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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
George Steiner numa obra fascinante - «Os Livros que Não Escrevi» (Gradiva, 2008) – trata a questão das Humanidades, a propósito das reformas do ensino (secundário e superior), e percebemos que a única maneira de defender, coerente e eficazmente, essa causa nos dias de hoje obriga a ir muito para além dos lugares comuns tão repetidos, que nos levam amiúde a saudosismos inúteis que nada têm a ver com um pensamento sério sobre o combate à ignorância e à mediocridade.
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«Os Melhores Contos do Padre Brown» de G.K. Chesterton (Assírio e Alvim, Colecção Teofanias, 2010) com selecção e apresentação de Peter Stilwell e tradução de Jorge Pereirinha Pires leva-nos a uma das personagens mais desconcertantes e ricas da literatura policial. Celebrizada no mundo literário e popularizada numa célebre série televisiva dos anos setenta com Kenneth More, para não falar do desempenho de Alec Guinness em 1954, a figura do Padre Brown (que Evelyn Waugh expressamente invoca em “Brideshead Revisited”) é uma curiosíssima síntese entre o método de Chesterton baseado na ironia e no paradoxo e o apelo à refinada inteligência dos leitores.
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«Os Dias de Portugal – Discursos de João Bénard da Costa» (Presidência da República, 2010) é um livro para ler, meditar e guardar. A obra inicia-se com uma belíssima fotografia da autoria de Luís Filipe Catarino, datada de Janeiro de 2005, tirada em Mântua, que marca a mensagem fundamental do autor, que falando de Portugal e dos portugueses, trá-los dos confins do mundo culto para os tornar ainda mais interessantes, do que à primeira vista podem parecer...
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"O Outro" de Ryszard Kapuscinski (Campo das Letras, 2009) é uma obra fundamental para a compreensão da diversidade contemporânea, tendo sido escrita a partir da riquíssima experiência deste jornalista célebre com missões de elevado risco nos lugares mais perigosos do planeta. Trata-se de um pequeno livro escrito com muito talento, cuja leitura é indispensável nos tempos actuais, pela qualidade da escrita, pela argúcia dos argumentos e pela profundidade das reflexões filosóficas e antropológicas.
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Acaba de sair uma importante obra da autoria de Vítor Aguiar e Silva, professor da Universidade do Minho e antigo professor da Universidade de Coimbra, académico ilustre, que merece uma leitura atenta e que põe a tónica no momentoso problema. Falo de «As Humanidades, os Estudos Culturais, o Ensino da Literatura e a Política da Língua Portuguesa» (Almedina, 2010), instrumento precioso pela pertinência das considerações que contém e pelos apelos que nos obriga a considerar. Li e reli com prazer e deleite os diversos textos (alguns dos quais já conhecia) e encontrei matéria suficientíssima para muitas reflexões e para sérios motivos mobilizadores – em prol da cultura, da língua, da educação e da ciência, contra cépticos e dogmáticos.
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O livro de Enzo Bianchi “Para uma Ética Partilhada” (Tradução de Artur Morão, Pedra Angular, 2009) é uma actual e belíssima reflexão sobre o mundo contemporâneo, sendo de uma grande oportunidade, em especial quando sentimos os efeitos da crise económica e financeira e percebemos que uma resposta ética actuante exige coerência e eficácia, para que os problemas actuais não venham a repetir-se, em condições certamente ainda mais gravosas para todos, não apenas para as contas, mas fundamentalmente para a coesão social e para a confiança nas instituições da democracia.
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As obras completas de Manuel Teixeira-Gomes (1860-1941) estão a ser publicadas pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, constituindo uma excelente oportunidade para tomar contacto com um dos melhores prosadores do século XX. Em 2009, saiu o segundo volume, que reúne “Gente Singular” (1909), “Novelas Eróticas” (1935) e “Maria Adelaide” (1938), com Prefácio de Urbano Tavares Rodrigues e notas do mesmo e de Helena Carvalhão Buescu e Vítor Wladimiro Fereira. Estamos perante belos textos que realçam personalidades multifacetadas, lugares de magia cosmopolita, o Algarve que o autor amava e a sensualidade em estado puro…
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Em vésperas de completar oitenta anos de idade e sessenta de vida literária, Albano Martins (n. 24.7.1930) acaba de ver editada a antologia “As Escarpas do Dia – Poesia 1950-2010” (Afrontamento, 2010), que constitui mais do que uma homenagem, a oportunidade de podermos ter acesso à produção literária de um poeta de créditos firmados, que tem interpretado a terra, a vida e o quotidiano de um modo sentido e talentoso, apesar da discrição, sempre acompanhada por uma grande exigência literária. Com António Ramos Rosa foi um dos fundadores da “Árvore – Folhas de Poesia” e, ao lado de José Augusto Seabra, foi dos principais animadores da revista e movimento sedeado no Porto da “Nova Renascença”.
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