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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
«Daqui houve nome Portugal» é uma antologia emblemática da literatura relativa à cidade do Porto, da autoria de Eugénio de Andrade (2ª edição, Asa, 2000), da iniciativa de José da Cruz Santos, no ano de 1968. É sem dúvida «o mais belo retrato das pedras e das gentes do Porto». Merece estar sempre presente na nossa memória.
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Os Catálogos da Biblioteca Nacional de Portugal têm-se singularizado pela sua qualidade. Tal é o caso agora de «Alfredo Margarido – Um Pensador Livre e Crítico», exposição comissariada por Isabel Castro Henriques, com coordenação de Fátima Lopes e Manuela Rêgo. Trata-se de um documento importante que apresenta ao público em geral e aos estudiosos sobre a lusofonia e as literaturas africanas de expressão portuguesa em especial o contributo crítico de um intelectual empenhado e de qualidade, como foi Alfredo Margarido.
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«Corpo e Transcendência» de Anselmo Borges recentemente reeditado pela Almedina (coleção «O Tempo e a Norma», 2011; a 1ª edição é da Fundação Engº António de Almeida, 2003) é uma obra desafiante que põe em diálogo a existência humana em carne e osso e a importância do espírito. Encontramos, aliás, um tema que tanto ocupou Miguel de Unamuno, no «Sentimento Trágico da Vida», e o nosso António Alçada Baptista, em especial em «Peregrinação Interior» - sobre a compreensão da importância da corporalidade na vida pessoal, em contraste com a lógica do pecado essencialmente ligado à carne. De facto, o mistério da Encarnação cristã obriga a olhar com especial atenção a ligação incindível entre corpo e espírito.
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Assinalaram-se, no dia 18 de Abril, 170 anos do nascimento de Antero de Quental (1842). Daí que, para homenagear o poeta açoriano chamemos à atualidade o intenso e muito fecundo diálogo que Eduardo Lourenço tem, ao longo do tempo, estabelecido com o poeta micaelense. Por isso mesmo, o ensaísta faz questão de assumir a necessidade de uma compreensão da importância dos mitos para a solução dos nossos grandes enigmas.
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«Escritos Políticos» de Francisco Sousa Tavares (2 Volumes, Figueirinhas, 1996) e «40 Anos de Servidão» de Jorge de Sena (Moraes, 1982) são duas obras que merecem ser recordadas, trinta e oito anos depois de 25 de Abril de 1974, tão ligadas se encontram as duas figuras que tão intensamente lutaram pela implantação da liberdade e da democracia com grande coerência e determinação.
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Prepara-se em boa hora a publicação da obra completa do Padre António Vieira. Saudando a iniciativa, recordamos a edição que tantos de nós lemos e consultámos: os três volumes de «Sermões», no âmbito das «Obras Escolhidas», na coleção «Clássicos Sá da Costa», com prefácios e notas de António Sérgio e Hernâni Cidade. A primeira edição destes tomos foi de 1954 e a última, ainda está disponível, foi lançada em 2008, no ano do centenário do nascimento do «Imperador da Língua». Podemos através desta edição contactar com o orador sagrado de exceção, lendo os seus sermões mais conhecidos e celebrizados, com notas pedagógicas, que permitem uma boa compreensão das circunstâncias e do contexto em que foram ditos.
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A «Crónica do Descobrimento e Conquista da Guiné» da autoria de Gomes Eanes de Zurara é uma obra que, apesar de muito discutida, constitui um elemento fundamental para a compreensão da decisão política da coroa portuguesa para avançar dos descobrimentos da costa de África para além do Cabo Bojador. Seguimos a edição do Visconde de Santarém de 1841, feita a partir do original que se encontra na Biblioteca Nacional de França, pela Casa Aillaud, com impressão de Fain e Thunot.
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A primeira «Gramática de Linguagem Portuguesa» é da autoria de Fernão de Oliveira (1507-1581) e data de 1536. Estamos perante uma tentativa original e pioneira de propor uma norma para a língua portuguesa, não seguindo o modelo das gramáticas do seu tempo. Procura definir a linguagem como uma "figura de entendimento", aludindo ao modo de falar dos portugueses. A gramática é constituída por 50 capítulos e trata de formas gramaticais, da fonética, da lexicologia, etimologia e sintaxe. Quatro anos depois, João de Barros (1496-1570), o grande cronista, publicaria a sua «Gramática da Língua Portuguesa» (1540), juntamente com o «Diálogo em louvor da nossa linguagem». As duas obras revelam uma surpreendente complementaridade, destacando-se a minúcia e o rigor de Fernão de Oliveira relativamente ao uso da linguagem e a segurança de João de Barros no tocante à análise teórica da língua, da sua formação e desenvolvimento.
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