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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
23 Jan 2012 - «História do Pensamento Filosófico Português», dirigida por Pedro Calafate (Caminho, 1999) é uma obra coletiva na qual os autores procedem em cinco volumes (dois dos quais desdobrados) à análise dos diferentes períodos e autores da Filosofia em Portugal. Hoje procederemos a uma apreciação sucinta do primeiro volume correspondente à Idade Média.
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16 Jan 2012 - «História do Pensamento Político Ocidental», de Diogo Freitas do Amaral (DFA) (Almedina, 2011), preenche um vazio na literatura portuguesa, mas também se afirma no contexto internacional pela sua qualidade pedagógica e científica. Daí que a sua tradução seria muito útil, uma vez que a obra ombreia com as melhores que conheço sobre o tema. Estamos perante uma obra com elevado sentido pedagógico, servida por uma preocupação muito significativa com a construção de uma cultura de liberdade e de direitos humanos.
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09 Jan 2012 - «Deus e o Sentido da Existência» de Anselmo Borges (Gradiva, 2011) é constituído por um conjunto de textos, escritos pelo autor em várias circunstâncias, arrumados de um modo coerente e pedagógico, segundo os seguintes capítulos: crentes e ateus - o elogio da pergunta; animalidade e humanidade; sociedade, ética e religião; Deus da religião e o Deus da filosofia; Deus e o sentido último; e o jogo da esperança do mundo. O autor é padre da Sociedade Missionária da Boa Nova, docente de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e um erudito com formação sólida em Ciências Sociais, Filosofia e Teologia. O tratamento dos temas a que há muito nos habituou é extremamente atraente, uma vez que procede a uma rica ligação entre a linguagem, a etimologia e a busca de um diálogo efetivo entre saberes, autores e diferentes horizontes culturais e espirituais.
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02 Jan 2012 - A Fundação Calouste Gulbenkian iniciou com «Heterodoxias» a publicação das Obras Completas de Eduardo Lourenço (Lisboa, 2011), graças ao trabalho de João Tiago Pedroso Lima, com o apoio de João Nuno Alçada. É um dos grandes acontecimentos culturais do ano que terminou, e a que se juntou a justíssima atribuição ao ensaísta do Prémio Pessoa. A obra dada à estampa constitui um conjunto fundamental de ensaios, onde aos dois volumes já conhecidos se junta uma terceira parte, onde o pensador faz uma leitura indispensável para a compreensão desta obra no contexto da criação lourenciana. Com fidelidade ao ensaísta, a marca das obras completas é Migdar – «o velho mito germânico de Migdar, a serpente que morde em círculo a própria cauda, (…) símbolo de sugestões perpétuas. (…) O reconhecimento de Migdar como essência da realidade, chama-se Heterodoxia».
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26 Dez 2011 - CONTO DE NATAL DE 2011: «A livraria do convento estava silenciosa. O Natal aproximava-se. Frei António preparava, como habitualmente, um sermão. Naquela altura do ano não havia por ali amenidades de tempo, o Inverno era rigoroso, o frio e a humidade estavam em toda a parte. Para variar, na livraria sentia-se especialmente a intensidade do tempo invernoso. Felizmente, nos últimos dias, naquela cidade de Pádua, o sol espreitava entre as nuvens, o que dava uma maior luminosidade, que entrava pelas janelas. Contudo, o mês anterior tinha sido muito agreste – e, se é certo que a chuva agora dera tréguas, a verdade é que o frio viera sem pedir licença. Apesar de sempre muito ocupado, Frei António lembrava-se muitas vezes do tempo ameno da sua cidade de Lisboa, e de Coimbra, onde fizera toda a sua formação com os cónegos de Santa Cruz.
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19 Dez 2011 - Stéphane Hessel e Edgar Morin acabam de publicar «Le Chemin de l’Espérance» (Fayard, 2011), onde nos apresentam um alerta para os dias de hoje. A política, a economia, a sociedade e a cultura precisam de uma tomada de consciência cidadã no sentido da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade e da responsabilidade. Fala-se muito de indignação, e essa foi a palavra usada por Hessel, no entanto os dois autores, nonagenários mas de uma lucidez exemplar, propõem-nos uma nova esperança, assente na vontade emancipadora e da recusa da indiferença. O mesmo tem feito Eduardo Lourenço, agora justamente galardoado com o Prémio Pessoa!
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12 Dez 2011 - «Pai-Nosso que Estais na Terra» de José Tolentino Mendonça (Paulinas, 2011) é, segundo o subtítulo da obra, «o Pai-nosso aberto a crentes e a não-crentes» e José Mattoso afirma que essa abertura constitui uma característica singularíssima desta obra: «há milhares de comentários ao Pai-nosso, a única oração que Jesus nos ensinou. Não conheço nenhum ao nosso Pai que está na Terra». É por aí que o escritor faz do seu comentário um diálogo aberto a todos. Nesse sentido, este é um livro para este tempo, uma vez que procura sinais de esperança num momento de grande dúvida e incerteza.
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05 Dez 2011 - Um dos livros mais importantes sobre a Restauração de Portugal de 1640 é a “História de Portugal Restaurado” da autoria de D. Luís de Menezes, Conde de Ericeira (1632-1690). Teve numerosas edições e foi republicado com a grafia e pontuação atualizadas, por António Álvaro Dória (1902-1990), em 1945 e 1946, na Editora Civilização, em 4 volumes. É uma obra de grande interesse sobre um período difícil de estudar e interpretar. A sua leitura deve ser feita como uma meditação sobre as circunstâncias existentes, tornando-se necessário compreender como Portugal no final do século XVI e no século XVII respondeu aos desafios de um mundo em profunda mudança.
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