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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
Um dos livros mais importantes sobre a Restauração de Portugal de 1640 é a “História de Portugal Restaurado” da autoria de D. Luís de Menezes, Conde de Ericeira (1632-1690). Teve numerosas edições e foi republicado com a grafia e pontuação atualizadas, por António Álvaro Dória (1902-1990), em 1945 e 1946, na Editora Civilização, em 4 volumes. É uma obra de grande interesse sobre um período difícil de estudar e interpretar. A sua leitura deve ser feita como uma meditação sobre as circunstâncias existentes, tornando-se necessário compreender como Portugal no final do século XVI e no século XVII respondeu aos desafios de um mundo em profunda mudança.
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A VIDA DOS LIVROS
«Tiago Veiga – Uma Biografia» de Mário Cláudio (D. Quixote, 2011) é um livro singularíssimo em que tudo se encontra: a tragédia, o drama, a ironia, a ilusão, a realidade, pessoas e fantasmas… Deparamo-nos com a sociedade portuguesa, nas suas forças e fraquezas, uma vez que Tiago Manuel dos Anjos, aliás, Tiago Veiga é uma personagem inclassificável e inesperada, que parece vocacionada para se encontrar com o mundo, mas que, no entanto, acumula desencontros. Estamos, no fundo, diante de um apelo crítico sobre Portugal… Daí ser um livro de leitura indispensável.
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A VIDA DOS LIVROS
«História Económica de Portugal (1143-2010)» de Leonor Freire Costa, Pedro Lains e Susana Münch Miranda (Esfera dos Livros, 2011) é uma excelente síntese, sobre a evolução portuguesa, a partir da demografia, das alterações nas formas de propriedade, na organização da produção, no comércio externo e nas finanças públicas, que nos permite ter uma interpretação séria e fundamentada sobre uma «economia nacional» com nove séculos de existência, com um desenvolvimento complexo e multifacetado.
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O livro «Viagens e Exposições – D. Pedro V na Europa do Século XIX» da autoria de Filipa Lowndes Vicente (Gótica, 2003) trata das duas viagens europeias dos futuros reis D. Pedro e D. Luís (1854 e 1855) e a esse propósito contem uma análise circunstanciada dos itinerários seguidos e dos comentários feitos pelo rei «Esperançoso» sobre o que vê, na perspetiva de contribuir ativamente para a modernização de Portugal, que considera essencial. Assinalando-se 150 anos da morte de D. Pedro V (1837-1861) a 11 de Novembro, o CNC homenageou o jovem rei no domingo, visitando o Palácio da Ajuda, onde não viveu, mas onde se encontram a sua melhor iconografia e objetos que invocam a sua memória.
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Na nossa já épica viagem a Malaca e às Molucas, ao chegar a Ternate, e depois em Tidore, tivemos a evidente sensação de encontrar Luís de Camões, no Canto X de «Os Lusíadas». Lá estavam os cumes ferventes, as reminiscências das flamas ondeadas, as árvores do cravo ardente, além da noz-moscada… Foi como se Camões aqui tivesse estado, ficando a prova do rigor posto pelo poeta nesta sua obra-prima tão mal cuidada por todos nós. E a completar essas rigorosas referências, a alusão a uma velha lenda destas ilhas. «Aqui há as áureas aves, que não decem / Nunca à terra e só mortas aparecem». Contaram-nos, de facto, em Ternate que havia o velho hábito de cortar as patas a certo tipo de aves para recordar essas míticas «aves de prata» que não desceriam à terra senão mortas…
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«365 Dias com histórias da História de Portugal» de Luís Almeida Martins (Esfera dos Livros, 2011) é um livro de grande utilidade para todas as idades, uma vez que, num registo muito acessível, mas com grande rigor em relação aos factos históricos, procede à apresentação de múltiplos episódios da História portuguesa, desmistificando alguns, esclarecendo outros e informando sobre todos, em termos que permitem preencher lacunas que tantas vezes encontramos, da parte de muitos dos que têm a responsabilidade de conhecer os factos e os elementos mais importantes da nossa historiografia. Longe da simplificação, encontramos uma genuína preocupação de informação e de conhecimento. A obra é assim um auxiliar precioso, que deve estar à mão de todos, para esclarecer muitas dúvidas e erros tantas vezes ditados por uma injustificada ignorância.
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«Crónica de uma Travessia – A Época de Ai-Dik-Funam» de Luís Cardoso (Dom Quixote, 1997) e «A Nona de Pinto Brás (Novela Timorense)» de Luís Filipe Thomaz (Fundação D. Manuel II, 2010) são duas obras que estiveram nas nossas mãos na recente peregrinação a Timor-Leste. Foram elementos da maior utilidade. Como veremos na crónica que se segue, a terceira sobre a nossa viagem, as duas escritas são marcantes e merecem leitura atenta.
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A VIDA DOS LIVROS
Em «O Essencial sobre Eduardo Lourenço» (INCM, 2003) de Miguel Real, o autor lembra que «do ponto de vista de Portugal, a mola real da lusofonia residirá sempre na suprema constatação de que não só “os outros não a sonharão como nós”, como ser espaço de língua não significa ser espaço de cultura una». Por outro lado, «está a acontecer hoje à Europa o que acontecera a Portugal há quatrocentos anos – a auto-imagem da Europa é superior relativamente ao que ela verdadeiramente é».
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