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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

Passeios de Domingo

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Aos fins-de-semana, mediante inscrição.

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2º TRIMESTRE 2017

[1] Exposição “Um olhar real” - Obra artística da Rainha D. Maria Pia

Galeria de Pintura do Rei D. Luís – Palácio da Ajuda

terça, 18 de abril 

O Palácio Nacional da Ajuda revela ao público, pela primeira vez, a faceta artística da rainha D. Maria Pia, nas vertentes do desenho, aguarela e fotografia. No seu conjunto, a obra, de uma heterogeneidade evidente, revela, simultaneamente, aspetos de uma qualidade que pode surpreender. Tendo apreendido, enquanto jovem princesa, os rudimentos do desenho e da aguarela, foi em Portugal, já rainha, que aprimorou a técnica e desenvolveu o sentido estético e artístico que estendeu mais tarde à fotografia. A feminilidade transmitida em algumas temáticas caminhou, no tempo, a par de uma sensibilidade para a vida que a rodeava e que ela passou à arte, sem perder os ecos das evoluções, dos movimentos inovadores que se sucediam no país e no estrangeiro. Rendida a um naturalismo muito português, não deixou de incorrer, por vezes, num bucolismo romantizado que a sua vontade determinou. Foi uma rainha artista, amadora e intimista, que desenhou, pintou e fotografou para si e para os que de mais perto com ela conviveram.

GUIA: João Vaz - Conservador da coleção de pintura

HORÁRIO: 10h15

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Galeria de Pintura do Rei D. Luis – Palácio Nacional da Ajuda

[2] Exposição “Fórmulas Naturalistas da Arte Moderna”

Casa Museu Anastácio Gonçalves

domingo, 23 de abril 

O título da exposição inspira-se num comentário de Ramalho Ortigão, quando, em 1883, se refere às novas propostas da arte moderna como “fórmulas naturalistas”, aplicadas a uma pintura ligada à observação da natureza, introduzida por Silva Porto e o Grupo do Leão. Tanto o percurso expositivo como o catálogo que o acompanha, ambos da autoria de duas curadoras, Ana Anjos Mântua e Maria de Aires Silveira, sublinham as opiniões críticas de finais do século XIX-inícios do século XX, em títulos sugestivos e citações de Eça de Queirós, Antero de Quental, Rangel de Lima, Monteiro Ramalho, Fialho de Almeida, Ribeiro Artur, António Enes, Abel Botelho, Jaime Batalha Reis, Raul Brandão, entre outros. De facto, na trajetória delineada por estes escritores inicia-se uma polémica baseada no conceito de “Realismo como nova expressão artística” e relaciona-se, a partir das escolhas autorais e temáticas, com o paradigma da coleção de pintura de Anastácio Gonçalves.

GUIA: Ana Anjos Mântua - Diretora

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 20 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Casa Museu Anastácio Gonçalves – Av. 5 de outubro, 6-8

[3] Exposição “José de Almada Negreiros, uma maneira de ser moderno”

Fundação Calouste Gulbenkian

quarta, 26 de abril 

Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma

maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo

descobridor da novidade.

José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927

Autor profuso e diversificado, Almada (1893-1970) pôs em prática uma conceção heteróclita do artista moderno, desdobrado por múltiplos ofícios. Toda a arte, nas suas várias formas, seria, para Almada, uma parte do «espetáculo» que o artista teria por missão apresentar perante o público, fazendo de cada obra, gesto ou atitude um meio de dar a ver uma ideia total de modernidade. A exposição apresenta um conjunto de obras que reflete a condição complexa, experimental, contraditória e híbrida da modernidade. A pintura e o desenho mostram-se em estreita ligação com os trabalhos que fez em colaboração com arquitetos, escritores, editores, músicos, cenógrafos ou encenadores. Esta escolha dá também visibilidade à presença marcante do cinema e à persistência da narrativa gráfica ao longo da sua obra. Juntam-se ainda obras e estudos inéditos que darão a conhecer diferentes facetas do processo de trabalho artístico de José de Almada Negreiros.

GUIA: Fundação Calouste Gulbenkian

HORÁRIO: 12h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Edifício-Sede da Fundação Calouste Gulbenkian – Av. de Berna, 53

[4] Herança Judaica

sábado, domingo e segunda, 29 e 30 de abril e 1 de maio 

Pesquisas históricas indicam que a presença judaica em Portugal remonta ao século VI antes da era cristã, sendo anterior à formação do reino de Portugal. No século XII, sob o comando de Afonso Henriques, Portugal torna-se uma nação e surgem as primeiras comunidades judaicas em Lisboa, Porto, Santarém e Beja. Quando se fala da presença contemporânea dos judeus em Portugal, fala-se normalmente do seu regresso nos princípios do sec. XIX, coincidindo com o enfraquecimento da Inquisição e a sua abolição em 1821. Grupos de judeus instalaram-se em Portugal logo no início do sec. XIX, mesmo antes da abolição da Inquisição, que só terá lugar oficialmente a 31 de março de 1821. Vindos essencialmente de Marrocos e de Gibraltar, eram pessoas com nível cultural acima da média, tinham numerosos contactos internacionais, não só devido às atividades comerciais, mas também aos laços familiares espalhados pelo mundo. Estes fatores explicam o seu rápido florescimento económico e cultural. Paralelamente ao desenvolvimento do judaísmo lisboeta, para o qual também vêm convergir os judeus das comunidades dos Açores e de Faro, assiste-se, sobretudo nos anos 20 e 30, a um fenómeno de retorno ao judaísmo aberto, por parte de numerosos cripto-judeus, no Norte e no Nordeste do país. Sob o impulso enérgico do Capitão de Barros Basto, ele próprio marrano convertido ao judaísmo oficial, criam-se comunidades e sinagogas nalguns dos principais centros de cripto- judaísmo, Porto, Bragança, Covilhã, Belmonte... É este percurso que o CNC vai fazer de Castelo Branco, onde recentemente foi inaugurada a Casa da Memória Judaica, a Cabanas de Viriato – terra de Aristides de Sousa Mendes – em 3 dias dedicados ao tema, com o acompanhamento de um especialista.

GUIA: José Levy Domingos

HORÁRIO: 8h

DURAÇÃO: 3 dias

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25)  Transporte; alojamento; 5 refeições

[5] Exposição “José de Almada Negreiros, uma maneira de ser moderno” A Banda Desenhada, a Ilustração e o Cinema

Fundação Calouste Gulbenkian

quarta, 3 de maio 

A relação de Almada Negreiros com o cinema atravessa a sua vida, enquanto espectador e artista. Em 1921, escreveu um artigo expressando a sua admiração por Charlot, personagem associável à figura do saltimbanco, tão cara a Almada. No mesmo ano, foi ator no filme O Condenado de Mário Huguin e, mais tarde, contará: «Em 1913 já tentei fazer um filme de cartões animados, parte do qual conservei durante algum tempo, mas depois perdeu-se. Mais tarde, durante o período da vanguarda, projetei, com o pintor Francisco de Cossio, vários filmes experimentais de amador, que não chegámos a realizar.» (1959). Trabalhou para o departamento de publicidade da Paramount Pictures, fazendo plaquetes e cartazes e, em Madrid, fez gessos em baixo-relevo para a remodelação do Cine San Carlos, com cenas de vários géneros de filmes, construídos de forma a replicar planos e enquadramentos tipicamente cinematográficos. Na conferência da estreia de Branca de Neve e os Sete Anões em Lisboa (1938), exaltou os desenhos animados tomando-os como o momento da verdadeira autonomia do cinema, assim desligado da reprodução do real. As lanternas mágicas que desenhou em 1929 e 1934, bem como várias séries de desenhos, são próximas do cinema de animação, no qual via a possibilidade de o desenho cumprir a sua vocação ao ganhar movimento. O desenho humorístico, a narrativa gráfica, o grafismo e a ilustração foram constituintes da modernidade, sendo a página impressa, simultaneamente imagem e texto, uma das mais importantes ferramentas de ação artística sobre o presente.

GUIAS: João Paiva Boléo e Guilherme d’Oliveira Martins

HORÁRIO: 12h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 20 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Edifício-Sede da Fundação Calouste Gulbenkian – Av. de Berna, 53

[6] Ciclo Hotéis Históricos: Hotel Palácio Estoril | Casa Sommer | Cidadela

sábado 6 de maio 

No Hotel Palácio Estoril viaja-se no tempo, numa viagem que continua a decorrer na atualidade e a projetar-se no futuro. Concebido pelo arquiteto francês Henri Martinet e inaugurado em 1930, foi a casa escolhida para a estada de inúmeros membros da realeza europeia e, ainda hoje, continua a ser o local de eleição dos seus descendentes. Em 2011, foi criada a Galeria Real, onde se podem apreciar instantâneos de grandes personalidades da realeza que passaram pelo Hotel. Frequentado por espiões britânicos e alemães, que muitas vezes se encontravam no caraterístico bar, inspirou famosos romancistas e cineastas, designadamente Ian Fleming que escolheu o Hotel como cenário de uma aventura de James Bond, “Ao Serviço de Sua Majestade”. Descobriremos estes segredos e desfrutaremos da ambiência almoçando no próprio hotel. Peça ímpar da arquitetura de veraneio do final do séc. XIX, a recentemente restaurada Casa Henrique Sommer, em Cascais, proporciona condições privilegiadas para instalação do Arquivo Histórico e Centro de História Local, preservando e difundindo a valiosa documentação a cargo do município, como o foral manuelino de 1514, os álbuns fotográficos originais do Hotel Palácio ou o registo municipal de residência de Antoine de Saint-Exupéry. Revisitaremos, ainda, o Palácio da Cidadela, na companhia do arquiteto responsável pela sua reabilitação em 2011.

GUIA: Maria Calado; Helena Pinto; Pedro Vaz

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte; almoço

[7] Ciclo Património e História: Ovar

domingo, 7 de maio 

Conta-se que a origem do peculiar nome “Ovar” vem da imensa população de aves que desovavam e criavam na região, daí o verbo “ovar”. O colorido carnavalesco, marca muito particular de Ovar, estende-se às casas, muitas vezes cobertas de azulejos de cores garridas, datados dos séculos XIX e XX. As ruas da zona histórica apresentam um conjunto fora do comum de casas com revestimentos de azulejos, o que torna estas artérias um museu vivo do azulejo. Neste capítulo, não deixaremos de conhecer também alguns templos religiosos, exemplo de uma arquitetura plena de história e de caraterísticas muito próprias, de que é exemplo um importante painel na Igreja Matriz, a Igreja de Válega e a Igreja de Cortegaça. Teremos ainda oportunidade de visitar o Museu Júlio Dinis, instalado numa casa típica ovarense, e de provar o famoso Pão de Ló.

GUIA: Anísio Franco

HORÁRIO: 8h

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte; almoço

[8] Exposição “José de Almada Negreiros, uma maneira de ser moderno”

Almada – Um Percurso Cultural

Fundação Calouste Gulbenkian

quarta, 17 de maio 

José de Almada Negreiros esteve com os jovens que fundaram o Centro Nacional de Cultura. Com Fernando Amado criou um alfobre de teatro e das artes – donde sairia a Casa da Comédia, mas também José Escada, KWY, Lourdes de Castro ou os poetas Sophia, Ramos Rosa, Ruy Belo, Cinatti. Homem multifacetado, cultor de todas as artes foi um inspirador do CNC, do Grupo Fernando Pessoa e de uma história em que o grande artista abriu as portas aos mais jovens, garantindo ao Centro a sua qualidade de casa aberta a todos os futuros. Eduardo Lourenço aqui fez na sua presença a sua primeira conferência em Lisboa, como sinal dessa sementeira do amanhã.

GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins, Maria Calado e José Luis de Matos

HORÁRIO: 13h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 20 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Edifício-Sede da Fundação Calouste Gulbenkian – Av. de Berna, 53

[9] RTP 60 Anos - Os bastidores

sábado, 20 de maio 

As primeiras emissões regulares de rádio iniciaram-se em 1935 e as de televisão em 1957. A RTP - Rádio e Televisão de Portugal tem um riquíssimo e inigualável património audiovisual (sons e imagens) que se confunde com a história de Portugal. Com 82 anos de Rádio, 60 de Televisão e 19 de online, um universo diversificado de marcas de televisão, rádio e online, através do(s) site(s) e redes sociais, a RTP é a empresa de media com mais história e tradição na comunicação social portuguesa. Pioneira, em diversas áreas e tecnologias, integra, desde 2011, a RTP Play, serviço pioneiro para visualização e escuta de emissões online bem como de programas em on-demand.

GUIAS: RTP

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Av. Marechal Gomes da Costa, nº 37

[10] Assembleia da República

sábado, 27 de maio 

O Palácio de São Bento tem as suas origens no primeiro mosteiro beneditino edificado em Lisboa, no ano de 1598. Com a Revolução Liberal de 1820 e a extinção das ordens religiosas em 1834, o edifício foi afeto à instalação do Palácio das Cortes, ou Parlamento. Foi então entregue ao arquiteto Possidónio da Silva a responsabilidade de uma abreviada adaptação do espaço religioso às necessidades do novo propósito laico-político, sendo aproveitada a Sala do Capítulo para instalação da Câmara dos Pares e feita de raiz a Câmara dos Deputados. Com o incêndio de 1895, coube ao Arquiteto Ventura Terra a recuperação do edifício, conferindo-lhe uma dimensão monumental, como convinha à importância do órgão parlamentar. Grandes pintores como Columbano Bordalo Pinheiro e João Vaz foram responsáveis pela decoração histórica e artística. Durante os 50 anos em que decorreram as obras, foram criadas a antecâmara dos Deputados, a Sala dos Passos Perdidos, a Escadaria Nobre, a Biblioteca Parlamentar e o Salão Nobre.

GUIAS: Maria Calado, Guilherme d’Oliveira Martins e Assembleia da República

HORÁRIO: 15h30

DURAÇÃO: tarde

LIMITE: 25 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: entrada lateral da Assembleia da República (do lado da Rua

de S. Bento)

[11] Ciclo Património e História: Torres Novas

domingo, 28 de maio 

As origens de Torres Novas são bem remotas, existindo inúmeros achados arqueológicos testemunhado a existência de indústrias paleolíticas e neolíticas implantadas na região. A cidade apresenta um vasto e interessante património, não só no seu centro histórico como em toda a sua envolvente, nomeadamente o Castelo, a Igreja da Misericórdia (século XVI) a Capela de Santo António (é o que resta de um antigo Convento do séc. XVI) e a Igreja do Salvador (fundada no séc. XIII). Destaca-se ainda o Museu Municipal Carlos Reis, dedicado ao pintor naturalista, nascido em Torres Novas em 1863. As obras expostas são exemplificativas da dupla qualidade de paisagista e retratista de Carlos Reis, revendo-se nelas a predileção do pintor para retratar aspetos do quotidiano da vida campestre. Torres Novas tem uma longa tradição teatral e cinematográfica. Em 1840, é criada a Sociedade União Dramática, presidida por António César de Vasconcelos Correia, Conde de Torres Novas, que inicia a promoção de espetáculos de fantoches, uma herança das invasões napoleónicas de 1810. Por meados de 1866, a Sociedade União Dramática é dissolvida e dá origem, pelas mãos do Montepio dos Artífices, ao Teatro Torrejano inaugurado a 29 de abril de 1877. Em 1895, passa a ser denominado Teatro Virgínia em homenagem à gloriosa atriz conterrânea Virgínia Dias da Silva (1850-1922).

GUIA: Anísio Franco e Duarte Ivo Cruz

HORÁRIO: 9h00

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

[12] Ciclo Escritores: Ferreira De Castro e Vergílio Ferreira | Sintra

domingo, 4 de junho 

O Museu Ferreira de Castro, em Sintra, reúne o espólio particular, literário e artístico do grande romancista português, doado pelo próprio ao Povo de Sintra um ano antes de falecer, em 1974. O Gabinete de Trabalho do escritor foi reconstituído de acordo com o que existia na sua casa de Lisboa. Para além dos objetos pessoais e de escrita, salientam-se os retratos da autoria de Eduardo Malta, Roberto Nobre e Stuart Carvalhais. Por ordem cronológica, é tratado o percurso vivencial do escritor, podendo ser apreciadas edições raras, manuscritos, objetos pessoais e ilustrações originais para as suas obras. Sintra é um dos lugares frequentemente presentes na obra de Vergílio Ferreira. Na sua Conta-Corrente, por exemplo, são frequentes as referências a Fontanelas, onde passou largos períodos, e a outros sítios de Sintra, como local onde pôde repousar e ler, e também concluir alguns dos seus livros. Dois dos seus romances foram concluídos em Fontanelas: Para Sempre (1982) e Na Tua Face (1993). E a ação de Nítido Nulo (1971) decorre no Magoito. Além de Fontanelas, muitos são os registos sobre Praia das Maçãs, Praia Grande, Azenhas do Mar ou a Aguda. De resto, há sempre um registo dos muitos amigos que passaram por Fontanelas para longas conversas e tertúlias. E foi nesse modo de conviver descontraído que o autor de Aparição encontrou a razão de ser para assim não deixar de registar as suas impressões de Fontanelas e quase sempre nos dias de verão, na presença de pinheiros, o cantar dos pássaros ou a imensidão do mar.

GUIAS: Paula Oleiro e João Rodil

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: dia inteiro

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

[13] Ciclo Residências Com História: Palácio Magalhães e Igreja de São José dos Carpinteiros

quarta, 7 de junho 

O Palácio Magalhães fica na rua outrora chamada de Corredoura ou carreira dos cavalos. Construído no século XVIII pelo espanhol Visconde da Orta (1804-1873) viria a ter o nome associado ao seu genro, o Visconde de Magalhães, que tratou de o melhorar. Foi adquirido pelo Ministério da Guerra em 1948 à Marquesa de Santa Cruz dos Manuelles, filha e herdeira do Conde de Magalhães, albergou a Cooperativa Militar e pertence hoje ao Instituto de Ação Social das Forças Armadas. Temos ainda ocasião de visitar a Igreja de São José dos Carpinteiros que teve origem numa pequena ermida em 1545 e foi elevada a paroquial em 1567. Em meados do séc. XVII conheceu obras de ampliação, tal como se pode observar numa inscrição colocada na nave da igreja. Reedificada após o terramoto de 1755, segundo instruções do mestre-pedreiro Caetano Tomás, traduz uma arquitetura barroca e pombalina, destacando-se o seu portal principal, elaborado em torno de um medalhão com a figura de S. José em baixo-relevo. No interior destacam-se a pintura ornamental desenvolvida a partir das figuras centrais de S. José e do Anjo e os lambris de azulejos setecentistas, representando aspetos da vida do padroeiro. A ‘’Casa dos 24’’ passou a congregar-se nesta igreja a partir de 1750, na atual Casa da Mesa.

GUIA: Coronel Vitor Lourenço

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Rua de São José, 124

[14] Património Mundial: Elvas e cidades fronteiriças

sábado e domingo, 17 e 18 de junho 

Cidade raiana junto da linha de fronteira entre Portugal e Espanha, Elvas tem a sua história ligada a esta localização estratégica de cariz defensivo e possui hoje uma herança cultural viva que se encontra classificada pela Unesco como Património da Humanidade. Invocando essa história que nos deixou o notável legado do património militar da cidade, visitaremos o conjunto fortificado que é a maior fortaleza abaluartada do mundo. Com um património rico e diversificado, Elvas ostenta um conjunto construído com edifícios de grande valor histórico, artístico e cultural, com destaque para a Igreja de S. Domingos e o monumental aqueduto da Amoreira. Numa relação histórica direta com o povoamento e defesa da fronteira entre os dois países, a cidade espanhola de Olivença está ligada à reconquista cristã da região pelos Templários do Reino de Portugal. Pelo Tratado de Alcanices, assinado em 1297 entre o Rei D. Dinis de Portugal e Fernando IV de Castela, Olivença seria formalmente incorporada em Portugal. Anexada por Espanha em1801, Olivença faz parte do território da Extremadura espanhola. Do seu património monumental destaca-se a Igreja de Santa Maria Madalena, notável exemplar da arquitetura quinhentista. A principal cidade espanhola desta zona raiana é Badajoz que apresenta ainda partes consideráveis da sua muralha. Para além do património construído, merece visita o MEIAC-Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, onde também se inscrevem obras de destacados criadores portugueses.

GUIAS: Maria Calado (CNC); Gabinete do Centro Histórico- C. M. de Elvas; MEIAC

HORÁRIO: 8h00

DURAÇÃO: fim de semana

LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte; alojamento; 3 refeições

[15] Ciclo Residências com História: Palácio do Beau-Séjour

quarta, 21 de junho 

O Palácio do Beau-Séjour foi mandado construir pela Viscondessa da Regaleira em 1849, na Quinta Campainhas. Adquirida posteriormente pelo Barão da Glória, sofreu algumas modificações, tendo sido a fachada do Palácio revestida a azulejo e o jardim aumentado. Por sua morte, os seus sobrinhos e herdeiros encetam uma profunda remodelação dos interiores, contratando para a empreender os irmãos Bordalo Pinheiro, Maria Augusta, Rafael e Columbano, e o decorador Francisco Vilaça. A Quinta das Campainhas foi legada à família Dias de Almeida que a vendeu aos Maristas por volta da década de 70 do século passado. O Palácio e o jardim passam para a posse da Câmara, que os restaurou, sendo hoje possível admirar, entre outros, o famoso teto do Salão Dourado, uma tela pintada por Columbano Bordalo Pinheiro intitulada “O Carnaval de Veneza” e o lavatório ornamental de Rafael Bordalo Pinheiro.

GUIA: Ana Maria Homem de Melo

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 20 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Estrada de Benfica, 368

[16] Ciclo Escritores: José Gomes Ferreira (2ª parte)

domingo, 25 de junho 

Vamos prosseguir o nosso passeio pelos lugares frequentados pelo Poeta Militante José Gomes Ferreira que, tal como Fernando Pessoa, com quem chegou a colaborar, teve várias residências e frequentou várias tertúlias em diversos cafés lisboetas, a maior parte deles desaparecidos. Desta feita o nosso itinerário envolve a zona das Avenidas Novas.

GUIA: Paula Oleiro

HORÁRIO: 10h

DURAÇÃO: manhã

LIMITE: 30 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Av. da República, esquina com a Av. Barbosa do Bocage (metro Campo Pequeno)

>> TABELA DE PREÇOS E INSCRIÇÕES