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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

A Vida dos Livros

Semanalmente, poderá encontrar a escolha de um livro por Guilherme d’Oliveira Martins. 
A VIDA DOS LIVROS
Pode dizer-se quando lemos «Étrange Étranger – Une biographie de Fernando Pessoa» (1996) da autoria de Robert Bréchon que não estamos perante mais uma biografia do poeta de «Mensagem», mas diante de uma visão aberta e abrangente dada por quem aprendeu a amar a língua e a cultura portuguesas de fora, sabendo projetá-las na Europa e no mundo através da sua originalidade e não de supostas particularidades mais ou menos providencialistas que, para outros, muito pouco poderia significar.
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A VIDA DOS LIVROS
«A Sibila» de Agustina Bessa-Luís (Guimarães Editores, 1954) constituiu no momento em que foi dado à estampa um caso singular na literatura portuguesa. Eduardo Lourenço disse que, no mundo romanesco, o seu simples aparecimento deslocou o centro de atenção literária. Hoje, relendo-o, percebemos bem esse deslumbramento. «Eis Quina, exemplo de energias humanas que entre si se devoraram e se deram vida». «Eis Germa, que embalando-se na velha rocking-chair, pensa e pressente, sabendo-se atual relicário desse terrível, extenuante legado de aspiração humana»…
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«Tentar Perceber» de Vasco Pulido Valente (INCM, 1983) reúne diversos ensaios onde o autor se ocupa da interrogação fundamental sobre a identidade portuguesa, procurando superar muitos dos lugares comuns e simplificações que amiúde se ouvem e se repetem. Sobretudo no tocante à nossa identidade há um desenvolvimento crítico das conceções provindas de Herculano, Oliveira Martins, António Sérgio e Orlando Ribeiro, considerando que o Estado precedeu a nação, não podendo compreender-se a evolução até aos nossos dias de Portugal e a continuidade nacional sem a compreensão dessas circunstâncias.
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A VIDA DOS LIVROS
A edição pela D. Quixote das Obras Completas de Urbano Tavares Rodrigues constitui um acontecimento importante, que permite ao leitor português ter contacto com a obra de um autor multifacetado, representativo de uma corrente de pensamento e de escrita que se insere na convergência complexa do melhor naturalismo português, mas que compreende ainda o neorrealismo, um certo existencialismo, além da influência de Fernando Pessoa, sobretudo no caso de Álvaro de Campos. Não podemos esquecer, contudo, uma relação muito especial que existe entre o autor de «Bastardos do Sol» (1959) e o extraordinário escritor de «Gente Singular», Manuel Teixeira Gomes, que Urbano Tavares Rodrigues tem persistentemente procurado resgatar de um injusto esquecimento.
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Maria Beatriz Nizza da Silva escreveu «A Cultura Luso-Brasileira – Da Reforma da Universidade à independência do Brasil» (Estampa, 1999), que constitui uma análise muito interessante sobre a construção do Brasil moderno. A sua leitura é uma excelente introdução para um melhor conhecimento da cultura dos dois lados do Atlântico.
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«A Anunciação a Maria» de Paul Claudel (1868-1955), traduzida para português por Sophia de Mello Breyner Andresen (Aster, 1960), é na produção do dramaturgo francês um obra dramática considerada muito significativa, não apenas por ser emblemática no pensamento do autor, mas por encerrar uma forte tensão teatral, na qual o mistério do sagrado entra em diálogo direto com as angústias e as incertezas do mundo da vida. Dir-se-ia que estamos no âmago do teatro medieval, em que o sagrado e o profano se entrecruzam num paradoxo permanente.
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A memória de um grande poeta como Alberto Lacerda (1928-2007), autor de «Elegias de Londres» (1987) e de «Horizonte» (2001), foi lembrada durante quinze dias em Lisboa, não como celebração retrospetiva, mas como um encontro de escritores contemporâneos dos dois lados do Atlântico, em nome da criatividade e do «desassossego» de Bernardo Soares e Fernando Pessoa. «Disquiet» foi a bandeira, e foi uma oportunidade única de tornar a cultura diálogo vivo.
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Ruben A. é um dos autores portugueses da segunda metade do século XX que melhor apresenta um assinalável sentido de modernidade, quer pela diversidade de temas e procedimentos de escrita, quer por uma subtil mas segura ligação entre o sentido crítico e um muito intenso culto da ironia. Recusando a integração numa escola, sente-se nele a melhor influência do humor anglo-saxónico e de uma busca séria e profunda de um sentido de pensamento. O escritor não se leva muito a sério, antes quer levar mesmo a sério a busca fragmentária de si mesmo. Dir-se-á, assim, que o espírito se sente nestas paragens no seu significado mais rico e amplo, como o olhar da vida com a melhor ironia e como a busca mais séria da dignidade.
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