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"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"
Helena Vaz da Silva LER BIOGRAFIA

De 10 a 16 de Fevereiro de 2003

A semana que hoje se inicia culminará com a realização da "Ponte Cultural" para o Porto, que se realiza no momento em que está em fase de preparação o núcleo do CNC no Norte.

I. A semana que hoje se inicia culminará com a realização da "Ponte Cultural" para o Porto, que se realiza no momento em que está em fase de preparação o núcleo do CNC no Norte - a constituir-se até ao final do primeiro semestre do ano. Continuamos, aliás, a receber mensagens de muitos amigos interessados em participar no novo núcleo. É fundamental o vosso apoio. Pedimos que nos enviem os vossos contactos, se não o fizeram já, a fim de que se torne realidade um velho anseio do Centro. Haverá notícias frescas já no próximo fim de semana e comunicaremos, nos próximos dias, o nosso programa intenso na cidade do Porto.

Na Fundação de Serralves - correspondendo ao amabilíssimo convite de Teresa Patrício Gouveia - teremos oportunidade de visitar um conjunto único de exposições, desde Caged-Uncaged de Francis Bacon às Sombras à Volta de um Centro de Lourdes Castro? Depois, revisitaremos o renovado Museu Nacional Soares dos Reis, ao encontro de uma memória artística muito marcante. E, entre as mil curiosidades e a hospitalidade do Porto, iremos sentir e viver, nas margens do Douro, o rio da "faina fluvial", a cidade e a gente de onde houve nome Portugal. Afinal, para Sampaio Bruno: "Quando Camões disse que nesta cidade tivera origem o nome de Portugal, o que ele devera dizer é que o nome desta cidade é que fora o nome de Portugal. De modo que o que vem a ser Portugal resolve-se em ser o Porto prolongado d`aquém e d`além mar"?

II. Morreu João César Monteiro (1939-2003). Ainda há algumas semanas o recordámos aqui - pela sua leitura fidelíssima da sabedoria de Sophia. A máscara que ostentava muitas vezes escondia as suas angústias, mas não pode fazer esquecer que a sua filmografia durará. João Bénard da Costa disse: "é um dos grandes cineastas mundiais do século. Construiu uma espantosa obra romântica e da subversão no interior do romantismo, com uma fascinação pela beleza que vai ao último limite. A beleza dessa capacidade de encontrar na imagem a possibilidade de acesso a uma ordem superior. (?) Há nele também um sentido do sagrado, uma beleza que atinge essa dimensão". Manuela de Freitas assinalou-nos que ele "vivia na lâmina entre o fundo dos abismos e o máximo da luz"? Para João César, havia "uma teimosia em entender o amor como coisa absoluta. Sendo absoluta, não é possível. Ficamos com a ideia"?

Guilherme d`Oliveira Martins
Presidente do Centro Nacional de Cultura