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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Conferência Património Cultural - Desafios XXI

Este encontro constitui um ponto alto das atividades realizadas no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural em Portugal. O Centro Nacional de Cultura estará representado no painel de oradores. 

O tema da Conferência dá voz a um conjunto de desafios que o Património Cultural enfrenta nas sociedades contemporâneas, na relação com a memória e o conhecimento, a mudança social, a sustentabilidade, a gestão e a projeção do futuro. No quadro da atual complexidade do contexto económico e social, da globalização e de novos paradigmas emergentes, a Conferência pretende abordar as questões mais relevantes e pertinentes que se colocam ao Património Cultural e apontar possíveis pistas de desenvolvimento, cruzando os domínios da Cultura, da Sociedade, da Educação, da Economia e do Território. 

A Conferência tem presentes os mais recentes documentos emanados do Conselho da Europa, da Comissão Europeia e da UNESCO, apresentando reflexões atualizadas, a par da difusão de boas práticas nacionais e internacionais. 

São objetivos principais da Conferência:
• Incentivar o debate em torno da importância, diversidade, preservação, valorização e reutilização do Património Cultural numa perspetiva integrada e transectorial;
• Promover uma abordagem centrada nos cidadãos, divulgando modelos inovadores de gestão do Património Cultural e salientando o seu papel inclusivo;
• Realçar os contributos do Património Cultural para a sociedade, a economia, a criação cultural e a educação.

Conferencistas
Para apoiar a reflexão e o debate, a Conferência apresenta um leque de oradores, envolvendo representantes de instituições europeias, dirigentes de organismos públicos de gestão do património cultural de vários países europeus, académicos, investigadores e profissionais do sector cultural. Trata-se de uma ocasião única de contar com um alargado painel de decisores, docentes universitários, técnicos e membros de organizações da sociedade civil com múltiplas abordagens das temáticas patrimoniais. 
Para conhecer melhor os conferencistas, aceda às notas biográficas AQUI.

Público-alvo
• responsáveis e decisores da administração pública central, regional e local;
• especialistas e técnicos em diferentes domínios do Património Cultural e áreas relacionadas;
• responsáveis e gestores de museus, monumentos e equipamentos culturais;
• investigadores, professores e estudantes universitários;
• representantes de ONGs, grupos da sociedade civil e cidadãos com interesse no debate sobre o Património Cultural.

Data e local
25 e 26 de outubro de 2018 - Fundação Calouste Gulbenkian, Auditório 2
Av. de Berna, 45 A, 1067 – 001 Lisboa
Transportes públicos
Metro:
 S. Sebastião (linhas azul e vermelha)
Autocarros: 713, 716, 726, 742, 746, 756
Parques de estacionamento
Parque Berna (subterrâneo)

Estrutura
A conferência está estruturada em três painéis: I – Património, Conhecimento e Inovação; II – Património e Sustentabilidade; III - Modelos de Gestão do Património Cultural. 

I – Património, Conhecimento e Inovação
Na senda da Convenção de Faro, existe hoje um largo entendimento do Património Cultural como um recurso partilhado de testemunhos, de valores e de saberes que constituem fontes e motores de promoção da identidade, da coesão e da criatividade. Se, por um lado, o conhecimento, a preservação e a difusão do Património dependem de conhecimentos científicos e técnicos, que incorporam as novas tecnologias, por outro lado, os resultados obtidos vão encorpar a ação patrimonial num ciclo dinâmico e frutuoso. 
Neste painel exploram-se as dimensões do estudo, da educação, da ciência e da tecnologia digital como meios para reforçar o acesso e a fruição do Património, contribuir para a educação e a formação ao longo da vida e encorajar a investigação transdisciplinar, a inovação e o trabalho em rede.

II – Património e Sustentabilidade
O mundo atual carateriza-se pela rapidez de constantes transformações a uma escala global. A circulação incessante de pessoas ao nível planetário, as alterações climáticas, o imparável crescimento das cidades e das zonas urbanas, em contraste com o envelhecimento das populações e o abandono das áreas rurais, são alguns dos aspetos que abalaram conceitos e modelos com impacto no Património Cultural. 
Neste contexto, o paradigma da sustentabilidade enforma o discurso económico, social e cultural da atualidade, visando um desenvolvimento mais equilibrado que não comprometa o futuro das próximas gerações. Perspetivar o Património no quadro de um futuro sustentável exige o cruzamento de domínios do conhecimento, planeamento e ação participada. 
Propõe-se a análise de modos de ativação do Património, na sua relação com a cidade, o território, a economia e o turismo, e de formas de pensar políticas projetadas para o futuro e centradas nos interesses das comunidades. A reflexão sobre estas matérias poderá permitir o estabelecimento de novas conexões e equacionar estratégias de sustentabilidade, ancoradas na valorização patrimonial.

III - Modelos de Gestão do Património Cultural
Um mundo em profunda mudança coloca novos desafios ao Património Cultural quanto à sua salvaguarda, gestão e transmissão. As políticas públicas, se bem que adaptadas aos contextos sociais e culturais nacionais, regionais e locais, enfatizam crescentemente a diversificação das formas de gestão dos museus e monumentos, a cooperação interinstitucional e a participação cidadã.
No plano europeu tem-se assistido nos últimos anos a uma vaga de reformas administrativas com incidência na gestão das áreas patrimoniais e museológicas por parte de diferentes governos, em especial na sequência da crise financeira e económica mundial de 2008. As alterações ocorridas tiveram impactos diversos, tanto no emagrecimento das estruturas do Estado, como no sentido da maior eficácia e autonomia de gestão das instituições patrimoniais.
Neste painel apresentam-se experiências significativas de âmbito territorial, nacional e regional, na governação do património cultural e dos museus que possibilitam a deteção de tendências, a reflexão sobre os resultados alcançados e a comparação de modelos administrativos e gestionários.

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Edição: 20 de junho de 2018