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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Passeios de Domingo

Visitas de (re)descoberta do país.

Aos fins-de-semana, mediante inscrição.

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4º TRIMESTRE 2018
Especial Ano Europeu do Património

 

[1] Viagem à Minha Terra: Faro e Loulé
sexta, sábado e domingo, 5 a 7 de outubro
 
Dando continuidade a este ciclo temático, partimos agora à descoberta do “Algarve desconhecido” com algumas figuras de referência, cuja história de vida familiar e pessoal se encontra profundamente ligada a este território cultural, histórico e paisagístico. Faro, Loulé, Almancil, Alte, Querença são alguns destinos essenciais, que guardam vivo um património histórico e artístico notável. Descobriremos a verdadeira dimensão desta herança cultural e as estratégias para a sua valorização, visitando monumentos e museus, percorrendo centros urbanos e tradicionais, evocando figuras e factos da história e da vida local e nacional, observando ambiências e vivências.
Faz ainda parte desta visita uma conferência/debate sobre Itinerários e Roteiros Culturais integrada no programa do Ano Europeu do Património Cultural, com a participação do Coordenador Nacional (Guilherme d'Oliveira Martins) e de especialistas ligados a esta temática (Dália Paulo, Francisco Lameiras, Fernando Pessoa, entre outros). 

Guia: Guilherme d’Oliveira Martins
Horário: 8h30
Duração: 3 dias
Limite: 35 pessoas
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; alojamento; 5 refeições

[2] Lisboa de Alexandre O’Neill
Terça, 9 de outubro
 
O poeta surrealista Alexandre O’Neill, que amava Lisboa como ninguém, dedicou à capital alguns dos mais belos poemas do século XX, como a composição “Gaivota” magistralmente celebrizada por Amália. Também como publicitário, criou alguns dos slogans mais famosos, como “Há mar e mar, há ir e voltar”. Verdadeiro pinga-amor, O’Neill viveu sempre enamorado no cenário inspirador da cidade onde nasceu e morreu. É em torno da sua criação lírica, das suas paixões amorosas e dos seus amigos que vamos percorrer os lugares ligados ao vate.

Guia: Paula Oleiro
Horário: 10h30
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: Rua da Escola Politécnica (Museu de História Natural)

[3] Rota das Águas: Monte Real e Convento do Louriçal
sábado, 13 de outubro
 
Por tradição, a frequência das estâncias termais envolve saúde e lazer, propiciando a cura através das águas, a par do conhecimento e fruição do património cultural. Com esta visita damos continuidade a este ciclo temático na sua dimensão histórica e contemporânea.
O Parque Termal de Monte Real, a poucos quilómetros de Leiria, tem uma forte herança romana. Mas o moderno equipamento desenvolveu-se no século XX, com a abertura de eixos viários e a construção do balneário e do imponente hotel-casino. Um plano urbanístico elaborado pelo arquiteto Ernesto Korrodi incluiu a remodelação do Grande Hotel e a ampliação do primitivo balneário. As Termas de Monte Real foram lugar de eleição da sociedade portuguesa, com destaque para o escritor Miguel Torga e o historiador Joaquim Veríssimo Serrão.
Do programa de visitas culturais dos aquistas, faziam parte monumentos como o Convento das Clarissas do Desagravo do Louriçal (Pombal), um edifício barroco classificado hoje como Monumento Nacional e um dos raros espaços conventuais ainda em funcionamento. A traça original do convento pertenceu ao arquiteto João Antunes.  Em 1739 foi sagrada a igreja, atribuída a Frei Manuel Pereira. O seu interior, de nave única, encontra-se totalmente revestido de painéis de azulejos historiados da "grande produção joanina” que narram a Paixão de Cristo e a vida de S. Francisco de Assis.

Guias: Maria Calado e Helena Gonçalves Pinto
Horário: 9h00
Duração: dia inteiro
Limite: 35 pessoas
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço

[4] Património e Memória: Hospital de São José
domingo, 14 de outubro
 
Exemplo referencial dos antigos conventos transformados em hospitais, é um complexo patrimonial e artístico com testemunhos de diversas épocas. A sua origem está ligada à Companhia de Jesus que veio para Portugal pouco tempo depois da sua fundação, chamada por D. João III, que lhe destinou primeiro o Convento de Santo Antão, à Mouraria, onde é fundado, em 1552, o primeiro colégio da Companhia em todo o mundo. O Colégio de Santo Antão-o-Novo seria completado com uma grandiosa igreja, iniciada em 1613 e terminada em 1652 e uma magnífica sacristia da autoria do Arq. João Antunes, construída entre 1696 e 1700, obras generosamente apoiadas pela Condessa de Linhares, D. Filipa de Sá. Com a saída dos Jesuítas no século XVIII, o então célebre Colégio de Santo Antão-o-Novo passa a abrigar os doentes provenientes do Hospital de Todos-os-Santos destruído pelo terramoto de 1755. Assim surge o Hospital Real de S. José.
Visitar este espaço monumental, conventual e hospitalar, permite-nos conhecer um percurso histórico multisecular e descobrir facetas únicas da cultura e da sociedade portuguesa

Guia: Célia Pilão
Horário:10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: átrio do edifício da Biblioteca do Hospital de São José (virado para o Martim Moniz)

[5] Património e Memória: Paço da Bemposta
Quarta, 31 de outubro 
O Paço da Bemposta foi mandado edificar no início do século XVIII por D. Catarina de Bragança, Rainha de Inglaterra, mulher de Carlos II e filha do monarca português D. João IV. Na verdade, a rainha-viúva regressa a Portugal em 1693, alguns anos depois da morte do marido, tendo residido em vários palácios de nobres da corte, como o palácio do Conde de Redondo, em Santa Marta, ou o palácio do Conde de Aveiras, em Belém.
Desejando, porém, ter residência própria, D. Catarina adquiriu em 1701 as propriedades do sítio da Bemposta, já fora dos limites da capital, e contratou o arquiteto João Antunes para executar a traça do palácio e da respetiva capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Depois da morte da rainha, em 1705, o paço foi transferido para a posse da Coroa, por vontade expressa da proprietária e, no reinado de D. João V, o monarca integrou-o na Casa do Infantado. O terramoto de 1755 danificou o paço seiscentista, destruindo quase por completo a capela, cuja reconstrução ficou a cargo de Manuel Caetano de Sousa, arquiteto da Casa do Infantado.
Neste conjunto patrimonial, destacam-se as pinturas em trompe l'oeil de Pedro Alexandrino, que decoram a abóbada da nave e o teto da capela-mor, e o grande painel que representa Nossa Senhora da Conceição, colocado no altar-mor, atribuído ao pintor italiano José Troni.

Guia: Vítor Lourenço
Horário: 10h30
Duração: manhã
Limite: 30 pessoas
Local de encontro: Paço da Rainha, 33-41

[6] Exposição “Pose e Variações. Escultura em Paris no Tempo de Rodin”
Museu Gulbenkian
Quarta, 7 de novembro 
Cerca de três dezenas de esculturas das coleções do Museu Calouste Gulbenkian e da Ny Carlsberg Glyptotek de Copenhaga integrarão uma exposição inédita dedicada à pose na escultura francesa do século XIX.
Cinco núcleos distintos de objetos darão assim corpo ao tema proposto, onde a figura humana, omnipresente, ora inspirada na mitologia clássica, ora assumindo uma dimensão realista e/ou intimista, com expressão no próprio estágio das obras, proporcionará ao público a oportunidade de tomar contacto com algumas das mais intemporais esculturas produzidas em França entre o final do século XVIII e o início do século XX.
Um conjunto de artistas maiores, onde se incluem Jean-Antoine Houdon, Aimé-Jules Dalou, Paul Dubois, Jean-Baptiste Carpeaux, Edgar Degas, Denys-Pierre Puech e, naturalmente, Auguste Rodin, consubstancia assim, nesta apresentação itinerante, a decorrer em Lisboa e Copenhaga, uma seleção porventura inesperada de obras reunidas em vida por dois grandes colecionadores de arte do século XX: Carl Jacobsen (1842-1914) e Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955).

Guia: Museu
Horário:10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: receção da Fundação Calouste Gulbenkian (edifício principal)

[7] Caminhos da Maçonaria em Lisboa
sábado, 17 de novembro
 
A Maçonaria é um dos sistemas religiosos mais especulado sendo muito incompreendido devido ao funcionamento esotérico velado por uma complexa simbologia.
Lisboa destruída pelo terramoto de 1755 renasce a partir de projetos iluministas permanecendo pela cidade vários símbolos esotéricos que marcam a arquitetura sagrada.
Esta simbologia baseada numa tradição hermética milenar é interpretada de forma a compreender as fundações teológicas das principais lojas maçónicas assim como a sua influência e obra ao serviço da sociedade.
Começamos no Terreiro do Paço e acabamos nos Restauradores, com passagem pelo Bairro Alto e Chiado, com visita ao Museu Maçónico do Grémio Lusitano e ao Palácio Foz.

Guia: José Manuel Anes
Horário: 10h00
Duração: manhã
Limite: 30 pessoas
Local de encontro: Terreiro do Paço (junto à Estátua)

[8] Rota das Águas: Banhos de São Paulo e Alcaçarias de Alfama
Sábado, 24 de novembro
 
A temática da água está presente no património, na cultura e nas vivências da cidade de Lisboa, nomeadamente nas velhas Alcaçarias de Alfama e nos antigos Banhos de S. Paulo. Descobrir este património e as suas sucessivas reutilizações permite-nos conhecer também a tradição e as antigas práticas de urbanidade na capital.
Estas águas, que a própria toponímia consagra, foram até início da década 1950, o principal abastecimento de água dos bairros ribeirinhos da Alfama e encontram-se hoje canalizadas para o esgoto urbano, ou para a cisterna do pátio do Museu do Fado.
Os Banhos de S. Paulo foram mandados construir pela Sta. Casa da Misericórdia de Lisboa, a partir de 1850, sob projeto de Pézerat, para aproveitar uma nascente de águas medicinais descoberta junto à ala Poente da Praça do Comércio. A fachada neoclássica tem uma forte presença urbana e ao nível da cobertura é visível o volume cúbico do antigo depósito de água, assim como a alta chaminé cilíndrica das caldeiras construídas em tijolo. No interior dispunha de 59 tinas e possuía os equipamentos mais modernos para a época, sendo considerado um dos melhores da Europa. Este balneário serviu a população lisboeta até 1975, data em que foi encerrado ao público em virtude dos índices de poluição da fonte abastecedora. Em 1990 foi cedido pela Câmara Municipal de Lisboa à Ordem dos Arquitetos, que aí instalou a sua sede, após as necessárias obras de adaptação, segundo projeto dos Arquitetos Graça Dias e Egas Vieira.

Guias: Maria Calado e Helena Gonçalves Pinto
Horário:10h00
Duração: manhã
Limite: 25 pessoas
Local de encontro: Edifício-Sede da Ordem dos Arquitetos; Travessa do Carvalho, 21-25

[9] Património e Memória: Alenquer
Domingo, 25 de novembro 
Com o pretexto da inauguração recente do Museu de Damião de Goes e das Vítimas da Inquisição, espaço de memória relacionado com a Judiaria de Alenquer instalado na antiga Igreja de Santa Maria da Várzea, voltamos à Vila Presépio.
Alenquer, a vila das Rainhas, atraiu, pela proteção régia feminina, uma série de conventos e casas religiosas. Assim, Ordens como a dos Jerónimos, dos Arrábidos e outras Igrejas de várias instituições (Igreja de S. Pedro, Convento de S. Francisco, Basílica de Meca), concentraram-se em torno da vila, completando o quadro encantador de que hoje podemos disfrutar.

Guia: Anísio Franco
Horário: 9h30
Duração: dia inteiro
Limite: 45 pessoas
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço

[10] Rumo a Norte: Arte e Ciência
Sábado e domingo, 1 e 2 de dezembro
Rumo a Norte, partimos à descoberta de uma forte componente da nossa herança comum e da identidade cultural.
A Casa Museu Egas Moniz (Avanca, Estarreja), que o cientista mandou contruir para sua residência na Quinta do Marinheiro, preserva e memória do médico e cientista que foi distinguido com o Prémio Nobel em 1949. O projeto de arquitetura foi executado pelo seu amigo Ernesto Korrodi, um arquiteto suíço-italiano que imprimiu uma dimensão cosmopolita. O edifício encontra-se classificado e musealizado. No interior, preserva-se a ambiência vivida pelo seu proprietário, incluindo mobiliário, documentação científica, biblioteca, coleção de arte.
A Casa Museu Teixeira Lopes foi local de residência e atelier deste notável escultor, até à sua morte em 1942. Aqui se preserva a memória viva do artista, através das ambiências e da vasta coleção exposta, com destaque para o mobiliário tapeçarias e faiança e peças originais do artista e de alguns contemporâneos. Inclui ainda a Galeria do escultor Diogo de Macedo.
O Museu da Farmácia do Porto, instalado em 2010 com base numa museografia inovadora e apelativa, dá-nos a conhecer a história, associando, ciência, bem-estar, cultura e arte. A coleção permanente é constituída por obras raras e únicas de diversas épocas e múltiplas proveniências, desde o Egipto e a Mesopotâmia até ao Tibete e ao Japão. Podemos ainda conhecer o espaço e a forma da farmácia tradicional, através da instalação dos equipamentos originais da emblemática Farmácia Estácio do Porto e de uma Farmácia Otomana proveniente de um antigo palácio de Damasco na Síria.
O Palácio do Freixo com os seus jardins é uma obra excecional do Barroco em Portugal, concebido no século XVIII pelo célebre arquiteto italiano Nicolau Nasoni. Classificado como monumento nacional, foi restaurado no final do seculo XX com base num projeto do arquiteto Fernando Távora e encontra-se hoje a funcional como hotel. Este é um património histórico e artístico que visitaremos e o local onde pernoitaremos.
Ao longo da intensa e profícua visita poderemos ainda apreciar a Igreja da Serra do Pilar e o Convento de S. Domingos das Donas.

Guia: Maria Calado
Horário: 8h00
Duração: fim de semana
Limite: 35 pessoas
Local de encontro: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; alojamento; 3 refeições 

 



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Edição: 17 de dezembro de 2015