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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
“Vingt-Huit Siècles d’Europe” de Denis de Rougemont (reed. Bartillat, 1990) é uma obra de referência sobre a história da ideia moderna de Europa. Na semana em que terá lugar o referendo na Irlanda sobre o Tratado de Lisboa é útil e necessário recordar este conjunto de textos e reflexões, organizados por um dos intelectuais que mais contribuiu para a criação da moderna ideia de Europa. A partir da procura das raízes e fundamentos da cultura europeia, podemos perceber que há um longo caminho para trilhar e aprofundar – uma vez que um projecto comum de paz, de desenvolvimento e de diversidade cultural é cada vez mais exigente e indispensável, sobretudo perante os ventos de crise com que nos debatemos.
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Acaba de ser publicado o segundo volume da epistolografia de Alberto Sampaio - “Correspondência, volume II, Cartas de Alberto Sampaio”, edições Húmus, 2009, organização, introdução e notas de Emília Nóvoa Faria e António Martins. Estamos perante as cartas escritas pelo próprio, num interessante acervo, onde se nota o carácter multifacetado do autor, que se dirige a algumas das personalidades mais marcantes do seu tempo. Estamos, assim, em face do complemento das cartas recebidas pelo historiador de Boamense, o que nos permite, não só seguir o percurso de vida de Sampaio, mas também reconstituir o seu diálogo com a intelectualidade do seu tempo.
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“Viagens de Pêro da Covilhã” da autoria do Conde de Ficalho (reedição da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1988; 1ª ed. 1898) é uma obra preciosa que merece ser lida e relida. O autor foi um cientista de mérito, que colocou nas obras que escreveu sempre um grande cuidado e rigor histórico, que neste estudo se nota especialmente. Com efeito, ainda hoje não é possível estudar as viagens de Pêro da Covilhã e de Afonso de Paiva sem ler o Conde de Ficalho e sem recorrer à obra fundamental do Padre Francisco Álvares “Verdadeira Informação das Terras do Preste João das Índias”, livro publicado no reino em 1540, baseado no testemunho pessoal recolhido junto do próprio Pêro da Covilhã. Daí que tenham sido o Conde de Ficalho e o Padre Álvares auxiliares preciosos na preparação da Embaixada cultural do CNC a Ormuz aos fortes portugueses do Golfo Pérsico e ao Cairo.
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«El Camino Hacia la Democracia – Escritos en ‘Cuadernos para el Diálogo’ (1963-1976)» de Joaquin Ruiz-Giménez (numa edição do Centro de Estúdios Constitucionales de Madrid, 1985) é um documento de época. Tal como ocorreu em Portugal com António Alçada Baptista, verificamos no percurso da influente revista “Cuadernos para El Diálogo” uma projecção política decisiva do Concílio Vaticano II e, em especial, do Cardeal Roncalli, o Papa João XXIII. O espírito da encíclica profética “Pacem in Terris” e os ensinamentos da Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” estão, de facto, aqui bem evidenciados. E, ao longo destes textos descobrimos o esforço empenhado de um destacado intelectual católico espanhol, professor de Filosofia do Direito, que a partir dos anos cinquenta se envolveu activamente na missão difícil e ingrata de mobilização cívica com vista a uma transição pacífica para a democracia, numa sociedade com feridas ainda abertas pela tragédia da Guerra Civil de 1936 a 1939.
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Leszec Kolakowski (1927-2009) é um dos autores do século XX cuja obra crítica se confunde com os acontecimentos que viveu e em que participou. Ao escrever “Main Currents of Marxism: Its Rise, Growth and Dissolution” (Oxford University Press, 1978; vol. 1, The Founders, vol. 2, The Golden Age; vol. 3, The Breakdown) procedeu a uma análise brilhante e serena que nos permite compreender como a teoria marxista nasceu e se desenvolveu, até ao colapso, que já se anunciava em 1978, dez anos antes da queda do muro de Berlim (no mesmo ano em que o Cardeal Karol Wojtila foi eleito Papa, com os efeitos conhecidos). Para o filósofo havia contradições internas e pressupostos insanáveis na teoria formulada por Karl Marx que foram acentuadas no modo como foram pensadas e postas em prática, em especial a partir da Revolução Russa de 1917. Nascido na Polónia, entusiasmado num primeiro momento por Marx, cedo pôde perceber que a liberdade crítica entrava em choque com a ideia de construir um homem novo. Por isso, teve de sair do seu País e foi acolhido na Universidade de Oxford, onde exerceu o seu magistério.
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«Europes – De l’Antiquité au XXème Siècle – Anthologie Critique et Commentée » de Yves Hersant e Fabienne Durand-Bogaert (Robert Laffont, 2000) é um instrumento fundamental para a compreensão do evoluir da ideia europeia. A Europa é um continente complexo nas suas raízes e influências. Muitas vezes se discutem as suas raízes, havendo a tentação ou de simplificar ou de esquecê-las. Lugar de conflitos e de trágicas disputas, a Europa foi-se afirmando através de sinais contraditórios, ora como lugar das liberdades e da dignidade humana, ora como sede de dominações e fonte de injustiças. No entanto, a Europa foi-se tornando um lugar de esperança e de razão, onde a democracia e os direitos fundamentais nasceram. E quando, nos dias de hoje, falamos de construção de um projecto europeu, centrado na União Europeia, temos de apostar na reflexão, na cultura e nas ideias, uma vez que um projecto de paz, de desenvolvimento e de diversidade cultural tem de criar condições para uma convergência activa de Estado e Povos livres e soberanos.
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“Entre a Selva e a Corte – Novos Olhares sobre Vieira” (Esfera do Caos, 2009), coordenado por José Eduardo Franco é uma reunião de ensaios que procuram analisar a vida e a obra do Padre António Vieira sob várias perspectivas com o objectivo de permitir uma visão alargada não só do pensamento (bastante complexo) do orador sagrado, mas também da inserção da sua figura extraordinária na história portuguesa e europeia, com destaque para as posições audaciosas e precursoras que assumiu, em especial no tocante aos direitos humanos. Em complemento da vasta bibliografia produzida nos últimos anos sobre o Padre Vieira, temos um conjunto de textos, bastante abrangente, que permite ao leitor comum apreender o essencial dos resultados recentes das investigações sobre o prolífico autor da “História do Futuro”.
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Regressado do Festival de Asilah (Arzila), este ano dedicado a Portugal, lembro o precioso terceiro volume dos Guias “Portugal e o Mundo – O Futuro do Passado” sobre Marrocos, com texto de José Luís de Matos e de Rui Rasquilho (CNC, 2003), sobre o qual Helena Vaz da Silva disse: “Marrocos, tão perto e tão longe. Apesar de perto do nosso sul, tanto em distância como, em parte, no clima e no território, os portugueses sempre partiram para Marrocos como quem parte para um mundo distante”. Recordando essa relação, a propósito da lusofonia, publico hoje as palavras que proferi em Asilah, no dia 4, em nome do Centro Nacional de Cultura.
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