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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Reflexões

Textos do Presidente do Grande Conselho do CNC, Guilherme d'Oliveira Martins, de Novembro 2002 a Outubro 2005
De 22 a 28 de Dezembro de 2003
Natal é motivo para lembrar o que pode unir as pessoas. Mas olhamos em volta e não vemos que o espírito de Natal esteja vivo. É o Natal do consumo que enche as nossas cidades - das mil guloseimas ao último grito em brinquedos electrónicos. É o Natal do esquecimento de que há pessoas à nossa espera. É o Natal com guerras e conflitos. É o Natal da indiferença, da publicidade, do desperdício, dos egoísmos, das pessoas e dos países, que invade jornais e televisões...
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De 15 a 21 de Dezembro de 2003
Quarenta anos da revista "O Tempo e o Modo". Esta semana, na Fundação Calouste Gulbenkian, invocamos esse momento extraordinário da nossa vida cultural do século XX que foi a publicação da primeira série da revista. Vasco Pulido Valente sintetiza, de modo exemplar: "`O Tempo e o Modo´ não foi uma má revista. Longe disso". A verdade é que "o regime e o PC, ou os seus companheiros de caminho, dominavam e fiscalizavam a opinião pública e a produção académica, ensaística e cultural que se publicava...
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De 8 a 14 de Dezembro de 2003
Acaba de sair nas bancas a Fotobiografia de Helena Vaz da Silva, da autoria de Alberto Vaz da Silva e de Fernando Dacosta (Editorial Notícias). Dentro de uma semana a obra será lançada da Fundação Calouste Gulbenkian, no dia em que assinalaremos também os quarenta anos da revista "O Tempo e o Modo". Não se trata de uma invocação do passado, mas de uma reflexão sobre o futuro. A alegria de Helena, estampada na capa do novo livro é sinal de esperança e de vida nova...
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De 1 a 7 de Dezembro de 2003
João Guimarães Rosa disse um dia que "mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". A afirmação aplica-se bem ao ensaísta brasileiro António Candido, Prémio Camões, com quem tive o gosto de estar há dias em S. Paulo. António Candido, nasceu no Rio em 1918, viveu a primeira infância em Minas Gerais e formou-se num tempo em que a literatura portuguesa constituía a parte fundamental das boas bibliotecas brasileiras. Tem, por isso, viva a memória da sua paixão juvenil por Antero de Quental, do deslumbramento causado por Oliveira Martins - desde o "Portugal Contemporâneo" às... "Tábuas de Cronologia" - e da admiração pela obra fantástica de Eça de Queirós...
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De 24 de Novembro a 4 de Dezembro de 2003
Falta Europa. O motivo fundamental de perplexidade perante o debate europeu tem a ver com a confusão que se está a gerar entre quem tem consciência de que a dimensão europeia deve ser aprofundada e quem pretende alimentar um discurso equívoco, em nome duma lógica nacionalista e proteccionista. Teme-se um Directório europeu? Só um sistema de separação de poderes e de freios e contrapesos, a funcionar com maiorias qualificadas, para as áreas de competência delimitada da União, sem invasão da esfera nacional, constituirá garantia contra a lógica imperial.
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De 17 a 23 de Novembro de 2003
A revista "O Tempo e o Modo" constituiu, no início dos anos sessenta, o prenúncio claro de que se preparava uma mudança radical na vida portuguesa. Não podemos compreender o que se passou até 1974, e depois, sem perceber o que a geração dos jovens que lançaram e sustentaram a revista foi capaz de pensar e de agir. Basta lermos sumário na capa do primeiro número e folhearmos a revista, para percebermos que há sinais proféticos desconcertantes (perante uma certa "desordem estabelecida") e o anúncio para o País de um caminho cosmopolita, aberto, europeu, assente na democracia...
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De 10 a 16 de Novembro de 2003
"Tão nobre espírito/ em tão estreita regra/ Tão vasta liberdade em tão estreita/ Regra". Assim evoca a "Memória", como marca essencial do tempo. Compreenderemos? Como combater o esquecimento e a indiferença? Como lutar contra a mediocridade sobranceira? Continuamos a recordar Sophia, memória permanente aqui no Centro...
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De 3 a 9 de Novembro de 2003
Sophia está de parabéns nestes dias de Novembro. A poesia vive, está na rua, como sereno caminho, como rigorosa medida, como intransigente programa. Há dias, o seu filho Miguel recordava-nos que o Centro foi para si durante muito tempo um lugar de referência por causa dos pais, almas, esteios, animadores incansáveis desta "instituição". Sophia deixou aqui a sua belíssima impressão digital. Ainda hoje a recordamos como presença e fonte de inspiração...
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