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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
08 Ago 2011 - «O Republicanismo em Portugal – Da Formação ao 5 de Outubro de 1910» de Fernando Catroga (Casa das Letras, 2ª ed. 2010) retrata o percurso português da ideia republicana. Como afirma o autor: «Desde a significação clássica de res publica compatível com vários regimes políticos até à exclusiva denotação de um regime contrário à Monarquia, são múltiplas as acepções do termo. Por outro lado, basta uma rápida incursão pela literatura política dos séculos XIX e XX para verificar que, por exemplo, a ideia de República em Antero de Quental é diferente da de um Teófilo, a dos federalistas demarca-se da dos unitaristas, assim como a da “Renascença Portuguesa” difere do ideal republicano da “Seara Nova” ou do republicanismo do Partido Democrático». Assim, é interessante verificar como o oitocentismo prenuncia o que acontecerá no século XX e como hoje a ideia persiste.
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01 Ago 2011 - «O Livro do Desassossego» de Bernardo Soares / Fernando Pessoa (edição de Richard Zenith, Assírio e Alvim, 1998) é hoje uma das obras fundamentais da literatura portuguesa. Fruto de uma pesquisa aturada na arca do poeta (arca que pedimos seja devolvida ao domínio público) por uma equipa de investigadores excepcionais, o livro deve ser lido e ouvido atentamente. E o cineasta João Botelho bem o compreendeu, legando-nos uma peça que é digna do livro fundamental a que se refere.
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25 Jul 2011 - O escultor José Rodrigues tem uma obra vastíssima e inconfundível. Uma vez que aqui falamos de livros, escolhemos «O Cântico dos Cânticos de Salomão», versão a partir do grego de Albano Martins, com dez litografias originais do escultor, gravadas em pedra de Baviera. É uma obra única, editada pela Cooperativa Árvore por ocasião dos seus 25 anos (Porto, 1988), integrada na colecção «Moinho de Vento», dirigida com a qualidade inconfundível do nosso primeiro editor, José da Cruz Santos. A obra é raríssima e está há muito esgotada, sendo disputada nos alfarrabistas. Hoje merece uma referência muito especial, ao homenagearmos o escultor e o amigo, e ao invocarmos também a Cooperativa Árvore e o talento e a sensibilidade do editor extraordinário da Oiro do Dia ou da Modo de Ler..
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18 Jul 2011 - «Introduções Geográficas à História de Portugal – Estudo Crítico» (INCM, 1977) de Orlando Ribeiro é um pequeno livro, de uma utilidade extrema, onde o geógrafo se interroga sobre as diversas leituras de Portugal feitas pelos historiadores. E o que fica demonstrado? Antes do mais, que História e Geografia têm uma ligação íntima e fundamental, mas ainda que só poderemos entender a saga dos portugueses no mundo, a partir deste lugar de encontro e de diferença. E hoje, num momento de crise, é tempo de percebermos que quase nove séculos de história obrigam a perceber a cultura, o território e os lugares que constroem a nossa identidade e o nosso ser.
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11 Jul 2011 - «Peregrinação às Fontes» de Lanza del Vasto (Edições Sempre em Pé, 2010) é um clássico da espiritualidade e das viagens. A belíssima tradução agora publicada em Portugal da autoria de Helena Langrouva, tornou-se possível graças a um grupo de amigos portugueses, que subscreveram esta edição. Significativamente, o editor dedica a publicação à memória de Manuela Bio Lourenço, que animou, desde os anos setenta até à sua morte (1998), a difusão do conhecimento sobre o pensamento e obra de Lanza del Vasto. De facto, Manuela Lourenço, casada com M.S. Lourenço, «animou em Sintra, com representação noutros pontos do país, um Grupo de Amigos da Arca».
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04 Jul 2011 - O brasileiro Luiz Ruffato reuniu uma curiosíssima antologia de Fernando Pessoa intitulada «Quando fui Outro» (Alfaguara, 2010). Sobre essa reunião Inês Pedrosa escreveu: «Ruffato não se deixou intimidar por aparências e enredos: foi directamente à essência da voz e da dor de Pessoa». Tem toda a razão. Mas, se hoje recordamos esta curiosíssima antologia, temos de lembrar ainda «Pessoa Revisitado» de Eduardo Lourenço (Gradiva, 2000), uma obra muitas vezes incompreendida, mas sem dúvidas um guia fundamental para acompanhar o percurso inesgotável de Pessoa.
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27 Jun 2011 - «Indignai-vos» de Stéphane Hessel (Objectiva, 2011) é uma obra que se tornou um fenómeno europeu de repercussões inesperadas. Aos 93 anos de idade, um antigo diplomata francês, membro activo da Resistência, companheiro do General De Gaulle, com um papel muito relevante na redacção da Declaração Universal dos direitos humanos das Nações Unidas (1948), lançou um pequeno manifesto que vendeu em França um milhão e trezentos mil exemplares, em apenas 4 meses, e que agora é publicado em Portugal com prefácio de Mário Soares.
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20 Jun 2011 - «O Pensamento Português Contemporâneo – 1890 – 2010: O Labirinto da Razão e a Fome de Deus» de Miguel Real (INCM, 2011) resulta de um trabalho intenso e sério desenvolvido pelo autor nos últimos anos, de que tenho sido testemunha, e que muito me apraz registar e elogiar. Corresponde às matérias leccionadas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em três seminários sobre cultura portuguesa, mas ultrapassa em muito o magistério académico, correspondendo, sim, a um labor de leitura, estudo, investigação e crítica do fundamental que se produziu entre nós no último século.
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