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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

JANTAR-DEBATE :: "PORTUGAL: QUE PAÍS VAI A VOTOS?"

O embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, é o orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 24 de janeiro, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Aos 26 anos iniciou a sua carreira diplomática, tendo começado por trabalhar no Departamento de Organismos Económicos Internacionais. Dois anos depois, foi destacado para Moçambique, ainda antes da independência desta antiga colónia portuguesa, para organizar a instalação da Embaixada e dos Consulados Gerais de Portugal.

Acabou por permanecer em Moçambique depois da independência do país mas, entre 1976 e 1979, esteve destacado na Embaixada Portuguesa no Cairo, no Egipto. Findo este período de três anos, passou a ser o representante de Portugal junto das Nações Unidas em Genebra, na Suíça, função que desempenhou durante cinco anos.

Em 1984, Martins da Cruz regressou a Portugal para ser diretor do Departamento de Integração Europeia do Ministério dos Negócios Estrangeiros. No ano seguinte, tornou-se assessor diplomático do então primeiro-ministro Cavaco Silva.

Ocupou o cargo até 1995, tendo tido oportunidade de conhecer personalidades da política internacional como Ronald Reagan, Mikhail Gorbachev, Margaret Thatcher ou Deng Xiaoping.

Martins da Cruz foi também embaixador de Portugal junto da NATO, em Bruxelas. Em maio desse ano, tomou posse como embaixador em Espanha, cargo que viria a acumular com o de embaixador não residente em Andorra.

Manteve-se em funções até 2002, quando foi convidado a integrar o XV Governo Constitucional, liderado pelo social-democrata Durão Barroso. De abril desse ano a outubro do ano seguinte, esteve à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas.

Desligou-se recentemente do PSD, em rutura aberta. Numa carta dirigida à direção do partido foi frontal como é seu timbre, escrevendo estar "farto de aturar pacóvios", por não se rever na "prática política, na orientação nem no discurso exclusivo" da direção de Rui Rio.

É com este desassombro que Martins da Cruz aceitou participar no atual  ciclo de jantares-debate   “Portugal: que País vai a votos?”. Uma oportunidade a não perder.

Data e hora: 24 de janeiro, às 20h30
Local: Grémio Literário 
Informações e inscrições: clube.portugues.imprensa@cnc.pt

Edição: 10 de janeiro de 2019