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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Isabel Mota abre em outubro novo ciclo de jantares-debate

O novo ciclo de jantares-debate, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, vai subordinar-se ao tema genérico “O estado do Estado; Estado, Sociedade, Opções” e arranca no próximo dia 23 de outubro, tendo Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, como oradora convidada.

Isabel Maria de Lucena Vasconcelos Cruz de Almeida Mota, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, teve uma educação tradicional, uma adolescência pacata e passou dois anos em Moçambique, onde o pai foi colocado em missão.

Licenciou-se em Economia e Finanças, foi assistente no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, em Bruxelas, tendo representado Portugal em várias organizações multilaterais.

Chamada para o Governo, integrou os XI e XII Governos Constitucionais, chefiados por Aníbal Cavaco Silva, como Secretária de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, com responsabilidade nas negociações com a União Europeia dos fundos estruturais e de coesão para Portugal, entre 1987 e 1995.

Em 1996 foi dirigir o Serviço de Orçamento, Planeamento e Controlo da Fundação Calouste Gulbenkian, passando a administradora desta instituição, em 1999.

Foi um percurso de duas décadas que lhe permitiu conhecer a grande casa por dentro, em diferentes áreas, onde demonstrou a sua fibra, a competência técnica e a sensibilidade.

Nestes 20 anos, mandou nos serviços centrais, no restauro da fundação, no planeamento do novo auditório e ganhou outros pelouros como a Saúde, o Desenvolvimento Humano, as relações externas e ainda lançou a orquestra Geração.

Enquanto presidente da Fundação, Isabel Mota definiu três compromissos: "O primeiro, com o futuro", com a fundação a acompanhar os novos tempos, em Portugal e nas comunidades que serve; "o segundo, com os mais vulneráveis", principais beneficiários da atividade da fundação; por fim, "mas não menos importante, com a importância da arte e da cultura que nos dão a sabedoria e constituem os alicerces da tão necessária tolerância nos tempos conturbados em que vivemos".

O seu currículo é tão invejável como a sua comunicabilidade e extrema simpatia. Isabel Mota conhece meio mundo. Privou com Desmond Tutu (Nobel da Paz em 1984), Hillary Clinton (candidata à Casa Branca), Bill Gates (fundador da Microsoft). E lidou de perto com personalidades como Jacques Delors, Helmut Kohl, Jacques Chirac, John Major ou José María Aznar. Por cá rendem-lhe homenagem e admiram-lhe as qualidades de persistência e de sabedoria a resolver os dossiês mais delicados.

É uma mulher de família, coleciona amigos e é católica praticante. Soube construir uma carreira invulgar, sem nunca perder de vista uma filosofia de vida própria. Ainda hoje, com os quatro filhos e 11 netos, reúne a prole à mesa do almoço de domingo.

Isabel Mota entrou para a História ao assumir a presidência da Fundação. Diz-se feliz e acredita que "as pessoas felizes não têm história". A 3 de maio, tornou-se a primeira mulher a dirigir a maior fundação do País, “uma espécie de coroação da sua intensa atividade e dedicação à fundação", como a definiu Leonor Beleza, também satisfeita com a oportunidade de colaboração entre as duas fundações – a Gulbenkian e a Champalimaud, a que preside.

É esta personalidade brilhante e multifacetada, que deixou um traço inesquecível da sua personalidade por onde passou, desde Bruxelas, ao Governo ou à Academia, que estará connosco, iniciando um prometedor ciclo de jantares-debate.

Data e hora: 23 de outubro de 2017, às 20h30
Local: Grémio Literário
Preço: 30€
Informações e inscrições: clube.portugues.imprensa@cnc.pt