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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
Michael Walzer (1935) é um dos mais prestigiados filósofos contemporâneos, professor do Institute for Advanced Studies de Princeton, tendo escrito «On Toleration» (Yale University Press, 1997; tradução francesa «Traité Sur La Tolérance», Gallimard, 1998). Num mundo dominado pelas incertezas e por egoísmos de vária ordem, é fundamental considerar o tema da tolerância como determinante na construção e consolidação de uma sociedade livre.
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A VIDA DOS LIVROS
“Timor – O Nosso Dever Falar” (APEL, 1999) é um pequeno livro de solidariedade com o povo de Timor-Leste que contém uma pequena e preciosa antologia de Ruy Cinatti e em que ainda colaboraram Eugénio de Andrade, José Agostinho Baptista, Sophia de Mello Breyner, Nuno Júdice, Jorge Lauten, José Tolentino Mendonça, Fernando de Paços, José Cardoso Pires e António M. Couto Viana. Foi com emoção que regressei a esta leitura quando há duas semanas regressei a Timor…
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A VIDA DOS LIVROS
Luís Salgado de Matos (LSM) tem estudado, de modo aprofundado, o tema do Estado de Ordens, e agora, ao apresentar «A Separação do Estado e da Igreja – Concórdia e Conflito entre a Primeira República e o Catolicismo» (D. Quixote, 2011), analisa com grande cópia de informações inéditas ou pouco conhecidas, e segundo uma cuidada visão de conjunto, a “questão religiosa” no regime de 1910, tema crucial da história contemporânea, que serviu de importante lição para a República contemporânea nascida em 25 de Abril de 1974.
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“O Tesouro Escondido – Para uma Arte de Procura Interior” (Paulinas, 2011) de José Tolentino Mendonça é obra de um poeta consagrado sobre temas de espiritualidade contemporânea, escritos à luz da conhecida parábola de S. Mateus (13, 44-46), segundo a qual o Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem encontra-o e volta a escondê-lo. Cheio de júbilo, vende tudo e compra o campo… É bom falar de um Poeta no dia da Poesia, mesmo que aqui tenha escrito em prosa.
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José Maria Eça de Queirós (1845-1900) mantém-se presente nos tempos que correm. A palavra presente substitui actual, para que não haja simplificações abusivas. Não se trata, porém, de dizer que tudo se manteve inalterável (com Dâmaso Salcete ou Tomás de Alencar ao virar da esquina) e que a actualidade se mantém tal e qual. Houve mudanças significativas no país, mas há elementos duráveis na análise do autor de “Os Maias” (1888) ou de “O Conde de Abranhos” (1925). Eça desenha uma sociedade em transição, assente nos empregos públicos e nos favores do Estado. É o naturalismo em acção, aqui ou ali polvilhado por um humor fino que procura representar uma sociedade distante e periférica, relativamente aos grandes centros. E quando hoje assistimos à crise da dívida pública soberana, vêm à baila as conversas do banqueiro Cohen relativamente ao dinheiro e aos seus enredos…
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Fialho de Almeida morreu há cem anos, a 4 de Março de 1911, em Cuba. Tinha nascido em Vila de Frades a 7 de Maio de 1857 e a sua vida foi atribulada, sendo marcada por um afinado sentido crítico e por um talento literário muito especial, podendo dizer-se que foi um dos grandes renovadores da literatura e língua na segunda metade do século XIX. A propósito da efeméride referimos a publicação da obra «“Kodakização” e Despolarização do Real – Para uma poética do grotesco na obra de Fialho de Almeida» de Isabel Cristina Pinto Mateus (Caminho, 2008), cuja leitura imprescindível deve ser complementada por “O Essencial sobre Fialho de Almeida” de António Cândido Franco (INCM, 2002). A descoberta de Fialho de Almeida é uma tarefa que permite o encontro, algo inesperado, de alguém que está muito para além das simplificações, muito difundidas, sobre a sua vida, o seu talento e a sua criação literária.
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O célebre Padre jesuíta João Rodrigues ficou conhecido no Japão como “Tçuzu”, que significa intérprete ou tradutor, uma vez que se dedicou ao estudo aprofundado das relações linguísticas entre o português e a língua japonesa. Escreveu o célebre “Vocabulário da Língua de Japam”, publicado em Nagasáqui em 1603, documento que ainda hoje causa admiração pela profusão de elementos e pelo excepcional rigor como foi feito, contendo 32 mil entradas (veja-se a edição dirigida por Shigenobu Otsuka, da Companhia de Jesus, Nagasáqui, 1998). Tçuzu foi ainda autor de uma gramática, intitulada “Arte da Língua de Japam” publicada também em Nagasáqui em 1604 (de que existe uma edição de 1976, com comentários de Tadao Doi e Ken Mihaishi, editada em Tóquio, Benseisha). Guilherme d'Oliveira Martins
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No momento em que assinalamos o primeiro centenário do nascimento de Orlando Ribeiro (16.2.1911 – 17.11.97) referimos Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico (Sá da Costa, 4ª ed., 1986), um livro científico que é uma obra-prima da literatura portuguesa, do qual Ruben A. disse tratar-se do livro mais notável escrito em Portugal nos meados do século passado… Em lugar de considerações apressadas, trata-se de indagar, através dos diversos factores e manifestações relevantes, como é que "Portugal é mediterrânico por natureza e atlântico por posição" - na fórmula tornada clássica de Pequito Rebelo. Guilherme d'Oliveira Martins
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