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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
20 Dez 2010 - Em “Um Mês de Sonho”, José Leite de Vasconcelos (1ª edição, 1926; 2ª edição, 1992) exprime com as palavras sensíveis de um erudito o que deve ser dito sobre os Açores, de modo a compreendermos como o arquipélago tem de ser considerado o Portugal paradigmático, a pátria construída em laboratório, o lugar da identidade aberta, complexa e diversa, ponto de encontro entre a criatividade e a beleza, apesar de todas as dificuldades e resistências, que a insularidade sempre traz.
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13 Dez 2010 - Miguel Real tem-se dedicado a uma tarefa fundamental que merece especial atenção de todos quantos se interessam pelo aprofundamento da reflexão sobre a cultura portuguesa. Por isso tem estudado o lugar de autores como o Padre António Vieira ou Eduardo Lourenço, com resultados muito apreciáveis pela pertinência da reflexão e pela fecundidade das pistas lançadas. Partindo de “Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa” (Quidnovi, 2008) procuramos hoje analisar algumas das constantes que caracterizam a cultura portuguesa ao longo dos séculos. Guilherme d'Oliveira Martins
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06 Dez 2010 - “Teoria Tridimensional do Direito, Teoria da Justiça e Fontes e Modelos do Direito” (INCM, 2003) de Miguel Reale é um volume precioso para o conhecimento e compreensão da obra do seu autor, cujo centenário do nascimento acaba de ocorrer (7.11.2010). A obra publicada em Portugal graças ao empenhamento pessoal de António Braz Teixeira, permite um contacto fecundo com uma reflexão muito rica sobre a filosofia do Direito numa perspectiva actual, a partir da experiência de alguém que parte da necessidade de fazer uma ponte entre a tradição e a modernidade. Uma vez tive o privilégio, a convite da Academia Brasileira de Letras, de invocar a memória do Mestre do pensamento, permito partilhar uma síntese da minha comunicação feita há poucos dias no Rio de Janeiro, por amabilidade do meu amigo Marcos Vinicios Vilaça, Presidente da Academia. Guilherme d'Oliveira Martins
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29 Nov 2010 - Celebram-se os oitenta anos de vida do autor da “Crónica dos Anos da Peste” (1973 e 1975). É com muito gosto que me associo à justa homenagem! Eugénio Lisboa é um ensaísta singularíssimo. Ao longo da sua vida tem sido um incansável estudioso do segundo modernismo português e da nossa cultura, com especial atenção para José Régio. Contudo, é um escritor multifacetado, com luz própria, com uma sensibilidade e uma argúcia dignas de referência especial. Com inteligência fina, tem sabido aliar a grande erudição à capacidade de compreender a realidade literária, cultural e social, distinguindo o que tem valor do que não tem. Percebe-se bem que Eugénio Lisboa apreende, com grande lucidez, os valores seguros, isto é, o que tem condições para ficar para além do sucesso efémero e passageiro. Há dias, falando de lusofonia, perguntavam-me sobre as grandes referências da literatura de Moçambique – e não tive dúvidas em referir, com Craveirinha e Mia Couto, o magistério fundamental de Eugénio Lisboa e de Rui Knopfli. Guilherme d'Oliveira Martins
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22 Nov 2010 - “Se não estudas estás tramado” de Eduardo Marçal Grilo (Tinta da China, 2010) é um conjunto de textos sobre a importância da Educação e da aprendizagem, como factores fundamentais de desenvolvimento. As reflexões de um especialista com provas dadas são uma oportunidade excelente para tirarmos lições para os dias de hoje sobre a necessidade de assumirmos, com todas as consequências, uma sociedade educativa apta a corresponder aos estímulos do mundo global em que vivemos. “Nada será conseguido, no entanto, (diz o autor) se os nossos alunos e as suas famílias não assumirem que estudar implica trabalho, esforço, dedicação e sacrifício, para os quais tem de se estar preparado”. E acrescenta: “O País mover-se-á muito em função do que for o trabalho das suas escolas, numa perspectiva de complemento da educação ministrada pelos pais e pela família”. Guilherme d'Oliveira Martins
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15 Nov 2010 - “La Legitimité Démocratique” de Pierre Rosanvallon (Seuil, 2008) põe-nos perante os problemas suscitados pela institucionalização da democracia na sociedade contemporânea. Mais do que o tradicional dilema entre democracia representativa e democracia participativa, Rosanvallon analisa a sociedade complexa dos dias de hoje, à luz das mudanças ocorridas nas últimas décadas, pondo sobre a mesa as questões suscitadas pela legitimação cidadã. A coesão social, a participação e a representação têm, de facto, nos dias de hoje, um conteúdo e um sentido profundamente diferentes daqueles que encontramos no último século, sobretudo porque os conflitos sociais, a configuração das classes e a relação entre Estado, economia e sociedade registaram profundas transformações depois de 1945 e de 1989 e com a afirmação da sociedade da informação e do conhecimento. Guilherme d'Oliveira Martins
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08 Nov 2010 - Anselmo Borges, num pequeno livro acabado de publicar pela Imprensa da Universidade de Coimbra - Religião e Diálogo Inter-Religioso (2010) - interroga-se sobre o diálogo religioso e cultural e põe o dedo no essencial do tema, que é controverso e tem gerado muitas dúvidas e perplexidades. Não sendo questão fácil, pelas muitas implicações que suscita, é extremamente importante poder contar com um livro como este, para irmos além das considerações vagas e bem intencionadas, entrando plenamente na discussão do diálogo efectiva, que pressupõe uma troca e uma partilha de ideias, de valores, de projectos e de desígnios. Num tempo em que a memória das tragédias do século XX se desvanece e em que a ameaça da violência no assalta em cada dia que passa, é indispensável empenharmo-nos em construir, dia a dia, as bases da paz de que precisamos, para que não se invoque Deus para legitimar a guerra, mas para que se parta do sagrado e da liberdade religiosa, para a paz dos corações, e não para a inútil e vã paz dos cemitérios.
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01 Nov 2010 - Invoquei a memória de José Augusto Seabra na conferência do Porto sobre “Projectos e Realizações da República”, glosando um pequeno livro da autoria do poeta, universitário e ensaísta – “Cultura e Política – Ou a Cidade e os Labirintos” (Vega, 1986) - já que considero fundamental reflectir sobre a herança do republicanismo português, a partir da fecunda experiência intelectual da “Renascença Portuguesa” e da revista “A Águia”. Trata-se, sem dúvida, do mais importante movimento cultural português do século XX, não só pelo que representou em si, mas pela extraordinária sementeira de ideias que produziu. A propósito dele, encontramos, a um tempo, a heterogeneidade da ideia republicana e uma interessante síntese plural, que permite compreender a identidade portuguesa moderna.
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