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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Passeios de Domingo

Visitas de (re)descoberta do país.

Aos fins-de-semana, mediante inscrição.

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1º TRIMESTRE 2018
Especial Ano Europeu do Património

 

[1] Exposição “Do outro lado do Espelho”
Fundação Calouste Gulbenkian, Sábado, 13 de janeiro
Os espelhos são objetos muito interessantes devido à sua capacidade de nos transportar a outras dimensões, conduzindo-nos por vezes a horizontes de espiritualidade, ilusão ou até de pesadelo. Os artistas recorrem aos espelhos com diferentes propósitos, ora para revelar ora para disfarçar aspetos das cenas que representam, já que eles oferecem infinitas possibilidades visuais, incluindo a mais óbvia: o reflexo fiel da realidade.

Mas, embora a primeira finalidade do espelho seja efetivamente a representação fiel das aparências, refletindo uma visão coerente do mundo, nem sempre os artistas o utilizaram como tal, preferindo favorecera ambiguidade e a fragmentação, de acordo com os efeitos pretendidos, que muitas vezes são de ordem filosófica, em detrimento da representação mimética da realidade.

Do Outro Lado do Espelho, título que remete intencionalmente para o mundo de Alice Liddell, a heroína de Lewis Carroll (1832-1898), é uma exposição temática, que tem o espelho como foco principal e que pretende demonstrar a sua presença polissémica na iconografia da arte europeia, sobretudo na pintura, mas também em obras com outros suportes, como escultura, arte do livro, fotografia e cinema.

GUIA: Fundação Calouste Gulbenkian

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Receção da Fundação C. Gulbenkian - Edifício Principal

 

[2] Exposição “As Ilhas do Ouro Branco”
Museu Nacional de Arte Antiga, 
Quarta, 17 de janeiro
A introdução do cultivo da cana-de-açúcar no arquipélago da Madeira, nos finais da primeira metade do século XV, e o desenvolvimento dessa produção em larga escala permitiram a exportação de açúcar para os portos da Flandres, primeiro através de Lisboa, depois diretamente. Aumentou, assim, por toda a Europa, o consumo do «ouro branco», alterando hábitos alimentares e algumas práticas medicinais. Em paralelo, cresceu a importação para o arquipélago de bens destinados a satisfazer as devoções e a definir o estatuto social dos novos grupos populacionais constituídos à sombra dos canaviais e da economia açucareira. Ao longo de uma narrativa que parte do espanto dos primeiros navegadores perante o novo território e prossegue com a evocação do esforço do povoamento e da implantação de estruturas económicas e administrativas no arquipélago, esta exposição dá a conhecer as elites comitentes locais através das suas encomendas – obras de pintura, escultura ou ourivesaria – provenientes da Flandres, do continente e até do Oriente.

Numa última sala, expõem-se as mais destacadas obras-primas encomendadas, sintetizando, com particular brilho, a riqueza do património madeirense dos séculos XV e XVI, resultante do esplendor cultural proporcionado pelo ciclo económico do «ouro branco». Marcando o arranque das Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e Porto Santo, esta embaixada cultural do arquipélago em Lisboa é constituída por 86 obras de arte.

GUIA: Anísio Franco

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrada lateral do MNAA – Rua das Janelas Verdes

 

[3] Património e Memória: Cascais e Estoril
Sábado, 3 de fevereiro

A nova Exposição patente no Palácio da Cidadela Boa viagem, Senhor Presidente!  

De Lisboa até à Guerra – 100 anos da primeira visita de Estado conta-lhe a história da primeira viagem de um Presidente da República portuguesa ao estrangeiro, há100 anos. Um vasto conjunto de objetos e documentos, muitos deles desconhecidos ou pouco conhecidos, mostra os episódios da visita diplomática do Presidente Bernardino Machado, permitindo conhecer este período da nossa história e o seu enquadramento internacional.

A Alemanha declarara guerra a Portugal em março de1916, o que desencadeou um intenso debate no nosso País e levou ao envio de tropas para a frente de guerra na Europa. Em janeiro de 1917, partiram para a Flandres francesa os primeiros homens do Corpo Expedicionário Português (CEP) e no final do verão foi tomada a decisão da viagem presidencial. No dia 8 de outubro de 1917, Bernardino Machado partiu de comboio, da Estação do Rossio. A viagem durou dezoito dias e a comitiva portuguesa passou por Espanha, França, Inglaterra e Bélgica. Durante o percurso, o Presidente Bernardino Machado foi recebido pelo Rei Afonso XIII de Espanha, o Presidente Raymond Poincaré de França, o Rei Jorge V de Inglaterra e Alberto I, Rei dos Belgas. Para a jovem República portuguesa, este era um momento importante na busca do tão desejado reconhecimento internacional. Remontando a uma época em que viajar não era uma rotina, mas um acontecimento, esta exposição é também uma homenagem aos milhares de portugueses que combateram nas trincheiras da Grande Guerra.

A Casa Verdades de Faria, exemplar da “arquitetura de veraneio nos Estoris” foi mandada erigir por Jorge O’Neill, descendente direto da Real Casa Soberana da Irlanda, que, nos finais do século XIX, escolheu Cascais para estância de veraneio. Edifício revivalista de tradição portuguesa, foi projetado por Raul Lino. A fachada apresenta referências históricas de cariz neomanuelino e o interior é decorado com estuques pintados, vitrais e azulejos setecentistas, estes provenientes de antigos palácios e capelas, ajustados às dimensões e formas da casa, de modo a conferir-lhe grande originalidade.

A Casa foi doada à Câmara Municipal de Cascais por Henrique Mantero Belard de Velaverde de Albuquerque e Castro, homem ligado ao comércio e à alta finança, que pretendia perpetuar o nome da esposa, Gertrudes Eduarda Verdades de Faria Mantero, que tanto apoiou os artistas e intelectuais do seu tempo e foi grande colecionadora de obras de arte. Ao interesse histórico e artístico, associa-se hoje o interesse museológico.

Aqui se encontra instalado o Museu da Música Portuguesa, onde se apresentam instrumentos de várias épocas e documentos evocativos de figuras notáveis da cultura musical, com destaque para Fernando Lopes-Graça.

O Complexo arquitetónico da Igreja e Centro Paroquial da Boa Nova, construído no Bairro do Fim do Mundo, área antes povoada por barracas, inclui um centro comunitário, uma escola primária e um auditório. Através desta obra de referência na arquitetura e na arte contemporânea, os arquitetos Filipa Roseta e Francisco Vaz Monteiro deram uma nova identidade ao espaço, resgatando-o de décadas de estigma negativo. Inaugurado em 2010, tem sido distinguido com diversos prémios nacionais e internacionais e é considerado um dos exemplos mais qualificados da arquitetura religiosa do nosso tempo.

GUIA: Maria Calado / Técnicos do Museu da Presidência da República / Filipa Roseta

HORÁRIO: 9h30

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço

 

[4] Portugal e as Invasões Francesas

Sexta, sábado e domingo, 9 a 11 de fevereiro

As marcas das Invasões Francesas ficaram para sempre na História material e nas memórias imateriais de Portugal. Não se fizeram unicamente sentir no plano militar e económico e na devastação de três invasões, que custaram a vida a10% da população. O País sairia profundamente afetado das ocupações estrangeiras, sobretudo nas invasões de1809 e1810. O reino fora sistematicamente pilhado, saqueado nas suas famílias e bens e viu vandalizadas as suas igrejas, edifícios públicos e monumentos. Mas o povo e os soldados portugueses, com o apoio dos ingleses, reergueram-se, resistiram e passaram à ofensiva ao longo do território nacional. É nesta História que esta viagem quer navegar, pelos locais e memórias que eternizaram este dramático período: Porto, Gaia, Almeida, Freineda, Buçaco, Coimbra, Torres Vedras e Oeiras.

>> Veja aqui o Programa completo

GUIA: Sérgio Veludo Coelho

HORÁRIO: 7h30

DURAÇÃO: três dias

LIMITE: 20 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Sete-Rios, em frente da porta principal do Jardim Zoológico.

Organizado no âmbito da parceria CNC / TRYART

 

[5] Escarpas do Chiado – o Café e os Cafés de Lisboa

Sábado, 17 de fevereiro

Neste segundo passeio, lançamos o desafio de visitar os cafés e casas especializadas para comércio de café e chá em Lisboa. As tertúlias artísticas e políticas são os argumentos que nos estimulam a subir as escarpas do Chiado, para ir ao encontro dos cafés de outros tempos, cujo requinte dos ambientes decorativos é sublinhado pela excelência das suas especialidades de pastelaria e os fortes odores correspondem aos bons lotes de chás e de cafés.

GUIA: Helena Gonçalves Pinto

HORÁRIO: 10h00

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Café Pérola do Rossio, Pç. D. Pedro IV, 105

 

[6] Património e Memória: Peniche

Sábado, 24 de fevereiro

À beira-mar situada, Peniche é a cidade mais ocidental de Portugal continental, constituindo o Cabo Carvoeiro o seu ponto extremo. A cidade é um dos principais portos de pesca do país e local de embarque para excursões à Ilha das Berlengas -Reserva Natural de grande beleza, onde coexistem diversas espécies de aves e répteis com a flora típica e endémica. A sua região é rica em produtos hortícolas, produzindo batata, cenoura, repolho e tomate. O povoamento de Peniche remonta à pré-história, como atestam os vestígios arqueológicos da Gruta da Furninha. Pela região passaram também os romanos que deixaram as suas marcas. Em 1609, Filipe II concede o título de vila a Peniche. E em 1988 foi promovida a cidade. Composto por seis freguesias, o concelho é famoso pelas suas praias, enseadas e baías. Quanto ao património histórico, é de salientar a monumentalidade do complexo militar do séc. XVII do qual faz parte a Fortaleza de Peniche. As suas rendas de bilros têm grande nome, tal como a festa em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, no primeiro Domingo de agosto, acompanhada por uma procissão na noite de véspera. Outra romaria importante é aquela que se realiza no terceiro Domingo de outubro. As tradições piscatórias e a fé do homem do mar marcam profundamente essas festividades. Perto de Peniche são de visitar a praia do Baleal, antiga ilha hoje ligada por um istmo à terra firme e o Cabo Carvoeiro, local de formações rochosas muito interessantes.

GUIA: Anísio Franco

HORÁRIO: 8h30

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço

 

[7] Património e Memória: Camilo Pessanha em Lisboa

Domingo, 25 de fevereiro

Lembro-me de o ver chegar de Coimbra. Não sei agora se já estava formado ou não. Suponho que nessa altura andava a rondar a casa dos 30. Era bem apessoado. Tinha um ar triste mas era alegre. À noite passava muito tempo junto à lareira. Era onde a família se reunia. Ele deitava-se no chão e recitava versos. Fazia-o tão bem! Por essas alturas escreveu alguns mas logo os rasgava. Parece que os escrevia só para os decorar e depois fazia o papel em pedaços. - Madalena da Paixão Pessanha (irmã).

Camilo Pessanha nasceu no dia 7 de setembro de 1867 na Freguesia Sé Nova em Coimbra. Nesta cidade, viveu apenas alguns anos, porque foi acompanhando as colocações do pai que era juiz. Por isso viveu em várias cidades. Esteve nos Açores, em Óbidos, Lamego, Mirandela, e ainda Macau, onde foi professor e exerceu funções judiciais, por mais de vinte anos, e de onde surgiu a sua paixão pela China. A relação de Pessanha com Lisboa foi emblemática ao longo da vida do poeta. Aqui frequentou locais e preservou amizades, com destaque para a família Castro Osório, em especial Ana de Castro Osório, que editou a Clepsidra. Durante a fase de vida em Macau, a capital pode caracterizar-se como local de partida e permanente regresso ao país perdido. Frequentou o seu meio artístico e intelectual, relacionando-se com os modernistas como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro que publicitaram e lançaram para o século XX a sua poesia. Evocar a figura e a obra de Camilo Pessanha é o que lhe propomos nesta visita aos seus lugares de memória.

GUIA: Pedro Barreiros (Presidente da Associação Wenceslau de Morais)

HORÁRIO: 9h30

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 20 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Café Nicola - Rossio

Almoço (no Restaurante Dim Sum, R. D. João V) Transporte

 

[8] Itinerário Ciência e Cultura II – A Colina da Saúde

Sábado, 3 de março 

Espaço Cultura e Ciência - a Colina de Sant’Ana vs. Colina da Saúde [Campo dos Mártires da Pátria]. Ponto de cruzamento de cultura e ciência: espaço da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e o XV Congresso Internacional de Medicina de 1906. Um Parlamento científico itinerante pela Europa, que obriga a moldar funcionalmente o Campo dos Mártires da Pátria (designação pós 1817) como ícone de Saúde Pública e Medicina em Portugal, após a derrocada do Hospital de Todos os Santos em 1 de novembro de 1755. No interior da FCM-NOVA é possível realizar um largo itinerário temático combinando memórias vivas com memórias invisíveis para uma parte de Lisboa que hoje combina Arte& Espaço Público com Cultura e Ciência. Talvez descobrir matizes novas deste espaço de Lisboa que não tem apenas os Hospitais Civis para onde confluem muitas das ambulâncias cujas sirenes cortam o silêncio do Jardim do Campo de Sant’Ana.

GUIA: Maria de Fátima Nunes

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Campo dos Mártires da Pátria (junto à estátua do Dr. Sousa Martins)

 

[9] Campo de Ourique: Entre Santa Isabel e Santo Condestável

Domingo, 4 de março

A Rua Saraiva de Carvalho põe em comunicação a Igreja de Santa Isabel e a Igreja de Santo Condestável, sedes das duas paróquias de Campo de Ourique. A história desta rua atravessa vários séculos. O início da rua nasce com a criação da freguesia setecentista de Santa Isabel, coroada pela Igreja que lhe dá o nome, e a partir da qual se foram desenovelando novas artérias. O final da rua adquire um outro papel, como limite do bairro oitocentista de Campo de Ourique, no qual a Igreja de Santo Condestável surge como um dos seus últimos empreendimentos. A antiguidade e extensão desta artéria gerou a existência de uma enorme diversidade e riqueza patrimonial. Ao longo do seu percurso, palácios surgem paredes meias com pátios e vilas operárias, prédios de rendimento com cemitérios, e escolas com hospitais, que em conjunto, acabam por imprimir a esta rua um cunho e identidade única. Cada um destes edifícios conta-nos uma história e, simultaneamente, a História da freguesia. O património da Rua Saraiva de Carvalho transforma esta artéria num livro de História(s) vivo, recheado de factos que vale a pena conhecer.

GUIA: Susana Maia e Silva

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Igreja de Santa Isabel – R. Saraiva de Carvalho 2A

 

[10] Rota das Águas: Regresso aos Banhos de Caldas, Águas Minerais e Águas de Mar

sábado, 10 de março

Esta visita inaugura um ciclo dedicado às Águas e ao património balnear nacional. Desafiamo-lo a percorrer as termas e as praias de Portugal, locais de veraneio e de lazer que remontam maioritariamente a setecentos. Esta é uma viagem de regresso aos lugares mais emblemáticos de contacto com a água, mas também de simbologia e de culto da Natureza, que se afirmaram ao longo de séculos, dando origem a uma singular organização espacial e a uma arquitetura termal e balnear. Nesta primeira viagem levamo-lo a experimentar a piscina de talassoterapia  e beneficiar das propriedades da água do mar, das algas e das lamas marinhas dos banhos quentes salgados da Thalasso Nazaré, historicamente tão associadas a este local de veraneio. Está previsto programa alternativo à talassoterapia. Este percurso histórico patrimonial inclui, ainda, a oportunidade de disfrutar de um almoço, seguindo de uma visita ao moderno Hotel & Spa, Alcobaça, para ficar a conhecer a origem e o valor inestimável do património das Termas da Piedade. Depois, percorreremos as terras dos Coutos de Alcobaça, para encontrarmos o Mosteiro de Santa Maria de Coz, um dos maiores cenóbios femininos cistercienses em Portugal. Aqui podemos conhecer um património histórico e artístico notável, sobretudo na Igreja, com destaque para o revestimento azulejar e a talha dourada.

GUIAS: Helena Gonçalves Pinto e Maria Calado

HORÁRIO: 8h00

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço

 

[11] Figuras do século XIX do “Chiado pitoresco e elegante”

Domingo, 11 de março

Um dos pilares da vida social lisboeta, o Chiado sempre foi um espaço vibrante, propenso a polémicas e frequentado por personagens marcantes da cultura portuguesa. No século XIX, era um disputado local de convívio e considerado o quartel-general dos lisboetas elegantes, segundo Mário Costa. Cenário privilegiado da novelística queirosiana, passeava-se ali para ostentar e criticar, para ver e, principalmente, para ser visto. Neste nosso itinerário vamos ouvir histórias de importantes figuras do período de novecentos, umas hilariantes, outras trágicas. Cenas de pugilato, duelos, discussões políticas, tudo se passava à porta da Havaneza. Estão todos convidados a vir ouvir estas histórias e a conhecer estas personagens, umas ilustres, outras populares.

GUIA: Paula Oleiro

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Largo do Chiado (junto à Estátua)

 

[12] Vinhos de Carcavelos

Sábado, 17 de março

O grande crescimento urbano da Costa do Estoril e de Carcavelos em particular, reduziu quase a zero a produção de Vinho Carcavelos. Atualmente existem vinhas na Estação Agronómica de Oeiras e nas Quintas dos Pesos, da Ribeira e da Samarra, situadas no Vale de Caparide. Região de clima mediterrânico temperado sem grandes oscilações de temperatura devido à proximidade do mar, Carcavelos produz um vinho licoroso de qualidade e tradição, produzido em região determinada, com direito a menção específica de “Vinho Generoso”. A fama dos vinhos de Carcavelos perde-se no tempo. O Marquês de Pombal, que os produzia na sua quinta de Oeiras apreciava-os de tal maneira que D.José I presenteou com eles a corte de Pequim em 1752. A produção de Vinho foi durante séculos a atividade económica mais importante na Freguesia de Carcavelos. O seu nome secular, qualidade e tipicidade foram reconhecidos por Carta de Lei em 1908. Em 2009 foi criada a Confraria do Vinho Carcavelos.

GUIA: Confraria de Enófilos do Vinho de Carcavelos

HORÁRIO: 10 h

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)
Transporte; almoço

 

[13] Património e Memória: Aristides de Sousa Mendes

Lisboa, Cascais, Estoril, Vilar Formoso, Nave de Haver, Cabanas de Viriato
Sexta a domingo, 23 a 25 de março

Aristides de Sousa Mendes nasceu em Cabanas de Viriato, em 1885, no seio de uma família aristocrática e católica. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, ele e o seu irmão gémeo, César, ingressaram na Carreira Diplomática em 1910. Foi Cônsul de Carreira em várias cidades, mas foi em Bordéus, França, que viveu momentos dramáticos. Desde 1933 que opositores políticos e judeus procuravam escapar da Alemanha e dos territórios ocupados através de Portugal. À medida que a vaga de refugiados cresceu, o Estado Novo procurou progressivamente impedir a sua entrada no país. Este fluxo atingiu o clímax na Primavera de 1940.

>> Veja aqui o Programa completo

GUIA: Cláudia Ninhos

HORÁRIO: 8h30

DURAÇÃO: 3 dias

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Pastelaria Suíça – Praça do Rossio, Lisboa.

Transporte; Alojamento; cinco refeições (1 peq. almoço)

Organizado no âmbito da parceria CNC / TRYART



>> TABELA DE PREÇOS E INSCRIÇÕES