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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Passeios de Domingo

Visitas de (re)descoberta do país.

Aos fins-de-semana, mediante inscrição.

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2º TRIMESTRE 2018
Especial Ano Europeu do Património

 

[1] Exposição “Formas do Desejo, a cerâmica de Rafael na coleção do Museu Bordalo Pinheiro”

Sábado, 7 de abril 

A presente exposição destaca as mais originais e representativas peças de faiança de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), pertencentes à coleção de cerâmica e de azulejo do Museu Bordalo Pinheiro.

A narrativa expositiva percorre três núcleos: as formas, funções e temas de cerca de 150 peças criteriosamente escolhidas pela sua originalidade e inovação. O visitante é convidado a refletir sobre conceitos como os de tradição e modernidade; criação artística e produção industrial; a construção de um gosto nacional. O azulejo, por sua vez, é apresentado como um conjunto diferenciado: assinalam-se as questões formais e funcionais próprias desta tipologia de peças, destacando-se as diferentes temáticas e de que modo elas se articulam com a restante obra artística de Rafael. 

GUIA: Museu Rafael Bordalo Pinheiro

HORÁRIO: 10h00

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Campo Grande, 382

 

[2] Figuras do século XX do “Chiado pitoresco e elegante”

Domingo, 08 de abril 

A relação entre a literatura e o espaço geográfico é primordial no contexto da análise literária e é por isso que vale a pena continuar estes itinerários pela “nobre cidade que no mundo facilmente é princesa”. 

Lugar por excelência da vivência burguesa e aristocrata lisboeta, o Chiado tem sido um local privilegiado de cultura, onde os escritores têm encontrado inspiração para os seus romances e os leitores têm podido identificar no mundo ficcional os hotéis, os restaurantes, as livrarias e as lojas de moda representados.

Depois de termos visitado o “Chiado pitoresco e elegante” guiados por figuras do século XIX e termos ouvido as suas histórias, é chegada a vez de nos deixarmos conduzir por algumas personagens emblemáticas das primeiras décadas do século passado e de nos deixarmos envolver pelas suas narrativas, umas cómicas, outras dramáticas. 

GUIA: Paula Oleiro

HORÁRIO: 10h00

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Largo do Chiado, junto à estátua

 

[3] Património e Memória: Igrejas do Chiado

Sábado, 21 de abril 

O Chiado é também lugar de conventos e igrejas que marcam a História da cidade de Lisboa e de Portugal.

Junto à Praça Luís de Camões podemos encontrar a Igreja de N. Sra.do Loreto: sucessora de uma outra construída aqui em 1518, pela comunidade italiana, dedicada a Nossa Senhora do Loreto e arrasada pelo terramoto de 1755, foi reconstruída com traçado de José da Costa e Silva. Em frente, visitamos a Igreja de N. Sra. da Encarnação: na fachada merecem realce as duas imagens provenientes da antiga Porta de Santa Catarina da muralha de D. Fernando e o medalhão com a representação do mistério da Encarnação.

A história da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires leva-nos aos tempos do princípio da nacionalidade, quando D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos mouros, em 1147. Os ingleses montaram o seu arraial no local onde depois foi construída a primitiva Igreja de Santa Maria Mártires, aí tendo sepultura aqueles que deram a vida pela conquista de Lisboa.

Tal como as anteriores, também a antiga Igreja do Santíssimo Sacramento, fundada em 1667 para sede da paróquia criada em 1584, ruiu com o terramoto. No novo plano urbanístico, a nova igreja seria construída no mesmo local, mas a porta seria virada para a Rua Garrett mas a Irmandade do Santíssimo Sacramento opôs-se, exigindo que a porta principal da igreja mantivesse a orientação antiga.

Por fim, teremos ocasião de visitar a Igreja de N. Sra. do Carmo, sede da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, onde se encontram os restos mortais de São Nuno de Santa Maria. 

GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins

HORÁRIO: 15h30

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Praça Luís de Camões, junto à estátua 

 

[4] De Lisboa ao Barreiro

Domingo, 29 de abril 

Tendo como tema o caminho de ferro como meio de transporte sustentável, começamos nas estações fluviais do Terreiro do Paço, a antiga (no exterior) da autoria de Cottinelli Telmo e a atual, da autoria do Eng.º Miguel Correia Paes, onde iniciamos a viagem de barco até ao Barreiro. Visitaremos a atual estação do outro lado do rio, bem como algumas instalações ainda da era do vapor, tal como a cocheira e a placa giratória. Este será mais um contributo para o conhecimento da importância destas infraestruturas do transporte ferroviário, da sua história enquanto monumentos bem como da história dos lugares escolhidos para a sua construção. 

GUIAS: Ana Sousa (CP) e Paula Azevedo (IPPatrimónio) e Jorge Custódio

HORÁRIO: 9h30

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO:  Antiga Estação Sul e Sueste

Travessia de barco para o Barreiro

 

[5] Rota das Águas: Torres Vedras

Sábado, 19 de maio 

Daremos continuidade a este itinerário, agora para conhecer locais emblemáticos dum território fértil banhado pelas águas do rio Sizandro e seus afluentes, cuja história está profundamente associada a esta temática. O Convento franciscano de Santo António do Varatojo, monumento nacional de notável valor artístico, destaca-se pelo conjunto patrimonial gótico, manuelino e barroco, mas também pela sua mata centenária e verdejante. O Aqueduto de Torres Vedras, uma grande obra do século XVI com ampla sequência de arcadas, foi contruído para abastecer a cidade e, em particular, o manuelino Chafariz dos Canos. As Termas dos Cucos, com o seu ambiente caraterístico, assinalam a presença de águas curativas. Bem perto, ergue-se o antigo Asilo Real da Runa, um grande edifício neoclássico enquadrado por um cenário natural e paisagístico concebido para propiciar descanso e recuperação dos militares ao serviço da coroa portuguesa. 

GUIA: Helena Gonçalves Pinto

HORÁRIO: 09h00

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)

Transporte; almoço 

 

[6] Lisboa Desconhecida: a Mouraria

Terça, 22 de maio 

A partir da Praça do Martim Moniz, vamos ter ocasião de descobrir os tesouros da Mouraria. A Capela de N. Sra. da Saúde foi construída em 1505, por iniciativa dos artilheiros da guarnição de Lisboa. Primeiro dedicada a São Sebastião, em 1662 acolheu a imagem de Nossa Senhora da Saúde, tendo adquirido essa designação. Sofreu obras após o terramoto de 1755, no entanto o portal atribuído a João Antunes é do início do séc. XVIII.

O antigo Colégio dos Meninos Órfãos, fundado pela rainha D. Brites, mãe de D. Dinis, é uma das belezas mais escondidas de Lisboa, com os seus oito lanços de escadas forrados a azulejos rococó azuis e brancos, ilustrando cenas do Antigo e do Novo Testamento. Vamos conhecer de seguida o antigo convento de Santo Antão-o-Velho, conhecido como Convento do Coleginho por ter albergado a primeira escola dos padres da companhia de Jesus. Terminamos este percurso na Igreja do Senhor Jesus da Boa Sorte. Construída em 1764, possui um Cristo Crucificado atribuído ao escultor Machado de Castro. A inscrição na fachada indica que “Esta ermida é da Irmandade dos irmãos da Boa Sorte e Via Sacra ano 1758”. 

GUIA: Vítor Lourenço

HORÁRIO: 14h00

DURAÇÃO: tarde

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Capela de N. Sra. da Saúde, Martim Moniz

 

[7] Lisboa Vista do Tejo

Domingo, 27 de maio 

Lisboa tem a sua origem ancorada no estuário do Tejo, o lugar onde a cidade se formou e desenvolveu. O rio faz parte da identidade desta metrópole ribeirinha e cosmopolita, tanto na sua relação com o interior do país como na ligação com o mundo. Implantada sobre colinas e vales, deste o núcleo fundador e ancestral do castelo sobre os cais, a cidade espraia-se ao longo das margens, para oriente e para ocidente, numa extensa frente ribeirinha. Conhecer Lisboa e cada um dos seus bairros, a partir do rio, é a experiência que lhe propomos nesta visita. Na Caravela “Vera Cruz”, evocando a experiência dos antigos mareantes, deslocar-nos-emos no rio para conhecer a história, a beleza e a vida desta cidade única. 

GUIA: Maria Calado e Rui Costa (Aporvela)

HORÁRIO:  10h00

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos 

 

[8] Campo de Ourique antigo

Domingo, 3 de junho 

Campo de Ourique antigo desenvolveu-se a partir do século XVIII num lugar ocupado por campos de cultivo a caminho de Campolide, onde tinham lugar as festas muito concorridas da Nossa Senhora da Piedade. O terramoto de 1755 chegou, nas suas destruições, próximo desta zona e por isso o dito “rés-vés Campo de Ourique…”. A fama de segurança levou à progressiva urbanização a partir da Arrábida, de São João dos Bencasados e da zona fabril das Amoreiras. A Igreja de Santa Isabel e os quartéis de Infantaria, de Infantaria 16 e Sapadores de Caminhos de Ferro, marcaram o bairro.

Almeida Garrett e Guerra Junqueiro foram moradores de Campo de Ourique, como Bento de Jesus Caraça e Rómulo de Carvalho. Numa palavra, um bairro cheio de História e histórias. 

GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins

HORÁRIO: 10h00

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Escola do serviço de Saúde Militar; Rua Infantaria 16, 30 

 

[9] Património e Memória: Alentejo de Ruben A.

Sábado, 16 de junho 

Continuamos a desenvolver o itinerário associado à memória de Ruben Andresen Leitão (1920-1975) e da sua obra, agora no Alentejo, para visitar o Monte dos Pensamentos, nos arredores de Estremoz, uma das casas onde o escritor viveu, escreveu e recebeu os seus amigos. Neste antigo e genuíno monte, onde a família preserva o edifício e a memória viva, evocaremos o autor de O Caranguejo, O Mundo à Muinha Procura, O outro que era eu, A Torre de Barbela, O Adeus aos Deuses. Conheceremos ainda outros locais inspiradores, com destaque para o Convento de S. Paulo da Serra de Ossa, edifício de valor histórico e artístico, com o complexo conventual, onde se integram o claustro, a igreja e os notáveis painéis de azulejos setecentistas da autoria de Oliveira Bernardes e Gabriel del Barco. 

GUIAS: Maria Calado e Paula Oleiro

HORÁRIO: 8h30

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)

Transporte; almoço 

 

[10] Palácio da Rocha dos Condes de Óbidos

Quarta, 20 de junho 

Foi D. Vasco de Mascarenhas, quem, no século XVII, teve a visão de construir um palácio no alto de um rochedo sobre o rio Tejo (depois chamado “Rocha do Conde d’ Óbidos”), cujas escarpas desciam vertiginosamente em direção ao Tejo. Mais tarde, este nobre português Vice-Rei do Brasil e herói das Guerras da Restauração da Independência tornou-se o 1º Conde d’Óbidos. Os seus sucessores mantiveram a posse do seu palácio até ao século XX. O Palácio foi, finalmente, adquirido em 1919 pela Cruz Vermelha Portuguesa. Reconhecido em 1993 como imóvel de interesse público, o Palácio que hoje acolhe a Cruz Vermelha Portuguesa, tem um enorme valor histórico e artístico. 

GUIAS: Guilherme d’Oliveira Martins e Francisco George

HORÁRIO: 10h00

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Sede da Cruz Vermelha (entrada pelo Jardim 9 de abril, às Janelas Verdes) 

 

[11] Viagem à Minha Terra: Bragança

Sexta a Domingo, 29 de junho a 1 de julho 

Retomamos o ciclo Viagem à minha Terra, agora com a pintora Graça Morais, que nos recebe e acompanha nesta visita especial a Bragança. Conheceremos o património cultural, onde se destaca: o Centro Histórico com o núcleo medieval, o Castelo, o Domus Municipalis, a igreja de Santa Maria, a antiga igreja quinhentista da Companhia de Jesus, solares barrocos ou o Museu Abade de Baçal com as suas notáveis coleções de arte.

De realçar ainda o Museu Ibérico da Máscara e do Traje e os seus impressionantes caretos e o Centro de Fotografia Georges Dussaud, onde se expõe a obra deste fotógrafo francês que tão bem registou a realidade portuguesa.

Momento essencial será a paragem no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, para conhecer este espaço projetado pelo arquiteto Souto Moura e participar na inauguração da nova Exposição de obras da pintora, que assinala os 10 anos de funcionamento deste equipamento cultural. Também com Graça Morais ficaremos a conhecer lugares de memória associados às suas vivências na cidade, como ruas, cafés, o liceu e outros locais de referência. 

GUIAS: Maria Calado e Graça Morais

HORÁRIO: 8h00

DURAÇÃO: três dias

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da CML – Campo Grande, 25)

Transporte; alojamento; 5 refeições

 



>> TABELA DE PREÇOS E INSCRIÇÕES

Edição: 17 de dezembro de 2015