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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
Um pequeno livro de e sobre João de Barros, o pedagogo e político do início do século XX, - “A Pedagogia e o Ideal Republicano em João de Barros”, selecção de textos de Maria Alice Reis, nota introdutória de Joaquim Romero Magalhães, Terra Livre, 1979 - permite-nos compreender a importância dos desafios lançados na Primeira República a todos quantos desejavam sinceramente desenvolver o País, num sentido que o tornasse parceiro das nações mais avançadas. No entanto, os constrangimentos diversos que Portugal sofreu no primeiro quartel desse século (a guerra, as repercussões económicas desta, a instabilidade política) levaram a que os resultados ficassem aquém do desejado, apesar de haver uma obra apreciável que merece ser revisitada e que ainda hoje tem actualidade, sobretudo no tocante à importância da Educação cívica e ao reconhecimento de que a aprendizagem é o factor distintivo entre o progresso e o atraso dos povos.
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A VIDA DOS LIVROS
“Ouvi do Vento” de Manuela Silva (Pedra Angular, 2009) é uma reunião de textos que interrogam o tempo e foram publicados desde 2003 no sítio na Internet da Fundação Betânia. Se é verdade que as reflexões são circunstancias, a verdade é que são uma ilustração viva do que Emmanuel Mounier nos ensinou, de que os acontecimentos são os nossos mestres interiores. De facto, tomamos o pulso do mundo e procuramos o sentido da vida através do quotidiano e do modo como respondemos aos estímulos com que somos confrontados permanentemente.
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A VIDA DOS LIVROS
Volto à “História de Portugal” (Esfera dos Livros, 2009), coordenada por Rui Ramos, em co-autoria com Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro. A importância de um empreendimento destes merece uma atenção especial, centrada numa leitura circunstanciada desta narrativa que, mais do que apresentar soluções ou interpretações definitivas, se baseia no estado da arte da moderna historiografia portuguesa.
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“História do Ensino em Portugal” de Rómulo de Carvalho (Fundação Calouste Gulbenkian, 1986) é uma obra fundamental para a compreensão e conhecimento da evolução da Educação entre nós. Com o rigor a que sempre nos habituou, o pedagogo e o investigador (que também foi um dos maiores poetas do século XX) põe neste livro as suas qualidades, o que permite ao leitor usufruir de uma informação clara, pormenorizada e esclarecedora – que ultrapassa largamente os limites propostos, permitindo-nos ter uma visão abrangente e rigorosa da evolução das mentalidades, do ensino, das escolas e da pedagogia ao longo do tempo.
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A VIDA DOS LIVROS
Refiro hoje, porque a reflexão histórica ajuda a introspecção colectiva, a recente publicação da “História de Portugal” (Esfera dos Livros, 2009), coordenada por Rui Ramos e realizada em co-autoria com Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro. Trata-se de “uma proposta de síntese interpretativa da História de Portugal desde a Idade Média até aos nossos dias”, no dizer do coordenador, que preenche um espaço que precisava de ser ocupado.
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“A Identidade Nacional” de José Mattoso (Cadernos democráticos, Fundação Mário Soares, Gradiva, 1998) permite-nos pensar Portugal, para além das mitologias e dos lugares comuns. Quando assinalamos o segundo centenário de Herculano é bom repensar Portugal à luz da mais moderna reflexão historiográfica e podemos fazer com este pequeno livro.
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VIDA DOS LIVROS
Duzentos anos depois do seu nascimento, devemos afirmar que Alexandre Herculano (1810-1877) continua a ser uma referência fundamental da cultura portuguesa. Poeta, romancista, fundador da moderna historiografia portuguesa, cidadão empenhado, liberal assumido, autor de obras marcantes como a "História de Portugal" (Bertrand Editores, 4 volumes, com prefácio de José Mattoso) ou o romance "Eurico, o Presbítero", foi alguém que desde muito novo, e não tendo podido cursar Leis em Coimbra, se afirmou como um talentosíssimo escritor, sempre preocupado com a fundamentação rigorosa dos escritos que subscreveu, mas também empenhado em conseguir a governação do País pelo País, para que a emancipação dos povos e a participação dos cidadãos não fossem letras mortas. Amante da liberdade individual e defensor do fim dos constrangimentos à liberdade económica, Herculano foi quem da sua geração, e sem cedência de princípios, melhor compreendeu os jovens de 1870, que lhe devotou admiração incondicional.
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“Cardeal Cerejeira – O Príncipe da Igreja” de Irene Flunser Pimentel (Esfera dos Livros, 2010) é uma biografia essencialmente política que analisa o percurso de uma das figuras referenciais do século XX português, sem cuja compreensão não é possível perceber o próprio Estado Novo, em especial por se tratar de uma personalidade muito próxima de Oliveira Salazar, apesar das diferenças e das distâncias, cultivadas de parte a parte, e por ser um dos indiscutíveis artífices da “frente nacional”, que funcionou até ao final dos anos cinquenta, e que foi fundamental para a permanência no poder do sistema consolidado em 1933.
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