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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
Luís Fróis, S.J. (1532-1597) escreveu a “História de Japam” (1597; edição portuguesa, em cinco volumes: 1976-1984, com anotações de Josef Wicki), obra fundamental para a compreensão da sociedade japonesa do século XVI e do diálogo estabelecido entre os portugueses, primeiros europeus a chegar por mar ao Império do Sol Nascente, e o povo nipónico. Não é possível compreender o Japão histórico (de 1549, data da chegada de S. Francisco Xavier, e 1597, data em que o escritor jesuíta faleceu) sem nos reportarmos a esse testemunho pormenorizado e atento de Luís Fróis, eivado do espírito do tempo e da mentalidade da época, mas extremamente rico em pormenores e em apreciações – que hoje nos permitem compreender o que era um diálogo entre culturas há mais de quatro séculos. A propósito da obra de Fróis continuamos o relato da viagem ao Japão no ciclo “Os Portugueses ao Encontro da Sua História”. Guilherme d'Oliveira Martins
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A VIDA DOS LIVROS
Daniel Bell (1919-2011) morreu em Cambridge (Massachussets) no dia 25 de Janeiro. É um dos autores de referência do pensamento contemporâneo, e «The End of Ideology – On the Exhaustion of Political Ideas in the Fifties» (Free Press, 1960; reed. Harvard U. Press, 1988) é uma das obras fundamentais da segunda metade do século XX, com ecos, por exemplo, na produção teórica e na reflexão de Raymond Aron. O debate sobre o pensamento de Daniel Bell foi, aliás, muito intenso logo após a publicação do referido livro, prolongando-se até 1989, data em que, com a queda do muro de Berlim e o início do ocaso do império soviético, se acentuou a tendência detectada pelo autor nos anos cinquenta. Se, pelo menos até 1968, várias dúvidas se puseram relativamente à pertinência das considerações de Bell, a verdade é que, no largo prazo, o tempo veio a dar razão ao pensador. Guilherme d'Oliveira Martins
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A VIDA DOS LIVROS
Continuamos o relato da nossa peregrinação nipónica. Nada melhor do que invocar uma obra-prima da literatura mundial – “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto (publicada postumamente em 1614). Guilherme d'Oliveira Martins
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O Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner, sob a coordenação de Maria Andresen de Sousa Tavares, terá lugar, esta semana, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 27 e 28 de Janeiro, seguindo-se à entrega do espólio da escritora pela família à Biblioteca Nacional de Portugal no dia 26. Trata-se dum acontecimento importante no nosso panorama cultural a que o CNC se associa com especial gosto e orgulho, destacando-se a recente publicação da «Obra Poética» de Sophia, organizada por Carlos Mendes de Sousa (Caminho, 2010), e a saída do último número da revista “Colóquio – Letras”, cujo lançamento ocorrerá no final da iniciativa. Guilherme d'Oliveira Martins
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A viagem que fizemos ao Japão foi uma oportunidade fantástica para usufruirmos a hospitalidade, a história e a tradição de um povo antigo que conhecemos desde o século XVI. Fomos no rasto de Wenceslau de Moraes e, por isso, levámos connosco o pequeno livro de Ana Paula Laborinho “O essencial sobre Wenceslau de Moraes” (INCM, 2009), que muito nos ajudou, uma vez que o escritor muito nos ensina sobre essa cultura extraordinária e inesgotável. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar ao arquipélago de Cipango. Ainda hoje sentimos o peso desse conhecimento ancestral. Fomos, de facto, tratados principescamente e verificámos que Portugal não é indiferente para os japoneses. É fundamental, assim, que conheçamos melhor a cultura japonesa, uma vez que todos teremos a ganhar com o aprofundamento dessa relação. Guilherme d'Oliveira Martins
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A VIDA DOS LIVROS
“Antologia Poética” de Jorge de Sena (Guimarães Editores, 2010), edição de Jorge Fazenda Lourenço é uma recolha criteriosa que nos dá um retrato de corpo inteiro do poeta de “Fidelidade”. Estamos diante de um dos poetas e ensaístas mais notáveis do século XX. E nesta obra essa riqueza é bastante evidente. Sena fala, por isso, da sua criação poética deste modo: é “a poesia de um homem que viveu muito, sofreu muito, partilhou a vida pelo mundo adiante, sempre exilado, e sempre presente com uma vontade de ferro”. E é essa definição que sentimos ao ler esta antologia, onde poeta e ensaísta sempre se associam, numa criação riquíssima de palavras e ideias. Guilherme d'Oliveira Martins
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“Ano X – Lisboa 1936 – Estudo de Factos Sócio-culturais” é uma análise rica e curiosíssima sobre um ano da vida portuguesa. Não se trata, porém, de um ano qualquer, é um ano significativo: em Portugal, o regime do Estado Novo procurava consolidar-se, em Espanha abria-se um dos períodos mais dramáticos e sangrentos da sua história, na Europa e no mundo encetava-se um conflito mundial de dimensões inéditas e consequências imprevisíveis. E o certo é que a catástrofe ia-se anunciando, com o acastelar de nuvens muito negras no horizonte.
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A VIDA DOS LIVROS
O segundo volume de “Crónicas: Imagens Proféticas e Outras” de João Bénard da Costa (Assírio e Alvim, 2010) acaba de ser publicado e constitui um acontecimento deste final do ano, uma vez que podemos gozar em conjunto as magníficas crónicas (de 2004 e 2005) de um escritor que soube transmitir-nos como poucos uma visão do seu tempo e do seu mundo com sensibilidade e talento. A escrita é magnífica e os temas são apaixonantes. E se se fala, com muita justiça, de imagens proféticas no título é porque o tema recorrente, e sempre renovado, de modo apaixonante, é o das relações entre as pessoas e a beleza, nas diferentes expressões artísticas, num diálogo intenso e sempre inacabado, com a natureza.
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