e analista arguto da sociedade do século XX e dos fenómenos da massificação e da cegueira do anonimato. Acaba de sair em português “A Língua posta a salvo – História de uma juventude” (tradução de Maria Hermínia Brandão, Campo das Letras, 2008). É o primeiro livro da trilogia autobiográfica de que fazem parte “The Fackel im Ohr (1921-1931)” (de 1980, “The Torch in my Ear”), e “Augenspiel (1931-1937)” (de 1985, “The Play of the Eyes”). Este volume (“Die Gerettete Zungue”, de 1977, “The Tongue set Free”) abrange a infância e juventude até 1921 e é uma demonstração essencial da força de um humanismo de vistas largas que foi característica comum a Kafka, Mann, Musil, Broch, ou Benjamin, num tempo de profundas angústias, incertezas e perplexidades.
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29 Dez 2008 - No encerramento do ano, escolhemos o catálogo da exposição realizada na Biblioteca Nacional de Portugal sobre “D. Francisco Manuel de Melo, 1608-1666”. Trata-se de uma iniciativa a saudar positivamente, num ano em que, infelizmente, como já aqui dissemos, não houve suficiente visibilidade na comemoração do quarto centenário do nascimento de uma das grandes referências da cultura portuguesa. O autor de “Apólogos Dialogais” e de uma obra muito rica e multifacetada, que ultrapassa em muito os horizontes da moda do seu tempo, merece estudo, reflexão, leitura e a publicação dos seus livros fundamentais, aguardando-se com expectativa a tradução da “Historia de los movimentos y separacion de Cataluña”. Completaremos a nota habitual com a escolha das dez obras publicadas em Portugal que consideramos dignas de destaque, com o subjectivismo que estas listas sempre têm.
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