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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
«Utopie et Désenchantement» («Utopia e Disincanto») de Claudio Magris (L’Arpenteur, 2001) é uma extraordinária viagem literária e ética pelas obras de Goethe, Hermann Hesse, Hermann Broch, Thomas Mann, chegando a Vitor Hugo, Tagore, Nietzsche, Dostoievski, Jünger, Hannah Arendt, Pasolini e Montale. Trata-se de interpretar o tempo presente, compreendendo que «utopia e desencantamento, mais do que se oporem, devem apoiar-se e corrigir-se mutuamente. O fim das utopias totalitárias só é libertador se for acompanhado da consciência de que o bem, prometido e não realizado por essas utopias, não deve ser ridicularizado, mas procurado com mais paciência e modéstia, sabendo-se que não há qualquer receita definitiva».
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A VIDA DOS LIVROS
«As Viagens na Minha Terra» de Almeida Garrett (1846) e «A Morgadinha dos Canaviais» de Júlio Dinis (1868) são duas obras-primas da literatura portuguesa que retratam muito bem a evolução da sociedade na primeira metade do século XIX. À distância de vinte anos distingue-se a guerra civil e a acalmação, um povo dividido de armas na mão, que Carlos lastima intensamente, e um conjunto de influentes políticos, empenhados em suscitar melhoramentos, como o Conselheiro Manuel Bernardo, Henrique Souselas e Joãozinho das Perdizes.
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A VIDA DOS LIVROS
Quando estamos fora, temos tendência para nos ocuparmos mais de todos os pequenos sinais sobre Portugal que aí encontramos. Foi o que me aconteceu agora em Londres, ao encontrar por acaso «The Taste of Portugal – A Voyage of gastronomic discovery combined with recipes, history and folclore»», de Edite Vieira (Grub Street, London, 1995, 2000). A obra é cuidada, foi muito bem recebida e permite-nos perceber como é que a nossa cultura pode ser abordada para interessar quem nos deseja conhecer.
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A VIDA DOS LIVROS
Ao criar o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva do jornalismo cultural, no âmbito do património, a Europa Nostra reconhece a importância fundamental da comunicação social na defesa, na crítica e na salvaguarda da memória histórica e da criação cultural.
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«A Vocação Histórica de Portugal» de Miguel Real (Esfera do Caos, 2012) pretende demonstrar que, mais do que um destino histórico, há uma vocação histórica para Portugal - «a de cruzar a nova experiência europeia com a antiga provação imperial, gerando um novo e exemplar espaço político internacional de igualdade e prosperidade – a Lusofonia».
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Terminado o Congresso Europeu do Património organizado pela «Europa Nostra» e pelo Centro Nacional de Cultura em Lisboa (29 de Maio a 2 de Junho), publicamos hoje uma reflexão sobre o mesmo e sobre a sua importância na defesa e salvaguarda do património cultural.
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Na semana em que se realiza em Lisboa o Congresso Europeu do Património, organizado pela Europa Nostra e pelo CNC, recordamos três obras clássicas dedicadas ao Património, à memória e à respetiva preservação. Falamos de «A Ilustre Casa de Ramires» de Eça de Queiroz (Chardron, 1900), de «Brideshead Revisited – Sacred & Prophan memories of Captain Charles Ryder» («Regresso a Brideshead») de Evelyn Waugh (Chapman and Hall, 1945) e de «Au Plaisir de Dieu» de Jean d’Ormesson (Gallimard, 1974).
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«O Delfim» de José Cardoso Pires (Moraes Editores, 1968) é uma das obras que celebrizou o seu autor, por muitos considerado como influenciado pelo neorrealismo, mas, de facto, insuscetível de ser catalogado numa qualquer escola ou num grupo. Profundamente atento ao seu tempo, conheceu muito bem a literatura norte-americana e o surrealismo, entendendo como poucos, a importância da narrativa cinematográfica. Daí haver uma natural empatia entre autor e realizador, na obra homónima de Fernando Lopes (com a mediação de Vasco Pulido Valente). Dir-se-ia, assim, que «O Delfim» é o resultado de um diálogo biunívoco e natural entre a literatura e o cinema que leva a uma simbiose reveladora da qualidade de ambos os autores – na leitura de uma história impossível de resistência à mudança.
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